Soube hoje de um fato curioso. O reivindicado, implorado e discutido Fundo de Incentivo à Cultura, o famoso FIC, até agora - passados 40 dias - tem apenas três projetos inscritos. Permita-me a opinião: é o cúmulo! O edital recebeu críticas da classe artística. O motivo foi o valor de R$ 200 mil, considerado baixo para contemplar variadas manifestações culturais. Os três projetos somam R$ 35 mil. O período para apresentação dos projetos vai até segunda-feira.
Rodrigues Neto me disse hoje que as sobras serão remanejadas para o FIC de 2011. Mas imagino qual a moral da Funcarte em reivindicar à prefeita aumento no valor realmente ínfimo do Fundo. Ora, se o que tem ninguém aproveita, sobra. Teoricamente é porque o valor é alto. Mas basta conversar com artistas, sobretudo músicos, e as reclamações se derramam em lamentos. E o dinheiro aí, dando sopa, desde 1º de julho. A data para liberação do dinheiro aos artistas contemplados ainda será definida. O prazo máximo dado é de até 30 de dezembro.
Após entrevista com Crispiniano Neto há alguns dias, outra com Rodrigues Neto na manhã de hoje, e somado a este fato, acho que posso emitir uma opinião mais segura. A política de editais é o novo caminho de fomento da cultura hoje e será pelos próximo anos. Natal e o Rio Grande do Norte, infelizmente, adotaram essa política tardiamente e tanto governos quanto classe artística ainda não sabem lidar com esse tipo de política. O resultado primeiro é o atraso nos pagamentos.
Mas a política de editais - assim como os fundos de cultura -, embora coiba o tradicional mercantilismo de balcão, é extremamente burocrático e passível de embargos, atrasos processuais. Infelizmente o projeto do edital é único para vários artistas. E basta um deixar de entregar a documentação correta ou mesmo não entregar e todos são prejudicados. Se preferir editais individuais, a situação piora, além do artista precisar bancar 27% de impostos de pessoa física, na maioria dos casos.
Conclusão: tamo fudjido por um bom tempo, até que o poder público (leia-se Governo e Prefeitura, e não FJA e Funcarte) entendam a celeridade desta nova política; e os artistas aprendam a apresentar a documentação correta e em tempo; e as fundações promovam bons editais. Isso é o mínimo. Pensar que as fundações nada arrecadam durante o ano, dependem da boa vontade governamental e ainda é a primeira válvula de escape para suprir buracos no orçamento, desanima qualquer cidadão.
FIART no Centro de Convenções, Stand SPVARN
Coordenação da Presidente SPVARN, escritora poeta Adélia Costa, sentada ao
lado do escritor Alexsandro Al...
Há uma semana
Não se engane, nos últimos dia apareceram muito mais concorrentes.
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