Por Marcos Silva
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Prezado amigo Sergio:
Obrigado pelo comentário.
Lembrei de uma antiga canção de Caetano Veloso: "Eu nunca quis pouco / Falo de quantidade e intensidade / Bomba de hidrogênio / Luxo para todos, todos" (Muito).
Certamente, as teorias socialistas foram importantes utopias, embora Marx e Engels vissem pejorativamente essa condição. Como utopias (não-lugares, lugares inexistentes), eram críticas às sociedades opressivas. Quando viraram eutopias (lugares existentes e de suposta perfeição), tiveram brevíssimos momentos de invenção (a URSS entre 1917 e 1921, vozes de múltiplos socialismos - anarquistas, reformistas, comunistas), sucedidos por sufocantes centralismos e monopólios.
As utopias podem desempenhar funções críticas ainda hoje. A função de eutopia está monopolizada, hoje, pelo capitalismo mesmo - "Consumir é viver / conviver é sumir", outra antiga canção, agora de Paulinho da Viola e Marcus Vinicius).
Talvez possamos aprender, com a experiência dos socialismos fake, a estabelecer metas um pouco mais modestas de igualdade e a reconhecer diferenças que não são opressivas.
Quanto a luxar: por que não, se for um direito para todos? Eu costumo repetir: dinheiro é ótimo, pena que poucos tenham acesso ao suficiente para uma vida decente. Uma meta imodesta: decência para todos.
Abraços:
Marcos Silva
Do blogueiro: Marcos, lembrei depois de um estereótipo do que tentei comentar: o livro de George Orwell, A Revolução dos Bichos, que se mostra ainda atual. É bem o retrato desse mundinho de hoje. E realmente, se Lênin escapasse da morte naquele momento, penso que esse mundo global seria outro. Abração!
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