No blog Jornalistas em Luto
Um profissional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), voluntariamente, fez um levantamento e concluiu: jornalista no RN tem vencimentos menores que a média de rendimentos de um flanelinha.
Poucos dias depois, após a segunda rodada de negociação salarial, o susto: sindicatos patronais simplesmente ignoraram a pauta de reivindicações do Sindjorn e elaboraram uma nova pauta, onde sugerem um reajuste de 3,5% aos R$ 900 pagos como piso, a exclusão das folgas semanais (o profissional só teria direito a uma folga dominical por mês, de acordo com o documento), a redução das condições para o pagamento de horas extras e o não apoio ao profissional repórter em casos processuais, salvo quando a matéria for autorizada por escrito pela direção da empresa.
Vamos pensar: 3,5% de 900 são R$ 31,50. A inflação no período foi de 5,68%. Se a inflação abatesse diretamente dinheiro do salário, teria comido mais de R% 51,00 do piso de jornalista do RN. Então, o reajuste oferecido pelas empresas ainda fica devendo R$ 20 ao índice da inflação no país.
De acordo com o Dieese, uma cesta básica completa em Natal custa R$ 193,08. Então, se um jornalista resolvesse guardar a diferença ganha no seu salário com o reajuste proposto, teria que esperar seis meses para conseguir ter em casa carne, leite, feijão, arroz, farinha, tomate, pão, café, banana açúcar, óleo, e manteiga. Quem sabe em um ano ele consiga juntar o suficiente para comprar um peru de Natal? Mesmo que o reajuste oferecido cobrisse a inflação, ainda seriam necessários quase quatro meses com a diferença do reajuste na mão para comprar uma cesta básica.
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Há 6 dias
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