Por Gabriel Tavares
em Groovy Nosferatu
Eu me pergunto se uma versão brasileira desse filme não iria engatar. Vejamos: O Rio vira uma prisão a céu aberto depois que os traficantes e milicianos alastram sua área de influência até a zona sul. Policias sendo fuzilados em praça pública, trocas de tiro constantes, batalhões de vinte ou trinta, todos fortemente armados, depredando as lojas e incendiando os carros. Tocado o terror, o Rio agora é deles. Evacuação de cidade? Essa é ótima. Suburbano e favelado tem mais é que se fuder, quem tiver dinheiro escapa sem problema, então tá resolvido. Feito isso, a PM começa a implantar UPPs não mais na porta dos morros, mas sim ao redor da cidade: Via Dutra, Região dos Lagos, Niterói, tudo sob ocupação constante da PM com um auxiliozinho básico do exército brasileiro. Volta e meia rola uma troca de tiros, mas o Brasil vai levando.
Eis que em sua viagem para São Paulo para assistir o jogo do Corinthians, o presidente sofre um atentado de radicais de direita e seu avião cai em plena zona sul do Rio. A PM então descobre que ele foi resgatado/sequestrado pelos criminosos e agora é mantido refém pelo maquiavélico "Rei do Rio". E agora? Como resgatar o presidente a tempo dele ver a final do Timão? Só resta à urubuzada recorrer à ajuda improvável e politicamente incorreta de Snake Nascimento, um ex-oficial do BOPE de uma longa linhagem de picas-grossas da fodeção do crime organizado, condenado injustamente (ou nem tanto) e agora escalado como a única esperança da mãe pátria que o abandonou.
Até que renderia uma boa neo-chanchada trash, com uns tiroteiozinhos maneiros aqui e ali e um argumento social enfiado ali no meio de um forma meio sutil. Bota o Seu Jorge pra fazer o "Rei" e o elenco já tá de bom cabimento. Infelizmente, se esse filme fosse feito hoje ele serviria mais para entreter do que alertar quanto às consequências do que o Rio faz com ele mesmo, o que já é mais ou menos o caso de toda obra de cunho social que sai no Brasil hoje em dia. O mais triste, fora o fato de na vida real a merda continuar indo de encontro às hélices, é que esse filme nunca vai ser feito. A gente vai ter que se contentar com o que passa na Globo ou nos filmes do Padilha, e volta e meia abrir os olhos para o que de fato acontece, mas só para variar um pouco.
AQUI
FIART no Centro de Convenções, Stand SPVARN
Coordenação da Presidente SPVARN, escritora poeta Adélia Costa, sentada ao
lado do escritor Alexsandro Al...
Há 6 dias
Segundo Ailton Medeiros isso é tudo mentira dos tucanos contra Cabral e o governo Petê. O Rio tá belo e pacífico. Quem quiser pode dormir nos bancos de Copacabana, nas calçadas do Leblon. Não conheço o Rio, mas acreditando em Ailton vou morar lá. Tá melhor do que no Camarão e favela dos Coqueiross. Marcos Lima.
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