Por Marco Antonio Santos Silva
no Digestivo Cultural
Como todas as pessoas do planeta, sempre acreditei que John Lennon era a mente e a alma do grupo, ignorando por vezes as preciosas contribuições de Paul, George e Ringo. A mim bastava o mito que havia sido criado em torno do líder dos Beatles. Só que, há uns dois meses, li a biografia definitiva de Lennon, John Lennon ― A vida (Companhia das Letras, 2009, 840 págs.), escrita por Philip Norman. E aquela imagem intocável de deus que se criou de John começou a ser desfeita em mim após algumas reflexões sobre o livro. O valor da obra é inquestionável, mas Philip Norman me lembrou o Capachão da TV Colosso, a cada capítulo puxando o saco do falecido beatle. Qualquer coisa que ele tenha feito, Norman tenta mostrar algum traço de genialidade. Não estou contestando a mente iluminada de Lennon, mas em alguns momentos a rasgação de seda toma conta do livro. O autor parece achar normal a aversão que John tinha a aleijados, a arrogância com que tratava os próximos, enfim, qualquer frase que ele dissesse. Na tentativa de traçar um retrato fiel do beatle, Norman conseguiu ― não sei se era essa a intenção ― desconstruir o mito e mostrar o homem, sendo este o grande mérito de seu trabalho.
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Do blogueiro: O site não informa, mas desconfio que esse Marco Antonio seja o idealizador do Revolution - o maior fã clube dos Beatles do Brasil e um dos maiores do mundo.
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