Fiz questão de publicar mais um post eminentemente político - comentário de Mineiro a respeito do crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião rumo à presidência - sob algumas razões. Agora há pouco, pelo twitter, questionei o porquê de revirarem o foliaduto em ano de eleição. E porque não no ano passado? Quatro anos é tão diferente de três? Logo, um engenheiro civil explicou: porque antes não existia o Novo Jornal, comprometido com a verdade.
Ora, todos os jornais estão comprometidos com o capital. São empresas. Algumas, mais consolidadas e menos dependentes de anúncios e políticos, procuram maior imparcialidade. Não é o caso do NJ, que tem mostrado excelentes articulistas, colunistas, coberturas jornalísticas, matérias trabalhadas, bem pautadas, mas, infelizmente, extremamente parciais.
Realmente lamento. O sentimento que tenho ao ler cada edição é de enorme trabalho e talento jogados fora. E olha que sou contra, como disse acima, dos xiitas defensores da imparcialidade. Em vários países há jornais assumidamente tendenciosos, defensores de grupos políticos-partidários, segmentos religiosos, etc. Mas vejam: são assumidos, por isso têm credibilidade junto aos leitores. Quem compra sabe o que vem pela frente e não espera "imparcialidade".
Se o NJ assumir explicitamente em editorial porque veio, tudo bem. Passaria, então, a elogiar o trabalho realizado, porque as matérias são ótimas. O projeto gráfico é massa. Talvez faltem mais colunistas nas editorias, enfim. Agora, fazer ouvido de mercador para as denúncias nas gestões de Rosalba enquanto prefeita de Mossoró, evitar maiores espaços para o escândalo do DEM, ou às enchentes em São Paulo e bater com uma constância impressionante no governo...
A senadora Rosalba Ciarlini se disse contra o aborto. Vi lá no Substantivo Plural de Tácito. Alguém publicou uma nota a respeito? Por que não? Medo de perder o voto das feministas ou da grande parcela de leitores à favor da descriminalização do aborto? No entanto, matérias de menor relevância ganham manchetes. É clara a parcialidade midiática. Antes a correnteza do rio seguisse sua rota natural.
Segue o texto de Mineiro:
A Estrela Sobe
Depois das pesquisas Vox Populis e Sensus, divulgadas no início de fevereiro, hoje é a do Ibope que confirma o crescimento de Dilma nesta fase da corrida das eleições presidenciais. Como as anteriores, esta de agora foi também recebida com indiferença pela mídia serrista.
Também pudera. Enquanto Dilma cresce, o candidato da midiazona está empacado. A despeito das diferenças metodológicas, os números se assemelham. Os divulgados pelo Ibope mostra um crescimento de quase 50% da pré-candidatura Dilma: na pesquisa anterior ela tinha 17% de preferência do eleitorado; na de agora, Dilma cresceu 8 pontos e chegou a 25%. E o candidato tucano que antes tinha 38, tem agora 36% de preferência do eleitorado. As pesquisa anteriores já haviam sinalizado o empacamento de Serra, enquanto Ciro apresenta queda (de 13% para 11%) e Marina se mantem nos patamares de 8%.
O ano de 2010 não poderia começar melhor para nós, com os números confirmando a consolidação e a viabilidade da candidatura Dilma. Mesmo sabendo que pesquisa é pesquisa e voto é voto, temos razões para comemorar. Enquanto nossa candidata se fortalece e consolida alianças, a oposição demo-tucana se complica. As chuvas deixam expostas as ineficiências administrativas de Serra-Kassab, diluindo a propalada eficiência gerencial do consórcio PSDB-DEM, que há anos governa São Paulo. De quebra, o DEM figura no cenário nacional patrocinando o panetonegate de Arruda e Paulo Otávio.
E os dados das pesquisas apontam crescimento da aprovação da gestão do Presidente Lula e, o mais importante, mostram que grande parcela da população quer continuidade do projeto nacional. Isto significa que hoje não existe sentimento de oposição às metas do nosso governo. Ao contrário, o sentimento é de consolidação dos avanços e de correção de rumos.
É neste contexto favorável que, de hoje a sábado, se realiza o 4º Congresso Nacional do PT. Representantes do partido de todo o Brasil debruçaremos sobre uma importante agenda de discussões: Tática Eleitoral e Política de Alianças; Diretrizes para Programa de Governo 2011-2014; Construção Partidária e Plano de Ação.
O grande momento do Congresso ocorrerá no sábado, quando da formalização da pré-candidatura de Dilma à Presidente do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados. Começará ali a nossa caminhada rumo às vitórias em 2010.
Tarefas grandiosas, nós petistas temos pela frente. Mas nada mais animador do que comemorar 30 anos de (r)existência partidária com a perspectiva de consolidação e avanços, confrontando e debatendo projetos para o nosso país. Viveremos momentos singulares neste 2010 e reafirmaremos, com certeza, que o BRASIL É A NOSSA BANDEIRA.
(Mineiro)
Do blogueiro: Só para complementar, vi agora no blog de Tácito Costa a seguinte notícia, extraída da página do jornalista Luiz Carlos Azenha: "A manchete do Estadão online, que dizia que Dilma está "estagnada", sumiu da capa. Junto com o assunto. Nas internas, sim, o jornal dá a notícia corretamente. Já a Folha simplesmente esconde que Dilma subiu 8 pontos: "esquece" de comparar a pesquisa com os números anteriores do próprio Ibope. E olha que estamos falando em números do sr. Montenegro, aquele que acha que José Serra está eleito". Tal lá como cá.
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