quarta-feira, 24 de março de 2010

Mais um livro na praça

Uma viagem às raízes de um longínqua e surpreendente história, que revela o contato entre os povos do continente americano com as nações do Oriente Médio. Essa é a proposta do livro “Viagens do Rei Salomão ao Rio Amazonas”, que a paraibana Lídice Canella lançará, hoje, às 19h, na Livraria Siciliano do Midway. A obra foi escrita após uma longa pesquisa de sete anos, que Lídice desenvolveu a partir do texto do pesquisador Vicomte Enrique Onffroy de Thoron, do início do século XIX, que enfatiza a vida e os feitos do sábio e grande Rei Salomão e seu arquiteto, abordando ainda aspectos dos povos atlantes, fenícios e hebreus.

Tuitando com Mário Ivo

mario_ivo jornalismo é sempre um bom negócio. sexo também.

terça-feira, 23 de março de 2010

Abertas as inscrições para o Prêmio Jabuti

Estão abertas as inscrições para o principal prêmio literário do País, o Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A láurea chega à 52ª edição, abrangendo 21 categorias. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers. As inscrições se encerram no dia 31 de maio. Mais informações pelo site www.premiojabuti.org.br

Os 100 líderes militares da história

A guerra é descrita por historiadores como a segunda ocupação favorita da humanidade. De Leônidas de Esparta - o herói condenado da batalha das Termópilas, em 480 a.C. - até Colin Powell, o estrategista da Guerra do Golfo, de 1990, os maiores líderes militares da história têm no livro Os 100 Maiores Líderes Militares da História, de Nigel Cawhorne, o seu perfil traçado e suas batalhas mais importantes analisadas. Alguns dos líderes militares selecionados: Aníbal, Júlio César, Otavio Augusto, Átila, Trajano, Carlos Magno, El Cid, Oliver Cromwell, Carlos Stuart, Napoleão Bonaparte, George Washington, Cavalo Doido, Paul von Hindenburg, Isoroku Yamamoto, Dwight D. Eisenhower e Mao Tsé-tung. Imagino que a guerreira Wilma de Faria esteja entre os 100.

Editora Difel
412 páginas
Preço: R$ 45,00

E o Prólogo da Esmeralda

Mais um comentário a respeito de Esmeralda. O prólogo é aquém do último livro, Remanso de Piracema. E não poderia ser diferente. Considero aquele prólogo dos grandes feitos da literatura potiguar.

Ainda assim, transcrevo abaixo o primeiro parágrafo e o último - uma citação de Netarino:

"O Santuário do Lima.

Aqui pontifica uma crença do povo. O resto é religiosidade e fé. E a fé do povo segura sua pobreza, sua angústia e seus atropelos. Umapena que os espertos saibam disso e dessa crença tirem proveito. Nossa Senhora não é só das causas impossíveis. É das causas possíveis também. Na fé da sua força, curam-se aleijões e cegueiras. Nos joelhos dos confessionários pensam-se as mazelas da alma. Muito antes do sofá da psicanálise. Quem crê faz fila de espera. Quem não acredita observa e aprende".

"Tudo acaba ou se transforma, porque nada suporta o angustiante peso da eternidade. Nem a solidão de Deus".

Das oferendas de François

Iniciei agora a leitura de Esmeralda - Crime no Santuário do Lima (Casa de Bakunin, 249 pág.), novo livro de François Silvestre.

O primeiro parágrafo é de uma tal Oferenda. Fiquei sem saber o que era. Preferi nem adiantar as páginas para identificar. Apenas li.

Elogiar o estilo linguístico de François beira a redundância. É um mestre no ofício. Mas já me vinha à cabeça as mesmas críticas - construtivas - do tal regionalismo presente em sua literatura.

Aliás, qual o defeito de uma obra de cunho regional? Nenhuma, na minha opinião. Muito depende do propósito do escritor. Enfim...

E eis que, ao terminar as cinco páginas iniciais, vi que era uma dedicatória. Claro, como não imaginei antes? E como nunca li nenhuma dedicatória longa, tão detalhada e humana, afirmo ser a melhor que já li.

A volta do Seis & Meia


Moraes Moreira e Coral Canto do Povo abrem versão 2010 de um dos maiores projetos musicais do país

Balançou, mas não caiu. O projeto Seis & Meia volta hoje ao palco do Teatro Alberto Maranhão com orçamento enxuto – R$ 450 mil para o ano inteiro – e número de atrações diminuídas de três para duas ao mês. Na abertura, o baiano Moraes Moreira e o resgate do Coral Canto do Povo – uma das maiores instituições musicais do Rio Grande do Norte, fundado em 1988 e há alguns anos longe dos palcos.

A redução do número de shows foi acordada entre o produtor do projeto, Willian Collier e o Governo do Estado. A definição do novo formato foi uma espécie de garantia de execução dos 25 shows programados até dezembro pelo projeto, em Natal e Mossoró. E também o aumento em 20% do pagamento de cachês aos artistas nacionais e locais – congelado há seis anos.

“Deixamos de trazer muitos artistas, a exemplo de Ivan Lins e Paulinho da Viola porque eles rejeitam a proposta de cachê oferecida. Há seis anos pagamos os mesmos R$ 6 mil (afora custos de passagem, hospedagem e de logística). É um valor abaixo do mercado”. Collier disse ainda que muitos aceitam a proposta em razão do circuito de shows que inclui ainda o Seis & Meia de Campina Grande e João Pessoa. São quatro dias ininterruptos de apresentações, de terça à sexta-feira. “Sair do Rio ou São Paulo para uma ou duas apresentações é inviável porque eles deixam de fechar outros dois ou três shows por lá”.

Neste ano, os shows em Natal serão realizados nas duas primeiras terças-feiras do mês. Em Mossoró, nas duas primeiras sextas-feiras. Segundo Collier, as próximas atrações nacionais convidadas pelo projeto serão a banda vocal mineira 14 Bis e a intérprete Leila Pinheiro. Os shows locais, pelo segundo ano consecutivo, serão selecionados pela Fundação José Augusto e receberão cachês de R$ 2 mil – “dos maiores pagos no Estado”.

O produtor ressalta que há a possibilidade da volta dos três shows ao mês a partir do segundo semestre. “Definimos em dois, a priori, para evitar o ocorrido no ano passado, quando o projeto precisou parar antes do tempo, em setembro, por falta de verba e dívida com músicos. Se houver liberação do Governo para novo dote orçamentário no segundo semestre, incrementamos com mais um show no mês”, ressaltou.

Collier também produz o projeto na Paraíba. Segundo ele, os shows são sempre mais lotados. E justifica: “Lá ainda é novidade. Aqui o projeto completa 15 anos. É o mais longevo e diria que o maior projeto musical do país. Qualquer atração que chamarmos vem pela segunda vez, no mínimo. Os que não vêm é pelo cachê reduzido. Já são 2 mil shows realizados. É uma vitória para a realidade local e nacional, dito pelos próprios artistas”.

Outro fator positivo do projeto enaltecido por Collier é o intercâmbio entre músicos potiguares e paraibanos. O produtor disse ter levado como atração nacional ao Seis & Meia vizinho Khrystal, Valéria Oliveira, Galvão Filho, Diogo Guanabara e Glorinha Oliveira.

Para este ano, o produtor disse que manterá este ano a mescla de atrações consagradas pelo público e revelações da música brasileira. “É um modo de proporcionar oportunidade ao público em assistir esses artistas. Se não for ali, ele não vê em outro canto. Ano passado, por exemplo, trouxemos Lia de Itamaracá (cirandeira), Ceumar (mineira, revelação da MPB)...”.

Moraes Moreira
O cantor sobe ao palco hoje para interpretar sucessos como Preta Pretinha, Mistério do Planeta, Brasil Pandeiro e A Menina Dança, todos incluídos em seu mais recente CD/DVD A História dos Novos Baianos e Outros Versos, além de homenagens a ícones da música nordestina, como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Neste ano, Morais Moreira seguirá em turnê com o show do DVD, gravado em junho de 2008, na feira de São Cristóvão, no Rio. O projeto é baseado em um livro autobiográfico do compositor que comemora seus 40 anos de carreira. O material foi escrito em forma de literatura de cordel e tem notas explicativas de letras dos Novos Baianos.

Canto do Povo
Coral Canto do Povo é um dos mais importantes corais do Nordeste, pondo em relevância para a cultura norte-rio-grandense. Criado pelo Governo do Estado em abril de 1988, o coral é administrado pela Fundação José Augusto e tem como um dos pontos altos de sua história ter representado o Brasil na França, na Alemanha e na Itália em 1995, por indicação da Confederação Brasileira de Coros. Depois de dois anos inativo, o coral retornou no ano de 2007 para uma série de concertos. O repertório do Coral inclui uma mistura de músicas sacras, populares, regionais, folclóricas e natalinas.

Projeto Seis & Meia
Quem: Moraes Moreira e Coral Canto do Povo
Preço: R$ 20 e R$ 10 (meia)
- Natal
Local: Teatro Alberto Maranhão
Quando: Hoje
Contato: 3222-3669
* Professores da rede municipal de ensino de Natal tem direito à meia entrada
- Mossoró
Local: Teatro Municipal Dix-Huit Rosado
Quando: Excepcionalmente amanhã
Contato: 3315-5046
* Atração local indefinida até a tarde de ontem

- Matéria publicada hoje no Diário de Natal

Disco póstumo de Renato Russo nessa semana


Neste sábado, celebrando os 50 anos que Renato Russo faria, será lançado o disco "Renato Russo: Duetos".

O álbum foi idealizado por Marcelo Fróes e conta com 15 faixas do vocalista da Legião Urbana ao lado de outros cantores, entre eles Dorival Caymmi, Herbert Vianna e Leila Pinheiro.

Uma das canções do álbum é "Like a Lover", dueto póstumo com Fernanda Takai que é uma versão em inglês para a música "O Cantador", composta por Dori Caymmi e Nelson Motta e gravada por Sergio Mendes nos anos 60.

(Da redação do Uol)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Biografia de Freddie Mercury no mercado


Além de uma figura carismática, Freddie Mercury marcou os anos 1970 com sua voz e estilo irreverente. Considerado um dos maiores cantores de todos os tempos, deixou uma legião de fãs ao morrer em 1991, vítima de AIDS. Em Freddie Mercury, que a Editora Planeta publica no Brasil, o francês Selim Rauer narra a trajetória deste músico britânico, marcada por muitas polêmicas e que deixou um legado eterno.

“Bohemian Rhapsody”, “We Are The Champions”, “We Will Rock You”, “The Show Must Go On”. Estas canções que marcaram uma geração remetem à voz inesquecível de Freddie Mercury. Estrela extravagante e enigmática, famoso por suas performances inesquecíveis, o líder do Queen influenciou fãs ao redor do mundo e transformou a música pop. Uma lenda que ficou eternizada com o choque de sua morte prematura, aos 45 anos.

Após anos de pesquisa e longas entrevistas com a família, Selim Rauer vai além do mito para revelar os defeitos e segredos deste homem. Nascido Farrokh Bulsara, criado perto de Bombaim, ninguém poderia dizer que se tornaria um dos mais famosos cantores da Grã-Bretanha no século XX. Uma biografia intimista e inesperada, que vai agradar a todos os admiradores.

O autor: Selim Rauer nasceu em Paris, em 1978. É escritor, diretor e mantém o blog “Vie Exploratrice” no site do jornal francês Le Monde.

Freddie Mercury
Selim Rauer
BIOGRAFIA
16x23 cm, 320 pp. | R$ 49,90

Novos projetos pintando por aí

MÚSICA ERUDITA
Nem só de picadeiro vive a cultura natalense. Outro projeto promete vir à baila na cidade. Ainda sem nome, mas com formato definido. O foco é a música erudita. A cantora lírica Alzenir acompanhada de um octeto de violoncelos irão se apresentar em igrejas e mosteiros da cidade e de interiores do Estado. A produtora Cida Campello também busca patrocínio para elaboração de um CD a partir das apresentações e repertório composto por composições de músicos potiguares, a exemplo de Tico da Costa.

MÚSICA ERUDITA 2
Cida também está próxima de fechar parceria com o Solar Bela Vista para apresentação quinzenal de pequenos concertos de música erudita, com início já em abril e em algum dia útil da semana. Para inaugurar o novo projeto, já foram convidados músicos de renome internacional: o pianista Rogério Tutti e o solista Fábio Presgrave, ambos professores de música da UFRN e currículo reconhecido em países da Europa e no EUA. O ingresso ao Solar será mediante convite e pagamento em simbólicas doações sociais.

* Notas publicadas na coluna impressa do Diário do Tempo, domingo, no DN

ECAD: de quem é a culpa?


Distribuição dos direitos autorais depende da fiscalização e da iniciativa do compositor

Dorgival Dantas é exceção em meio a dezenas de compositores potiguares. O autor da canção Você não vale nada mas eu gosto de você alcançou o posto de oitavo maior arrecadador de direitos autorais do país em 2009. A trilha sonora da conturbada relação de Norminha e Abel, na novela global rendeu milhares de reais no bolso do compositor. Ficasse preso entre as muralhas do Rio Grande do Norte, Dorgival amargaria a situação de dezenas de compositores potiguares sem um único real conquistado pelas suas músicas executadas em rádios, bares, casas de show e eventos públicos como Carnaval e São João.

O Diário de Natal publicou semana passada a reclamação unânime de compositores e produtores potiguares: a fiscalização do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (ECAD) é ineficaz no Rio Grande do Norte. Cobra taxas negociadas junto a produtores e donos de casas de divertimento sem repasse aos músicos. Foram ouvidas oito fontes. Na mesma semana, a assessoria do ECAD, com sede no Rio de Janeiro, enviou esclarecimentos – como os 40% de inadimplência das rádios natalenses com o ECAD – e adiantou o projeto de implantação de um escritório da instituição em Natal (a sucursal instalada aqui é subordinada a Recife).

Outras sete fontes, entre músicos e produtores, foram ouvidas pela reportagem para reforçar a opinião da categoria nesta nova matéria. Os relatos foram os mesmos, com um componente fundamental: o relaxamento dos próprios compositores e donos das casas de show em enviar o repertório ao ECAD para que os valores sejam repassados. Por outro lado, compositores afirmam que a responsabilidade pela arrecadação do repertório é dos fiscais do ECAD. “Se eles visitam as casas de show para cobrar a taxa devida, porque não cobram o repertório? Por que o desinteresse?”, pergunta o compositor Babal, autor de mais de 180 músicas gravadas em disco, algumas delas tocadas durante décadas no carnaval de Natal, sem nenhum retorno financeiro da parte do ECAD.

Mirabô Dantas é dos compositores mais bem sucedidos do Estado. Tem música gravada por Fagner e Elba Ramalho. Dirigiu o Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro por cinco anos, entre as décadas de 70 e 80. Ele questiona: “A arrecadação se dá em todo o país. Mas a distribuição recai apenas nos grandes centros”. Questionado a respeito se ele envia seu repertório ao escritório, Mirabô é enfático: “Por que eu tenho que enviar e outros não? Que critério é esse?”, indaga.

A compositora e intérprete Valéria Oliveira ressalta a importância da comunicação com a Associação: “Sou filiada à ASSIM e recebo anualmente quantias diferenciadas da associação sobre a veiculação de músicas minhas em rádios do Brasil e, creio eu, do exterior. É importante informar a Associação sobre novos shows, rádios que veiculam o trabalho, cds de carreira gravados e participações em cds de terceiros. Sem esse contato fica difícil a Associação trabalhar pelo artista”. E completa: “Já em Natal a situação do compositor é complicada. Nunca recebi nada de direitos autorais provenientes daqui”.

Ainda segundo Valéria, falta cuidado maior dos produtores de shows e estabelecimentos que tocam música em informar ao ECAD o que está sendo executado, e compromisso do ECAD em repassar os valores devidos aos compositores. “No Japão e na Suiça tive que apresentar a lista das músicas do show em questão. Sinal que existe mecanismo de arrecadação dos direitos autorais por lá e os produtores seguem a lei à risca”, opinou.

ECAD
Segundo dados da assessoria do ECAD, consta no banco de dados da instituição um total de 1.035 usuários de música cadastrados no Rio Grande do Norte, sendo 716 em Natal, tais como bares, restaurantes, casas de diversão, hotéis, rádios, entre outros. Do total de 110 rádios, 15 são de Natal, sendo 40% delas inadimplentes com o pagamento do direito autoral, o que reflete significativo prejuízo aos artistas que possuem suas músicas tocadas em tais emissoras, já que o repasse só é feito mediante o pagamento. A assessoria ressalta ainda que “encontra-se em fase de providências finais a inauguração de outras três novas unidades, dentre elas, uma em Natal, no bairro de Lagoa Nova”.

Segundo o gerente executivo de distribuição do ECAD, Mario Sérgio, os critérios de arrecadação adotados têm base em padrões internacionais e variam conforme especificações: rádios, shows e músicas ao vivo. Esta última abrange apresentações em bares, churrascarias e similares. O gerente lembra que para qualquer situação o repasse é efetuado se o compositor estiver associado a uma das dez associações que administram o ECAD. “É importante que seu repertório esteja cadastrado e atualizado para que a instituição tome conhecimento das novas composições e efetue o repasse devido”.

Repasse especificado
Mario Sérgio ressalta que é de responsabilidade do promotor do evento pagar o ECAD e informar o roteiro das músicas executadas no caso de promoção de show. “Está previsto em lei”. Questionado se o fiscal responsável pela visita ao local para cobrança da taxa do ECAD não poderia colher o roteiro do show, Mário afirmou que “muitas vezes o promotor do evento não tem as informações naquele momento. Nada mais fiel que as gravações, mas infelizmente não temos a estrutura para cobrir todos os shows realizados no país e precisamos do envio do roteiro. Ainda assim, em 2009 repassamos R$ 60 milhões em 40 mil shows gravados”.

A arrecadação e distribuição no caso das músicas ao vivo são diferentes. “Para o músico, a apresentação em um bar ou restaurante é um show. De fato é. Mas para nós esses estabelecimentos são enquadrados como usuários de música. O pagamento ao ECAD é mensal. O critério leva em conta a área sonorizada e a fiscalização é mediante amostragem”. Mario Sérgio explica que a cada trimestre são realizadas gravações em diversas localizações que compõem a amostra que serve à distribuição dos valores. “Se a música é muito regional, pode ficar de fora. Então, nem sempre uma música tocada em restaurante ou similar vai receber porque não entra na amostragem”.

Segundo Mario Sérgio, a distribuição é repassada conforme o montante arrecadado e o número de músicas gravadas na amostragem. “Se eu recolho R$ 100 de um estabelecimento e há um único compositor autor das dez músicas executadas, ele vai receber os R$ 100. Se ele for parceiro de outro compositor em uma música, irá receber R$ 95, porque R$ 5 é do parceiro”. O executivo ressalta que mesmo que a música não esteja cadastrada no sistema único usado pelas associações, a informação é retida. “Então, contatamos as associações para que realizem uma busca do autor. Até que seja encontrado, o valor fica retido por cinco anos até o pagamento corrigido monetariamente ao compositor, caso ele seja encontrado”.

Nas rádios também é utilizado o critério da amostragem estatística. Leva em conta a potência de seus transmissores, a região sócio-econômica e o nível populacional do local onde a rádio está situada. Essa amostra é composta por 200 mil execuções por trimestre em rádios adimplentes de todo o Brasil, inclusive as do interior. As músicas que compõem essa amostragem são captadas em gravações realizadas pelas próprias unidades; em gravações realizadas por uma empresa terceirizada e também em planilhas de programação musical enviadas pelas próprias rádios (em especial as do interior).

Regras para recebimento de direitos autorais
1) Ser filiado a uma das 10 associações que compõem o Ecad;
2) Ter o repertório cadastrado e atualizado na sua associação;
3) Ter a música executada e captada pelo Ecad;
4) O usuário onde a música foi executada deve pagar direitos autorais ao Ecad;
5) A emissora de rádio onde a música tocou deve enviar as planilhas com sua programação musical ao Ecad;
6) No caso de shows, o organizador deve enviar o roteiro com as músicas tocadas durante o evento.
(Fonte: ECAD)

* Matéria publicada domingo no Diário de Natal

Oficina de contação de histórias

Acontece hoje e amanhã a Oficina de Contação de histórias "Contando histórias e atando laços", que será ministrada pelo ator Rodrigo Bico, no auditório da Livraria Siciliano do Midway Mall. São oferecidas 25 vagas, disponíveis a professores, voluntários, pais e responsáveis. Os interessados podem fazer a inscrição gratuita na sede da Casa Durval Paiva, no Barro Vermelho. A oficina tem o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Contato: 4006-1600.

300 volta ao cinema em versão 3D


Por Edu Almeida

Boas novas para os fãs de 300, filme de 2006 dirigido por Zack Snyder e que foi inspirado nos quadrinhos de mesmo nome de Frank Miller.

Primeiro, o diretor confirmou ao site Coming Soon que o longa vai voltar em versão 3D às telas. "Eu vi uns dez minutos [do filme] em que eles [a Warner] fizeram em 3D. Não o vi inteiro mas eles estão falando em transformá-lo todo em 3D".

E ainda tem mais. Snyder contou que um novo longa deverá mesmo ser feito (como contamos aqui há uns meses) com uma história que se passa antes da produção original e que deve ser focada em Xerxes, personagem de Rodrigo Santoro no original. "Estou esperando Frank (Miller) para a sequência de 300 e há mesmo uma grande chance de fazermos juntos. Ele está trabalhando duro e deve me apresentar alguma coisa em breve. Na verdade, nos próximos meses", disse Snyder.

O diretor revelou ainda que houve uma grande discussão sobre como fazer uma continuação de 300. "Eu não disse a Frank o que ele deveria escrever da primeira vez e não vou dizer a ele o que escrever agora. Vou pegar, adaptar e escrever um roteiro, mas quero que ele faça o que quiser. Estou muito confiante de que será ótimo".

A nova aventura que Frank Miller está criando deve sair primeiro em quadrinhos e, depois disso, virar um filme. Segundo o que Miller contou ao jornal Los Angeles Times em dezembro, a história se chamará Xerxes e acontece dez anos antes do que se vê em 300.

Não há data de lançamento definida ainda.

A televisão na era digital

Sinal da televisão digital chega hoje ao Rio Grande do Norte e marca nova fase da história da comunicação no Estado

O estado potiguar ingressa hoje nos novos caminhos da televisão na era digital. A partir das 19h, o Rio Grande do Norte assistirá o primeiro sinal da futura revolução comunicativa no mundo – o primeiro passo para o chamado ambiente de convergência digital ou uma nova era da comunicação. No ar há mais de oitenta anos, a televisão revolucionou o mundo e ajudou a interligar continentes. A telinha influenciou comportamentos, marcou décadas e hoje é o meio informativo com maior penetração e importância no planeta. Mas como será a televisão na era digital?

Muito além de um mero avanço técnico das telecomunicações, a era digital é representativa de uma nova cultura contemporânea. É o que dizem especialistas no assunto. O gerente de Marketing da InterTVCabugi, Michel Martins Leal afirma que o momento é de início da convergência digital ou um primeiro passo para que em 2010 ou 2011 haja uma plataforma de interação entre TV, internet e usuário. “O telespectador poderá acessar menus na tela da televisão para tecer comentários acerca da programação ou acessar páginas da internet relacionadas ao tema assistido”.

Segundo Michel, a TV Digital chega com muitas vantagens e proporcionará ao telespectador uma experiência mais rica ao assistir televisão. “O aumento na qualidade de imagem e de som vai proporcionar categoria de cinema”. Outra vantagem também vislumbra as perspectivas do futuro: além da qualidade de imagem e som, a mobilidade fará da simples TV um marco na história da comunicação. Em qualquer lugar que você esteja com um aparelho apropriado, você poderá assistir à televisão como se estivesse em casa.

E o custo para ingressar no “novo mundo” digital já caiu bastante. Pelo menos mais de 50% desde que foi criada, há três anos. Segundo Michel Leal, uma televisão de 42 polegadas com a nova tecnologia digital passou de R$ 3 mil para R$ 1,2 mil. No entanto, ele ressalta que para aderir à TV digital ou à imagem de alta definição é preciso apenas a compra de um conversor, ao custo médio de R$ 300, adaptável a qualquer televisão. “A diferença na qualidade da imagem e de som é grande. Basta imaginar assistir a toda a programação da TV como se fosse uma imagem de DVD”, compara.

“Quando lancei a TV Digital em Curitiba, os televisores em alta-definição eram caríssimos. Hoje já é possível comprar uma TV de alta-definição pela metade do preço. Nossa principal ação será como público telespectador, e é um grande desafio explicar todos os benefícios da TV Digital. Nossa grande vantagem será este momento de Copa do Mundo. Os telespectadores tendem a trocar seus televisores em momento de Copa. Acredito que temos um cenário favorável para este lançamento”, destaca.

O equipamento para instalação já pode ser encontrado em praticamente todas as lojas de eletro-eletrônico. A instalação também é simples. “Normalmente há um cabo de antena plugado na TV. O conversor fica entre eles dois”. Michel frisa que o sinal da TV digital é gratuito e para captá-lo, basta utilizar uma antena de UHF e adquirir o conversor de sinal digital externo, o chamado set-top-box ou decodificador digital. Atualmente, já estão disponíveis no mercado televisores com o conversor embutido (DTV), bastando apenas utilizar a antena de UHF.

A inauguração do sinal da televisão digital contará com cerimônia para convidados na sede da InterTVCabugi, com presença do ministro da Comunicação, Hélio Costa. Um espaço especial será montado para exposição dos dispositivos que recebem o sinal digital, tudo para que os convidados possam tirar dúvidas em relação aos equipamentos. Televisores de alta definição serão espalhados pelo ambiente, transmitindo num primeiro momento barras coloridas. Depois da cerimônia, quando o ministro apertar o famoso “botão”, todas as TV´s acenderão a programação com a primeira transmissão digital no Rio Grande do Norte.

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

domingo, 21 de março de 2010

O show de Serguei


Imaginei o Sancho Music Bar lotado de roqueiros, entre jovens e os saudosos das décadas de 60 e 70. Outros pela curiosidade em assistir aquela figura andrógena movido pela energia de viver.

Nada disso aconteceu. Natal é uma cidade estranha. A primeira visita do Divino do Rock à cidade, boa cobertura da mídia e praticamente ninguém compareceu ao show. Nem mesmo o público costumeiro do pub.

Me senti até culpado pela expectativa criada. Disse a Serguei, na quinta-feira, que o show do Velhas Virgens tinha atraído mil pessoas ao local. Ele ficou todo ouriçado. Até demonstrou isso nas entrevistas seguintes à mídia potiguar.

Quando entrei no Sancho, já depois do horário marcado para o show, às 23h, encontrei o salão vazio e um som sensacional da banda anfitriã, Jack Black. O vocalista e o guitarrista com jeito de bancário são excelentes. Minha mãe até comentou: "Já valeu a vinda".

A banda Pandemonium, que acompanha Serguei, veio em seguida. De tão pouca gente, o vocalista pediu às duas ou três pessoas que estavam no piso superior para descer. E se juntaram ao produtor, aos amigos do cantor, aos convidados e formaram lá um círculo de gente para recepcionar Serguei. Gente bem vestida, longe dos bichos-grilos que imaginei.

Serguei surge. Fala algo que não entendi bem por causa da voz confuda - a mesma que ouvi ao telefone na quinta - e porque eu tinha bebido pacas já. Mas foi algo como um agradecimento às poucas pessoas que compareceram, e tal.

E foram essas poucas que sentaram ao chão para homenagear Freddie Mercury, com Loves of my life. É quase um ritual nos shows de Serguei. Achei meio ridículo com tão pouca gente. Mas a interpretação do roqueiro ficou muito legal.

Aliás, Serguei é um show-man. A performance foi curtíssima. Acredito que umas seis músicas, apenas: ainda Summertime, Satisfaction, With a little help from my friends e Yestrday, à capela. É o que lembro.

Nas minhas lembranças, a imagem de um idoso de 77 anos mais jovem que muitos de 20 anos. Um cara que viveu a vida que quis e consegue trasnsportar o espírito hippie do Paz e Amor à modernidade confusa do século 21.

E não parava quieto. O círculo formado parecia pequeno. Rodava o braço igual ao Pete Townsend, andava quase correndo com aqueles micropassos de Mick Jagger, subia e descia do palco, uma figuraça, de uma voz ainda potente e bonita.

Um show memorável, diria histórico nesta única passagem do Divino do Rock por Natal. Assistido por alguns sortudos como se fosse show privê. Noite mágica, inesquecível para este velho de 32 anos.