sábado, 31 de janeiro de 2009
Fojornalismo para iniciantes
Nosso decano da fotografia, João Maria Alves e o também experiente Marcos Ottoni, com mais de 30 anos de atividade, ministram curso de fotojornalismo àqueles sensatos que preferem a fotografia à dureza do jornalismo. O curso conceitua a fotografia como um eminentemente simples, sobretudo pela era digital, o que torna a arte fotográfica uma expressão ao alcance daqueles que conheçam os princípios elementares de como escrever com luz o seu cotidiano. E como afirmam os dois profissionais, quando se fala em fotojornalismo, o princípio não se altera. A diferença entre o fotojornalismo e os demais segmentos da fotografia se resume no compromisso que o fotojornalista tem com a história do mundo e com o ser humano, que é, e sempre será, o agente dessa mesma história. O curso será ministrado aos sábados, num total de oito aulas, incluindo uma viagem para documentação visual. Inscrições e mais informações pelos contatos 9409-0188 (João Maria) e 9618-1315 (Marcos).
Kengas no maior fuxico
O título acima é o tema do bloco mais irreverente do carnaval potiguar. E amanhã (domingão) será o lançamento do bloco para o Carnaval Multicultural 2009 promovido pela Funcarte, no estacionamento localizado em frente ao Bardallos Comida e Arte, na rua Gonçalves Ledo, com direito a feijoada e muita animação.
O som ficará por conta do grupo de samba Nova Sensação e da banda Perfume de Gardênia. Além disso, haverá a escolha das três Madrinhas das Kengas, e a cantora Khrystal também fará uma participação especial. O designer gráfico Gilson Nascimento assina a criação da camiseta e das peças publicitárias deste ano inspiradas no tema "Fuxico".
A concepção artística coube ao produtor e também diretor do bloco Marcelo Veni. As senhas podem ser adquiridas no Bardallos ao preço de R$ 10,00. Lula Belmont, dono do Bardallos e idealizador do bloco, me disse que tem caipirinha grátis!. As Kengas 2009 também contam com apoio do Governo do Estado.
O som ficará por conta do grupo de samba Nova Sensação e da banda Perfume de Gardênia. Além disso, haverá a escolha das três Madrinhas das Kengas, e a cantora Khrystal também fará uma participação especial. O designer gráfico Gilson Nascimento assina a criação da camiseta e das peças publicitárias deste ano inspiradas no tema "Fuxico".
A concepção artística coube ao produtor e também diretor do bloco Marcelo Veni. As senhas podem ser adquiridas no Bardallos ao preço de R$ 10,00. Lula Belmont, dono do Bardallos e idealizador do bloco, me disse que tem caipirinha grátis!. As Kengas 2009 também contam com apoio do Governo do Estado.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Corte carnavalesco foi mesmo de 50%
Ao contrário do que foi publicado pela mídia - que a prefeita Micarla de Sousa havia determinado o corte de 25% - este blogueiro confirmou o que publicou em primeira mão: a Capitania das Artes terá mesmo R4 1 milhão a menos no orçamento para o carnaval, o que corresponde a 50% da verba antes destinada. E o corte não se estendeu às demais secretarias ou fundações. Foi fardo entregue apenas à gestão cultural da nossa querida Natal. O argumento usado, como já é sabido, é que a verba será destinada às melhorias de saúde. Segundo Micarla, o custeio da máquina municipal tem passado por um enxugamento de 20%, mas ainda é insuficiente. Por isso, sobra para nossa desprestigiada cultura popular. Acredito, talvez inocentemente, que a intenção seja louvável. Poucas vezes se viu uma situação de crise tamanha na saúde. Mas não acho que R$ 1 milhão seja a solução ou que outras medidas e cortes pudessem ser feitos para minimizar o rombo no carnaval. Nenhuma atração nacional virá. Como disse a prefeita, cabe à criatividade dos nossos artistas promoverem um carnaval alegre. Nosso povo merece e tem neste período momesco, profano, um momento singular de alegria durante um ano de cinzas.
Panorama das artes visuais
Achei demasiado oportuna e argumentada a sugestão do artista plástico Fernando Gurgel de unir os salões de artes existentes em Natal para formatar um único evento, maior, mais prestigiado e organizado. A idéia bem podia ressoar nos órgãos gestores da nossa cultura, que podiam, também, trabalhar em parceria para viabilizar o projeto. Fernando Gurgel comentou essa sugestão em entrevista concedida ao também artista plástico Vicente Vitoriano, em sua coluna publicada no Diário de Natal de hoje, toda ela a despeito do Panorama das Artes Visuais - RN, do qual participou como membro da Comissão Julgadora:
Vicente Vitoriano - Que sugestões você faz à organização do Panorama e às dos outros Salões da cidade?
Fernando Gurgel - (...) Imagino que uma cidade do porte de Natal não consiga suportar três salões praticamente colados entre si. Percebi que vários artistas mesmo com obras distintas, num curto espaço de tempo repetiram a sua participação em todos os eventos. (...). Seria possível transformar os salões Abraham Palatnik, Salão da Cidade e o recém criado Panorama em um só? Imaginem a força que um salão unificado teria. Claro que cada instituição com a sua representação, mantendo as suas premiações, porém, adequando-as a um só formato. As cotas divididas, porém gastos com o evento reduzidos. Quem sabe um nome abrangente como Visuais RN pudesse acolher a idéia? O Centro de Convenções, amplo, moderno, seria um espaço ideal para o evento, dispondo de auditório para palestras, debates, mostras de vídeo-arte, além de outros espaços que poderiam funcionar, em paralelo à mostra. Imagino o mês de janeiro como momento ideal para evento desse porte. No centro de convenções, porta dos hotéis da costeira, ganharíamos todos: órgãos promotores, a cidade, a arte e principalmente os artistas.
Vicente Vitoriano - Que sugestões você faz à organização do Panorama e às dos outros Salões da cidade?
Fernando Gurgel - (...) Imagino que uma cidade do porte de Natal não consiga suportar três salões praticamente colados entre si. Percebi que vários artistas mesmo com obras distintas, num curto espaço de tempo repetiram a sua participação em todos os eventos. (...). Seria possível transformar os salões Abraham Palatnik, Salão da Cidade e o recém criado Panorama em um só? Imaginem a força que um salão unificado teria. Claro que cada instituição com a sua representação, mantendo as suas premiações, porém, adequando-as a um só formato. As cotas divididas, porém gastos com o evento reduzidos. Quem sabe um nome abrangente como Visuais RN pudesse acolher a idéia? O Centro de Convenções, amplo, moderno, seria um espaço ideal para o evento, dispondo de auditório para palestras, debates, mostras de vídeo-arte, além de outros espaços que poderiam funcionar, em paralelo à mostra. Imagino o mês de janeiro como momento ideal para evento desse porte. No centro de convenções, porta dos hotéis da costeira, ganharíamos todos: órgãos promotores, a cidade, a arte e principalmente os artistas.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Preás
Soube por um amigo jornalista que ouviu da boca do adjunto da Fundação José Gugu, Fábio Lima, que em fevereiro serão lançadas não uma, mas duas revistas Preá. Imagino que uma seja promocional com propaganda de governo, e uma outra com as matérias já editadas pelo antigo editor Tácito Costa, mais colaborações atuais. Minha opinião duvidosa se baseia no seguinte: o mapeamento de município já foi escrito há cerca de dois anos e contempla os verdes canaviais e casarões cearamirinenses, escritas por este blogueiro. Suspeito que não haja material suficiente para outra revista. Dos jornalistas especializados ou acostumados a escrever sobre cultura que conheço, nenhum foi chamado para escrever material para uma outra edição.
Consideradas as duas hipóteses, acho uma burrice todas elas. Demorar quase um ano para lançar uma segunda edição da revista na atual gestão e jogar logo duas no mesmo mês é no mínimo uma insensatez. E se a segunda edição for promocional, aí a coisa evolui para o descalabro com o dinheiro público. Sei das dificuldades em manter a regularidade bimestral de uma revista da qualidade da Preá. Lançar duas ao mesmo tempo é desperdiçar tempo precioso para elaborar uma outra edição caprichada. Mas, para quem conhece a administração atual, não será surpresa uma revista promocional, de material sofisticado; caro. Afinal, a Fundação José Gugu precisa mesmo parecer bonita; competente. Nem que seja sob o manto da propaganda mascarada.
Consideradas as duas hipóteses, acho uma burrice todas elas. Demorar quase um ano para lançar uma segunda edição da revista na atual gestão e jogar logo duas no mesmo mês é no mínimo uma insensatez. E se a segunda edição for promocional, aí a coisa evolui para o descalabro com o dinheiro público. Sei das dificuldades em manter a regularidade bimestral de uma revista da qualidade da Preá. Lançar duas ao mesmo tempo é desperdiçar tempo precioso para elaborar uma outra edição caprichada. Mas, para quem conhece a administração atual, não será surpresa uma revista promocional, de material sofisticado; caro. Afinal, a Fundação José Gugu precisa mesmo parecer bonita; competente. Nem que seja sob o manto da propaganda mascarada.
Espaço para exposição
A Capitania das Artes disponibiliza um espaço para que artistas de todo o Brasil divulguem suas obras. Os interessados em expor trabalhos na Galeria de Artes da Funcarte podem se inscrever até o dia 13 de fevereiro no setor de Artes Visuais. É a chance para os artistas selecionados possam em 2009 tornar suas obras conhecidas e até mesmo comercializá-las. A documentação, composta por portfólio e ficha de inscrição devidamente preenchida, pode ser entregue das 9h às 13h e das 14h às 17h no setor de Artes Visuais da Funcarte.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Grupos folclóricos ameaçados
Desde os primeiros dias e por seguidas oportunidades comento da falta de incentivo à cultura popular neste espaço. Clamo mais uma vez. É urgente a necessidade de reparar danos causados aos grupos remanescentes do nosso folclore locados em Ceará-Mirim. A situação é lastimável. Estão todos parados há meses. Alguns, como o Caboclinhos, de Mestre Birico, é o único do Estado. Já o Congo de Guerra, do nonagenário Mestre Tião, padece sem incentivo, oportunidade ou participação dos mais jovens e será extinto com a morte do mestre. Em situação semelhante está o Pastoril de Idosos, ameaçado de acabar pela desmotivação declarada da Mestra Maria do Carmo. Os integrantes do grupo de Bambelô, fundado há mais de 40 anos no município, já procuraram vender seus equipamentos. O Boi de Reis a situação é a mesma.
Esse cenário é resultado do completo descaso dos gestores públicos. Que a nova administração de Ceará-Mirim, comandada pelo prefeito Antônio Peixoto consiga reverter esse vergonhoso quadro. Mas posso adiantar que começou mal ao repetir a tradicional política de loteamento de cargos. Fosse pela competência e boa vontade teria mantido o pesquisador Gibson Machado no quadro funcional da fundação cultural do município. Gibson demonstrou claramente que estes grupos precisam de muito pouco para se manter. É o caso da mestra Maria do Carmo. Gibson levou o grupo para gravar as musicas em estúdio. Mesmo o trabalho muito artesanal eles ficaram felizes ao ponto da Mestra dizer que podia morrer porque estava realizada.
O descaso fica mais latente quando é explicitado o motivo da inércia do grupo de Caboclinho: falta um gaiteiro, responsável pelo principal instrumento musical. O rapaz que tocava morreu. No caso do Congo de Guerra, a morte de Mestre Tião extingue de vez o grupo. Ano passado Gibson levou Mestre Tião para gravar músicas do Congo. Também conseguiu viabilizar um documentário com ele pelo Canal Futura. Outro projeto promovido pelas mãos de Gibson foi o documentário feito pelas meninas do Projeto Vernáculo, que mostrou o grupo Congo de Guerra e enfatizou bem a importância de Seu Tião e Mestre Zé Baracho, o primeiro mestre.
Os componentes do Boi de Reis trabalham e não tem tempo de reunir para ensaiar e se apresentar. Se houvessem convites e contrapartida financeira a história seria outra. Também ano passado Gibson fez uma filmagem de duas apresentações do grupo, gravadas em dvd e viabilizou-os junto ao Ponto de Cultura da Grande Natal. Pelo menos. O mais grave é que esta mesma situação é vivida por outros grupos folclóricos espalhados pelo Estado. A maioria é privada de qualquer incentivo e está ameaçada de extinção por falta de interesse das novas gerações. Claro, por falta de promoção e estímulo governamental. Até quando ninguém sabe. Amanhã já pode ser tarde.
Esse cenário é resultado do completo descaso dos gestores públicos. Que a nova administração de Ceará-Mirim, comandada pelo prefeito Antônio Peixoto consiga reverter esse vergonhoso quadro. Mas posso adiantar que começou mal ao repetir a tradicional política de loteamento de cargos. Fosse pela competência e boa vontade teria mantido o pesquisador Gibson Machado no quadro funcional da fundação cultural do município. Gibson demonstrou claramente que estes grupos precisam de muito pouco para se manter. É o caso da mestra Maria do Carmo. Gibson levou o grupo para gravar as musicas em estúdio. Mesmo o trabalho muito artesanal eles ficaram felizes ao ponto da Mestra dizer que podia morrer porque estava realizada.
O descaso fica mais latente quando é explicitado o motivo da inércia do grupo de Caboclinho: falta um gaiteiro, responsável pelo principal instrumento musical. O rapaz que tocava morreu. No caso do Congo de Guerra, a morte de Mestre Tião extingue de vez o grupo. Ano passado Gibson levou Mestre Tião para gravar músicas do Congo. Também conseguiu viabilizar um documentário com ele pelo Canal Futura. Outro projeto promovido pelas mãos de Gibson foi o documentário feito pelas meninas do Projeto Vernáculo, que mostrou o grupo Congo de Guerra e enfatizou bem a importância de Seu Tião e Mestre Zé Baracho, o primeiro mestre.
Os componentes do Boi de Reis trabalham e não tem tempo de reunir para ensaiar e se apresentar. Se houvessem convites e contrapartida financeira a história seria outra. Também ano passado Gibson fez uma filmagem de duas apresentações do grupo, gravadas em dvd e viabilizou-os junto ao Ponto de Cultura da Grande Natal. Pelo menos. O mais grave é que esta mesma situação é vivida por outros grupos folclóricos espalhados pelo Estado. A maioria é privada de qualquer incentivo e está ameaçada de extinção por falta de interesse das novas gerações. Claro, por falta de promoção e estímulo governamental. Até quando ninguém sabe. Amanhã já pode ser tarde.
Júlio Lima
A aposta deste blogueiro no talento de Júlio Lima começa a mostrar resultado. O cara tem angariado bom público e sábado estará no Castelo Pub, na Rota do Sol, próximo ao estádio Frasqueirão. O musico traz ao palco a cantora e colega jornalista Gidália Santana, alem do musico Diego Brasil (sucesso na Noruega). Terá também a participação da banda Arrelia e do DJ Zé Canxangá. O show traz repertorio de músicas autorais. O artista tambem fará a famosa parada no show para cantar em voz e violão, algumas de suas sátiras como Sauron Dançou, musica que brinca com o filme Senhor dos Anéis. O show começa às 22h ao custo de R$ 8 para homens e R$ 5 para mulheres.
Da Fundação José Gugu
Deu na coluna do jornalista Mário Ivo, no JH edição primeira, a seguinte profecia-notícia que espero cumprimento:
Contra o Relógio
A Fundação Zé Augusto se bole nestes últimos anos de Governo de Todos, provavelmente acossada pelo efeito municipal Dácio Galvão-Cesar Revorêdo: saiu um, entrou outro, mostrou serviço um, começa a mostrar serviço o outro, enquanto o prédio da Rua Jundiaí mergulhou numa solidão e ostracismos espantosos.O presidente Crispiniano Neto, pois, se apóia numa série de novos projetos, entre eles parcerias com o DN Educação, para duas séries de fascículos: uma espécie de Atlas Cultural e outro sobre personalidades da cultura deste Ryo Grande.E, no rastro do ano da França no Brasil (neste Zero-Nove), a reedição do livro de Antônio Bento, “Manet no Brasil”, que traz no subtítulo: “estudo comemorativo da passagem do centenário da visita do pintor ao Rio de Janeiro – 1849-1949”.”
Tic-tac
Resta saber se tempo haverá: há rumores que dão por certo o que antes parecia mero bruaá: o retorno de Dácio Galvão à gestão cultural – agora em chave estadual – para depois do carnaval. Tudo sob os augúrios e bênçãos de Dona Wilma.
Em tempo: projetos interessantes, sim, mas sem peso algum para a cultura do Estado, como tudo o que é produzido e idealizado pela Fundação, pelo menos até o momento. Finda janeiro e a dita Preá prometida para o mês vai esperar o carnaval e a caravana passar. Eu, passarinho, diria o poeta.
Contra o Relógio
A Fundação Zé Augusto se bole nestes últimos anos de Governo de Todos, provavelmente acossada pelo efeito municipal Dácio Galvão-Cesar Revorêdo: saiu um, entrou outro, mostrou serviço um, começa a mostrar serviço o outro, enquanto o prédio da Rua Jundiaí mergulhou numa solidão e ostracismos espantosos.O presidente Crispiniano Neto, pois, se apóia numa série de novos projetos, entre eles parcerias com o DN Educação, para duas séries de fascículos: uma espécie de Atlas Cultural e outro sobre personalidades da cultura deste Ryo Grande.E, no rastro do ano da França no Brasil (neste Zero-Nove), a reedição do livro de Antônio Bento, “Manet no Brasil”, que traz no subtítulo: “estudo comemorativo da passagem do centenário da visita do pintor ao Rio de Janeiro – 1849-1949”.”
Tic-tac
Resta saber se tempo haverá: há rumores que dão por certo o que antes parecia mero bruaá: o retorno de Dácio Galvão à gestão cultural – agora em chave estadual – para depois do carnaval. Tudo sob os augúrios e bênçãos de Dona Wilma.
Em tempo: projetos interessantes, sim, mas sem peso algum para a cultura do Estado, como tudo o que é produzido e idealizado pela Fundação, pelo menos até o momento. Finda janeiro e a dita Preá prometida para o mês vai esperar o carnaval e a caravana passar. Eu, passarinho, diria o poeta.
Aratu no Facho
A programação do 12° Movimento Cultural Aratu no Facho será apresentada dia 14 de fevereiro, em Barra de Tabatinga, com expectativa de reunir 50 mil pessoas. O lançamento será amanhã (28), das 18h às 21h, na sede do Ataru no Facho, no Shopping Cidade Jardim. É bom lembrar, o Aratu no Facho desfila pelas ruas das praias do município de Nísia Floresta, portanto, escapou do corte municipal da prefeitura de Natal e ocorrerá sem problema, como uma das maiores prévias carnavalescas deste Rio Grande de Poti. Pelo ano passado a programação incluiu uma série de apresentações culturais e folclóricas, como Boi de Reis e oficinas de artesanato. É isso.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Prefeitura corta verba do carnaval
A prefeita Micarla de Sousa cortou agora há pouco metade da verba destinada ao projeto do Carnaval Multicultural 2009, promovido pela Capitania das Artes. A informação é fidedigna e a fonte disse ainda que, com a baixa de 50% dos recursos, os shows com as atrações nacionais estão ameaçados de não acontecerem. Até o momento, a única confirmação era a cantora Martinália, mas a vinda da sambista já foi cancelada e o ato gerou indisposição com a filha de Martinho da Vila. Lastimável para não dizer vergonhoso.
Quando se pensa em corte de verba ou enxugamento de gastos, a cultura tem de levar fumo. É lastimável a pouca sensibilidade administrativa da atual gestão. Tanto se falou que o carnaval seria o primeiro teste da atual administração com relação à cultura e me chega essa notícia. E não se culpe o presidente da Capitania, César Revoredo. Ele havia, inclusive, planejado a ampliação do projeto, idealizado pelo antigo gestor, Dácio Galvão. Revoredo pretendia (ou ainda pretende?) englobar os bairros das Rocas e Alecrim como pólos carnavalescos. Vamos esperar desdobramentos.
Quando se pensa em corte de verba ou enxugamento de gastos, a cultura tem de levar fumo. É lastimável a pouca sensibilidade administrativa da atual gestão. Tanto se falou que o carnaval seria o primeiro teste da atual administração com relação à cultura e me chega essa notícia. E não se culpe o presidente da Capitania, César Revoredo. Ele havia, inclusive, planejado a ampliação do projeto, idealizado pelo antigo gestor, Dácio Galvão. Revoredo pretendia (ou ainda pretende?) englobar os bairros das Rocas e Alecrim como pólos carnavalescos. Vamos esperar desdobramentos.
Rivotrill
Peço licença ao provincianismo para comentar do som originalíssimo do Rivotrill. Ouvi o álbum de estréia dos três músicos pernambucanos que devem pular o muro deste Rio Grande nas próximas semanas. É uma nova concepção de música instrumental. O som passeia pelo jazzístico sofisticado, a psicodelia do rock progressivo de 70, com predominância dos ritmos latinos e afro-brasileiros. Júnior Crato (flauta), Lucas dos Prazeres (percussão) e Rafa Duarte (contra-baixo) gravaram um Cd experimental, mas já amadurecido. O Cd Curva de Vento foi gravado em março de 2007 em uma residência, para explorar novas texturas sonoras, em captações de sons como cozinha, banheiro e até dentro da caixa d’água. O resultado pode ser conferido quando da vinda do trio, que bem poderia fazer um duo com Os Poetas Elétricos.
Antigos carnavais
O pesquisador e carnavalesco Gutenberg Costa reclama do pouco incentivo do poder público ao projeto do Antigos Carnavais, com data de largada em 6 de fevereiro. Segundo ele, a banda chega "baqueada" aos oito anos com o estandarte preso na costureira para reforma; a boneca Severina Embaixatriz sem condições de uso para este ano e a carência de inclusão do evento nas leis de incentivo ou do patrocínio da iniciativa privada. "Tenho ao meu lado uma meia dúzia de doidos gastando seu tempo e dinheiro para bancar a alegria do povo. Estamos desde outubro envolvidos com a burocracia e a falta de incentivo". Segundo Gutenberg, a Funcarte garantiu os músicos, mas falta a logística. "Por trás de uma grande bagunça existe uma grande organização", afirmou o autor de elaborado livro sobre a história do carnaval de Natal, também a espera de patrocínio.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Exposição cobrada no Café Filho
Ah, essa Afundação José Gugu. Fui hoje, início da tarde, conferir a propagada exposição fotográfica Impressões Visuais, no Museu Café Filho, vizinho ao Palácio da Cultura. No release que recebi e nas informações divulgadas em blog não há nenhuma informação quanto à cobrança de ingresso. Pelo contrário, alguns blogs afirmam ser entrada gratuita. Pois bem: ontem me cobraram R$ 1,50. Dei meia volta e deixei de ver as 126 fotos expostas, sendo 17 delas premiadas, com prêmios de grande destaque, como o Pulitzer dos EUA, prêmios ESSO do Brasil e World Press Photo. Para a montagem desta exposição foram quase dois anos de pesquisa nos arquivos brasileiros e dos EUA e em instituições. Tudo bem que cobrassem, mas avisassem. A Comissão Fullbright, responsável pela exposição, com apoio da FJA, é uma entidade binacional que atua na área acadêmica em parceria com diversas instituições nacionais promovendo o intercâmbio educacional e cultural. A exposição segue até dia 19 de fevereiro.
Novos jornalistas
Nesta segunda-feira a catega dos jornalistas recebe mais 35 colegas. A colação de grau dos formandos do curso de Jornalismo pela UnP será no Boulevard Recepções, a partir das 20h. Será a primeira turma formada na gestão da jornalista e professora Valéria Credídio como diretora do curso. A outra novidade é a presença da professora Sâmela Gomes como nova reitora da universidade para presidir a solenidade. Sorte, muita sorte, esforço e paciência aos colegas!
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