por Pablo Capistrano
Na verdade essa é uma pergunta estúpida. Obras de arte não falam sobre alguma coisa. Elas mostram aquilo sobre o qual supostamente deveriam falar. Nosso discurso dissertativo, nossa prosa filosófica, nosso ensaísmo linguístico é que nos joga no mundo da representação.
aqui
Do blogueiro: Só para complementar algo, Clotilde Tavares trouxe interpretação bem incomum ao filme. Para ela, a mãe de Nina (protagonista) não existe ou é fruto da imaginação perturbada da bailarina. Achei bem interessante.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
De selo à editora Jovens Escribas
Carlos Fialho comunica via e-mail que finalmente saíram todos os documentos necessários para que o então selo Jovens Escribas agora é empresa formalizada. Os Jovens Escribas agora estão registrados como Editora de livros, Distribuidora de livros e já inscritos na Biblioteca Nacional, aptos a tirar números de ISBN.
Esta semana a galera já encaminha o primeiro trabalho de 2011 à gráfica. É o livro “Pés no caminho, chão de estrelas: o caminho de Santiago pela Galícia”, de autoria de Ana Célia Cavalcanti. O livro é o segundo do selo “Bons Costumes”, nossa divisão de Não-ficção e obras encomendadas. Ana Célia é irmã de dois proeminentes escritores da vida cultural natalense: Carito e Mário Ivo. O livro será lançado no início de abril.
Esta semana a galera já encaminha o primeiro trabalho de 2011 à gráfica. É o livro “Pés no caminho, chão de estrelas: o caminho de Santiago pela Galícia”, de autoria de Ana Célia Cavalcanti. O livro é o segundo do selo “Bons Costumes”, nossa divisão de Não-ficção e obras encomendadas. Ana Célia é irmã de dois proeminentes escritores da vida cultural natalense: Carito e Mário Ivo. O livro será lançado no início de abril.
A mulherada dá show nesta terça-feira no Centro
As cantoras Maristela Marsicano, Edja Alves, Fátima Águiar, Nevinha Bandeira e Dani Negro fazem nesta terça show gratuito em homenagem às mulheres.
Para abrir o mês das mulheres, o Coletivo Leila Diniz, organização não governamental que divulga e defende os direitos das mulheres no RN, levará para o Centro da Cidade uma programação com música, instalação para grafitagem e performances artísticas.
O show Pela Liberdade das Mulheres acontece em alusão ao 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, que cai numa terça-feira de carnaval.
O início é às 18h, na Praça Vermelha. Com clima de carnaval, o evento será aberto às 16h, nas ruas do centro da cidade com um cortejo puxado pelo grupo de percussão Pau e Lata e que terminará na Praça André de Albuquerque ás 18h onde, no palco, serão apresentados os shows das cantoras.
A programação também inclui intervenção artística e montagem para grafite e tendas para divulgação de serviços e com alguns artesanatos produzidos por mulheres. A programação é toda gratuita.
Programação:
Cantoras: Maristela Marsicano, Fátima Aguiar, Dani Negro, Edja Alves e Nevinha Bandeira. Performances artísticas, Pau e Lata, e graffitagem.
Quando: Terça-feira
Onde: Concentração e saída do Cortejo às 16h no Centro Da Cidade com o grupo Percussivo Pau e Lata
Shows: às 18h na Praça André de Albuquerque (Praça Vermelha) Ao lado do Palácio da Cultura
Acesso gratuito
Realização: Coletivo Leila Diniz
Produção: Marcelo Veni Produções e Edições Musicais
Contatos coordenação do CLD: Analba Brazão 9413 3656 / Joluzia Batista 9156 5518.
Para abrir o mês das mulheres, o Coletivo Leila Diniz, organização não governamental que divulga e defende os direitos das mulheres no RN, levará para o Centro da Cidade uma programação com música, instalação para grafitagem e performances artísticas.
O show Pela Liberdade das Mulheres acontece em alusão ao 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, que cai numa terça-feira de carnaval.
O início é às 18h, na Praça Vermelha. Com clima de carnaval, o evento será aberto às 16h, nas ruas do centro da cidade com um cortejo puxado pelo grupo de percussão Pau e Lata e que terminará na Praça André de Albuquerque ás 18h onde, no palco, serão apresentados os shows das cantoras.
A programação também inclui intervenção artística e montagem para grafite e tendas para divulgação de serviços e com alguns artesanatos produzidos por mulheres. A programação é toda gratuita.
Programação:
Cantoras: Maristela Marsicano, Fátima Aguiar, Dani Negro, Edja Alves e Nevinha Bandeira. Performances artísticas, Pau e Lata, e graffitagem.
Quando: Terça-feira
Onde: Concentração e saída do Cortejo às 16h no Centro Da Cidade com o grupo Percussivo Pau e Lata
Shows: às 18h na Praça André de Albuquerque (Praça Vermelha) Ao lado do Palácio da Cultura
Acesso gratuito
Realização: Coletivo Leila Diniz
Produção: Marcelo Veni Produções e Edições Musicais
Contatos coordenação do CLD: Analba Brazão 9413 3656 / Joluzia Batista 9156 5518.
Só falta bater o martelo para a chegada de Roberto Lima
Pelo visto, não foi barrigada. A jornalista Anna Ruth acaba de publicar o seguinte:
A prefeita de Natal Micarla de Sousa optou por fazer uma acomodação com o professor Roberto Lima, hoje secretário municipal de Administração.
Ele deixa a pasta, que será ocupada por Vagner Araújo, e será nomeado para presidente da Fundação Capitania das Artes, onde hoje está Rodrigues Neto. Mas a prefeita também deverá acomodar Rodrigues Neto; só ainda não definiu o destino.
E como já foi dito, o jornalista gente boa Paulo Araújo saiu da direção geral da TV Ponta Negra - posto antes ocupado por Rodrigues Neto. Talvez o atual presidente da Funcarte volte pra lá. Como eu disse, só falta o anúncio oficial para nomeação de Roberto Lima. E como sabemos, o Diário Oficial não roda hoje. Quem sabe amanhã.
A prefeita de Natal Micarla de Sousa optou por fazer uma acomodação com o professor Roberto Lima, hoje secretário municipal de Administração.
Ele deixa a pasta, que será ocupada por Vagner Araújo, e será nomeado para presidente da Fundação Capitania das Artes, onde hoje está Rodrigues Neto. Mas a prefeita também deverá acomodar Rodrigues Neto; só ainda não definiu o destino.
E como já foi dito, o jornalista gente boa Paulo Araújo saiu da direção geral da TV Ponta Negra - posto antes ocupado por Rodrigues Neto. Talvez o atual presidente da Funcarte volte pra lá. Como eu disse, só falta o anúncio oficial para nomeação de Roberto Lima. E como sabemos, o Diário Oficial não roda hoje. Quem sabe amanhã.
Dia da Poesia - programação da FJA
A Fundação Zé Gugu divulgou agora a programação do Dia da Poesia, montada por Carlos Gurgel. Foi a melhor que vi nos últimos quatro anos, incluindo fundações do município e estado. Gurgel ressalta que tentou incluir poetas populares, mas Antônio Francisco vai ser homenageado no mesmo dia, na programação em Currais Novos, pelo pessoal do Casarão da Poesia. Assim como Drika Duarte, que no dia 14, apresentará na Livraria Siciliano o seu recital.
"Assim sendo, percebo que os poetas que estão na programação são como cúmplices de um mesmo verbo. Aquela escola onde os seus versos mergulham como faíscas acesas. Não que os outros não mergulhem, nada disso. É só uma observação a respeito da cumplicidade entre todos que na programação se encontram. Outras programações, poetas virão. Ai, essas tendências se manifestarão. Mas, acredito que pela expressividade do que essa programação espelha, o público gostará. É isso. Mais um vez, obrigado", completa o poeta Gurgel.
Esta edição do Dia da Poesia homenageia o poeta parcimonioso e íntimo articulador das palavras, Luís Carlos Guimarães, nos seus dez anos de encantamento.
Programação
9h – Chantagem do busto do poeta Othoniel Menezes (Passarela da Fortaleza dos Reis Magos).
TEATRO DE CULTURA POPULAR
(anexo Fundação José Augusto)
16h - Execução do hino do Rio Grande do Norte pela Camerata Potiguar, regida pelo maestro Paraguai, tendo como soprano, Alzeny Nelo.
- Palavra da Exma. Governadora ROSALBA CIARLINE
- Apresentação do grupo “Poesias & Flores Em Caixas” – (Michelle Ferret)
- Lançamento da Coleção Cultura Popular (FJA): Dorian Gray, Maia Pinto, Adriano de Souza e Antônio Júnior
POESIA EM PALCO
- Plínio Sanderson
- Marcos Cavalcante
- Caritó
- “Gato Lúdico“ (Vicente Vitoriano)
- Grupo Escolar” (Marcelus Bob)
- Celso Borges (MA)
- Wilmar Silva (BH)
- Livre Acesso
_________________________________________
SOBRE OS POETAS:
- Poesias & Flôres em Caixas - Michele Ferret - seu grupo espalha delicadeza e luz. beleza e revelações.tons verbais que encantam e nos transformam em candidatos a mártires.
- Plínio Sanderson - pela sua performance no palco, com versos incendiários.
- Marcos Cavalcante - pela sua excentricidade. expressividade. na voz. no gesto. no verbo.
- Carito - pela sua contemporânea poesia. lúdica e audaz.
- Gato Lúdico - Vicente Vitoriano - pela sua trajetória. como grupo vocal que marcou época nos anos 80 em Natal reunido novamente especialmente para o dia da poesia. nosso "Secos & Molhados". tendo como mentor, o irretocável artista plástico, o mossoroense Vicente Vitoriano.
- Grupo Escolar - Marcelus Bob - também oriundo dos anos 80. um rock com poesia que celebra a vida vigorosamente. e pelo carísma do seu líder, o artista possibilista, Marcellus Bob.
- Celso Borges (MA) - Maranhense, parceiro de Zeca Baleiro, Rita Ribeiro e tantos outros compositores brasileiros. sua poesia trafega entre uma aurora esquecida e os elementos de uma contemporaneidade absurdamente bela, passional e feérica. tendo ao seu lado, o muiti-instrumentista maranhense Christian Portela.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO
Poesia e música
Espetáculo poético-musical do poeta e letrista Celso Borges em que ele interpreta poemas de seus dois livros-CDs, XXI (2000) e Música (2006), entre eles Linguagem, Persona Non Grata, Matadouro e Pária. A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO tem trilhas e interferências sonoras executadas pelos instrumentistas Franklin Portela (guitarra) e Luiz Cláudio Faria (percussão).
Voz, guitarra e percussão proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO apresenta um painel de experiências, fruto da inquietação de Celso Borges e sua busca pelas diversas possibilidades de dizer o poema. Ao abrir um leque inovador de diálogo entre a palavra e a música, o artista assume uma posição contemporânea no mapa da poesia brasileira.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais. Mas isso não impede que, aqui e ali, alguns poemas sevistam de canção. Ou mesmo criem atrito com ela. Em síntese: música da palavra, palavra musicada, música falada, música calada, palavra cantada, música celebrada, poesia a toda prova!
A performance estreou em abril deste ano, na 6ª edição do projeto Catarse – reunião de artistas de todas as linguagens no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo (material de divulgação em anexo). Na ocasião, o poeta Celso Borges foi acompanhado pelo guitarrista paulistano Rafael Agra.
"Assim sendo, percebo que os poetas que estão na programação são como cúmplices de um mesmo verbo. Aquela escola onde os seus versos mergulham como faíscas acesas. Não que os outros não mergulhem, nada disso. É só uma observação a respeito da cumplicidade entre todos que na programação se encontram. Outras programações, poetas virão. Ai, essas tendências se manifestarão. Mas, acredito que pela expressividade do que essa programação espelha, o público gostará. É isso. Mais um vez, obrigado", completa o poeta Gurgel.
Esta edição do Dia da Poesia homenageia o poeta parcimonioso e íntimo articulador das palavras, Luís Carlos Guimarães, nos seus dez anos de encantamento.
Programação
9h – Chantagem do busto do poeta Othoniel Menezes (Passarela da Fortaleza dos Reis Magos).
TEATRO DE CULTURA POPULAR
(anexo Fundação José Augusto)
16h - Execução do hino do Rio Grande do Norte pela Camerata Potiguar, regida pelo maestro Paraguai, tendo como soprano, Alzeny Nelo.
- Palavra da Exma. Governadora ROSALBA CIARLINE
- Apresentação do grupo “Poesias & Flores Em Caixas” – (Michelle Ferret)
- Lançamento da Coleção Cultura Popular (FJA): Dorian Gray, Maia Pinto, Adriano de Souza e Antônio Júnior
POESIA EM PALCO
- Plínio Sanderson
- Marcos Cavalcante
- Caritó
- “Gato Lúdico“ (Vicente Vitoriano)
- Grupo Escolar” (Marcelus Bob)
- Celso Borges (MA)
- Wilmar Silva (BH)
- Livre Acesso
_________________________________________
SOBRE OS POETAS:
- Poesias & Flôres em Caixas - Michele Ferret - seu grupo espalha delicadeza e luz. beleza e revelações.tons verbais que encantam e nos transformam em candidatos a mártires.
- Plínio Sanderson - pela sua performance no palco, com versos incendiários.
- Marcos Cavalcante - pela sua excentricidade. expressividade. na voz. no gesto. no verbo.
- Carito - pela sua contemporânea poesia. lúdica e audaz.
- Gato Lúdico - Vicente Vitoriano - pela sua trajetória. como grupo vocal que marcou época nos anos 80 em Natal reunido novamente especialmente para o dia da poesia. nosso "Secos & Molhados". tendo como mentor, o irretocável artista plástico, o mossoroense Vicente Vitoriano.
- Grupo Escolar - Marcelus Bob - também oriundo dos anos 80. um rock com poesia que celebra a vida vigorosamente. e pelo carísma do seu líder, o artista possibilista, Marcellus Bob.
- Celso Borges (MA) - Maranhense, parceiro de Zeca Baleiro, Rita Ribeiro e tantos outros compositores brasileiros. sua poesia trafega entre uma aurora esquecida e os elementos de uma contemporaneidade absurdamente bela, passional e feérica. tendo ao seu lado, o muiti-instrumentista maranhense Christian Portela.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO
Poesia e música
Espetáculo poético-musical do poeta e letrista Celso Borges em que ele interpreta poemas de seus dois livros-CDs, XXI (2000) e Música (2006), entre eles Linguagem, Persona Non Grata, Matadouro e Pária. A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO tem trilhas e interferências sonoras executadas pelos instrumentistas Franklin Portela (guitarra) e Luiz Cláudio Faria (percussão).
Voz, guitarra e percussão proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO apresenta um painel de experiências, fruto da inquietação de Celso Borges e sua busca pelas diversas possibilidades de dizer o poema. Ao abrir um leque inovador de diálogo entre a palavra e a música, o artista assume uma posição contemporânea no mapa da poesia brasileira.
A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais. Mas isso não impede que, aqui e ali, alguns poemas sevistam de canção. Ou mesmo criem atrito com ela. Em síntese: música da palavra, palavra musicada, música falada, música calada, palavra cantada, música celebrada, poesia a toda prova!
A performance estreou em abril deste ano, na 6ª edição do projeto Catarse – reunião de artistas de todas as linguagens no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo (material de divulgação em anexo). Na ocasião, o poeta Celso Borges foi acompanhado pelo guitarrista paulistano Rafael Agra.
Rodrigues Neto ou Roberto Lima?
Se foi barrigada minha notícia da queda de Rodrigues Neto, só o anúncio da reforma do secretariado pela prefeita Micarla de Sousa vai dizer. Rodrigues Neto continua no gabinete. Mas talvez falte apenas a palavra oficial.
Na tarde de sexta-feira, quando soube, eu estava em um bar e recebi mensagem de celular de Ilana Félix. Liguei para outra fonte e confirmei a informação. Pouco depois, a notícia da saída de Rodrigues Neto era febre no Beco da Lama. Em seguida, tive outra comprovação de uma funcionária da Funcarte lá no Buraco da Catita.
Procurei hoje a origem da notícia porque novos rumores atestam a permanência de Rodrigues Neto à frente da Funcarte. Ao que parece, o furo foi dado pelo jornalista Diógenes Dantas no Nominuto e no twitter. Depois a notícia se espalhou. E sob uma coincidência: o diretor geral da TV Ponta Negra, jornalista Paulo Araújo, foi exonerado. Lógico, Rodrigues Neto reassumiria o cargo.
Na Funcarte, os telefones fixos, pasmem, estão bloqueados. Pelo celular, minha fonte disse apenas que o nome de Roberto Lima está na roda de buxixos, mas que uma das chefes de departamento lá assegurou que ele não cai.
Minha opinião? A prefeita deveria esperar o fim do carnaval. E Rodrigues Neto deveria sair, até para poupar mais desgaste e voltar à TV Ponta Negra onde fazia um bom trabalho.
Na tarde de sexta-feira, quando soube, eu estava em um bar e recebi mensagem de celular de Ilana Félix. Liguei para outra fonte e confirmei a informação. Pouco depois, a notícia da saída de Rodrigues Neto era febre no Beco da Lama. Em seguida, tive outra comprovação de uma funcionária da Funcarte lá no Buraco da Catita.
Procurei hoje a origem da notícia porque novos rumores atestam a permanência de Rodrigues Neto à frente da Funcarte. Ao que parece, o furo foi dado pelo jornalista Diógenes Dantas no Nominuto e no twitter. Depois a notícia se espalhou. E sob uma coincidência: o diretor geral da TV Ponta Negra, jornalista Paulo Araújo, foi exonerado. Lógico, Rodrigues Neto reassumiria o cargo.
Na Funcarte, os telefones fixos, pasmem, estão bloqueados. Pelo celular, minha fonte disse apenas que o nome de Roberto Lima está na roda de buxixos, mas que uma das chefes de departamento lá assegurou que ele não cai.
Minha opinião? A prefeita deveria esperar o fim do carnaval. E Rodrigues Neto deveria sair, até para poupar mais desgaste e voltar à TV Ponta Negra onde fazia um bom trabalho.
2º Baile à Fantasia do Centro Histórico

Sem patrocínio do poder (?) público, o Centro Histórico apresenta uma das programações carnavalescas mais completas da cidade. O produtor Marcelo Veni já me enviou uns quatro releases. Vai ter desde hip hop à festa rave comendo, literalmente, no Centro. E agora o presidente da Samba (Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências) me envia este flyer invocado, apresentado em primeira mão la no Bar de Nazaré, sexta-feira.
Então, na sexta, tentem acompanhar o pique Khrystal, dos sambistas da velha guarda do Nós do Beco e da orquestra de frevo. Lembrando que às 18h, ali pelos arredores do Bar de Nélio (próximo à prefeitura) o bloco Manicacas do Frevo inicia a festa. Antes das 20h, inicia o percurso pelas ruas do Centro guiado pela orquestra de frevo que continua a folia nos jardins da Pinacoteca, no baile do Centro, com início às 20h e sem hora pra terminar.
E Manicaca que é Manicaca se previne, por isso o bloco distribuirá 600 camisinhas durante o percurso da banda e no baile da Samba. Como o calor tá de matar, e Manicaca não pode ficar de "fogo" também será distribuído um abanador para que esse "fogo, não apague, mas fique brando...". Tudo foi feito em parceria entre Manicacas e Samba, e também com o produtor Lula Belmont que montará o bar do Bardallo's no Baile.
Baile de Máscaras abre oficialmente o carnaval
Release
O Carnaval de Natal será aberto oficialmente nesta quinta-feira (3), a partir das 19h, no tradicional Baile de Máscara, em Petrópolis. Um grande baile no Largo do Atheneu com animação por conta de Orquestras de Frevo, Dodora Cardoso e Itanildo Show e o Carnaval do Meu Amor.
O evento será o ponta pé da programação carnavalesca que acontece entre os dias 4 e 9 de março. Onde serão investidos recursos na ordem de aproximadamente R$ 1,74 milhão na programação do reinado de momo , que ganhará as ruas de Natal nos próximos dias. Nessa noite o Rei Momo e a Rainha do Carnaval receberão as chaves da cidade das mãos da Prefeita Micarla de Sousa.
Este ano as atrações serão distribuídas em seis circuitos (Redinha, Ponta Negra, Centro Histórico, Ribeira, Rocas, Alecrim, Guarapes). A partir da sexta-feira no circuito do Centro Histórico começa os festejos com o desfile dos blocos. O domingo de carnaval fica por conta da irreverente escolha da Rainha das Kengas.
O tradicional circuito da Redinha ganhará dois pólos, um na Praça do Cruzeiro e outro no Largo do Buiú. A folia ganha as ruas de Ponta Negra a partir do sábado de carnaval. Um palco será montado para receber as atrações musicais, além do desfile de blocos de rua como irreverente bloco Poeta, Carecas, Bruxas e Lobisomens e do Ia Mas Fiquei. A Vila de Ponta Negra será embalada ao som do Carnavila.
Nos circuitos das Rocas e do Alecrim a alegria fica por conta dos blocos de rua. 23 blocos desfilam pelas ruas além das apresentações no palco montado na Travessa Pereira Simões. No bairro do Alecrim cerca de 40 blocos irão percorrer as ruas do bairro, sete atrações musicais se apresentam no palco localizado ao lado do Mercado da Avenida 6. Um cortejo cultural abre o Circuito Guarapes na segunda e terça-feira, além de apresentações musicais no Campo de Futebol e na Praça dos Guarapes.
Os desfiles das tribos indígenas e das escolas de samba acontecem no circuito Ribeira. Na segunda e terça-feira de carnaval o pólo ganhará a mistura de ritmos com os 10 anos da Casa da Ribeira e DoSol.
SOBRE O BAILE DE MÁSCARA
Completando 16 anos, o Baile de Máscara surgiu da iniciativa dos freqüentadores da confeitaria, entre eles Odemam Júnior, Augusto Leal, Ronald Gurgel, Elio Newson e Airton Bulhões que saiam com bandinhas de frevo, utilizando máscaras e fantasias. O evento que inicialmente ficava restrito aos confeitaristas e moradores de Petrópolis, tomou grandes proporções e a nove anos faz parte da programação oficial do carnaval promovido pela Prefeitura Municipal do Natal.
O Carnaval de Natal será aberto oficialmente nesta quinta-feira (3), a partir das 19h, no tradicional Baile de Máscara, em Petrópolis. Um grande baile no Largo do Atheneu com animação por conta de Orquestras de Frevo, Dodora Cardoso e Itanildo Show e o Carnaval do Meu Amor.
O evento será o ponta pé da programação carnavalesca que acontece entre os dias 4 e 9 de março. Onde serão investidos recursos na ordem de aproximadamente R$ 1,74 milhão na programação do reinado de momo , que ganhará as ruas de Natal nos próximos dias. Nessa noite o Rei Momo e a Rainha do Carnaval receberão as chaves da cidade das mãos da Prefeita Micarla de Sousa.
Este ano as atrações serão distribuídas em seis circuitos (Redinha, Ponta Negra, Centro Histórico, Ribeira, Rocas, Alecrim, Guarapes). A partir da sexta-feira no circuito do Centro Histórico começa os festejos com o desfile dos blocos. O domingo de carnaval fica por conta da irreverente escolha da Rainha das Kengas.
O tradicional circuito da Redinha ganhará dois pólos, um na Praça do Cruzeiro e outro no Largo do Buiú. A folia ganha as ruas de Ponta Negra a partir do sábado de carnaval. Um palco será montado para receber as atrações musicais, além do desfile de blocos de rua como irreverente bloco Poeta, Carecas, Bruxas e Lobisomens e do Ia Mas Fiquei. A Vila de Ponta Negra será embalada ao som do Carnavila.
Nos circuitos das Rocas e do Alecrim a alegria fica por conta dos blocos de rua. 23 blocos desfilam pelas ruas além das apresentações no palco montado na Travessa Pereira Simões. No bairro do Alecrim cerca de 40 blocos irão percorrer as ruas do bairro, sete atrações musicais se apresentam no palco localizado ao lado do Mercado da Avenida 6. Um cortejo cultural abre o Circuito Guarapes na segunda e terça-feira, além de apresentações musicais no Campo de Futebol e na Praça dos Guarapes.
Os desfiles das tribos indígenas e das escolas de samba acontecem no circuito Ribeira. Na segunda e terça-feira de carnaval o pólo ganhará a mistura de ritmos com os 10 anos da Casa da Ribeira e DoSol.
SOBRE O BAILE DE MÁSCARA
Completando 16 anos, o Baile de Máscara surgiu da iniciativa dos freqüentadores da confeitaria, entre eles Odemam Júnior, Augusto Leal, Ronald Gurgel, Elio Newson e Airton Bulhões que saiam com bandinhas de frevo, utilizando máscaras e fantasias. O evento que inicialmente ficava restrito aos confeitaristas e moradores de Petrópolis, tomou grandes proporções e a nove anos faz parte da programação oficial do carnaval promovido pela Prefeitura Municipal do Natal.
A queda de Rodrigues Neto
por Tácito Costa
no Substantivo Plural
A regra nessa administração tem sido essa: “as pessoas erradas nos lugares errados”. Isso resultou em trocas quase mensais de secretários. Para evitar vexames o uso do crachá tornou-se obrigatório, é a única maneira de saber quem ainda permanece secretário.
Bom, Micarla só tem mais dois anos de mandato. Ufa! Alguns poucos crédulos continuam esperando que ela comece a administrar. A essa altura prefiro que ele fique parada, não faça nada, absolutamente nada, isso facilitará a reconstrução de Natal.
aqui
no Substantivo Plural
A regra nessa administração tem sido essa: “as pessoas erradas nos lugares errados”. Isso resultou em trocas quase mensais de secretários. Para evitar vexames o uso do crachá tornou-se obrigatório, é a única maneira de saber quem ainda permanece secretário.
Bom, Micarla só tem mais dois anos de mandato. Ufa! Alguns poucos crédulos continuam esperando que ela comece a administrar. A essa altura prefiro que ele fique parada, não faça nada, absolutamente nada, isso facilitará a reconstrução de Natal.
aqui
Entrevista - Moacyr Scliar

Minha homenagem ao escritor Moacyr Scliar, que morreu ontem, deixo a entrevista feita em novembro de 2007. Fiz uma outra depois, mas não achei - quando mudaram o tamanho do DN também retiraram os arquivos antigos da net. Na ocasião desta entrevista abaixo, durante o ENE, o escritor gaúcho me recebeu com toda a simpatia. Até elogiou minha forma de abordagem e insinuou - Canindé Soares é testemunha - um convite a este humilde repórter para trabalhar no Zero Hora. Segue a conversa, publicada no Diário e Natal.
por Sérgio Vilar
no Diário de Natal
Moacyr Scliar é um dos escritores mais conhecidos da atualidade. E desenvolve a atividade de forma paralela. De ofício, ele é médico; e renomado na área. Embora seja difícil, em prima, pensar em um escritor de ofício. Fato é que já publicou mais de 70 livros e foi convidado a debater jornalismo e literatura durante o Encontro Natalense de Escritores. Sentou à mesa junto com o jornalista e poeta José Nêumanne Pinto e o diretor de Redação do Diário de Natal, Osair Vasconcelos.
A entrevista se deu após seus apontamentos no palco. Entre eles, uma observação do escritor Ernest Hemingway: “Todo bom jornalista tem de passar por uma redação”. O escritor e médico foi colaborador de diversos jornais de mídia impressa, como o Zero Hora e Folha de São Paulo. Na redação mesmo, nunca trabalhou. Como escritor, só não publicou livro de receita. Entre suas obras estão livros de crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil.
Após a palestra que antecedeu o concorrido show de Zeca Baleiro, o também disputado escritor conversou rapidamente comigo e comentou alguns aspectos dos quais foram temas de livros seus:
Opinião de médico: qual a doença do socialismo?
O socialismo passou por muitas crises quase mortais. A principal delas foi a queda do comunismo. Para minha geração foi uma desilusão tremenda porque foi uma geração que cresceu acreditando na União Soviética e na possibilidade de ascender o socialismo no mundo. Isso acabou e o socialismo vai ter que mudar seus objetivos. Terá que ser mais modesto. Mas continua uma causa justa. Enquanto houver desigualdade, miséria, opressão, a idéia tende a ficar.
Onde ele terá que ceder?
Talvez a idéia de estado socialista já não se impunha. Mas a idéia filosófica socialista pode ser incorporada aos governos.
Qual foi o crime da classe média?
A vaidade, o narcisismo, essa coisa de girar em torno do próprio umbigo. É o crime de não se preocupar com o resto da população.
Em qual quarteirão a literatura invade o terreno do jornalismo?
A área que eles coexistem é a crônica.
Durante o dia, quando Moacyr Scliar incorpora o romancista, o cronista e o poeta?
No jornal nunca sou romancista nem ficcionista. Mesmo que esteja fazendo texto que não corresponda à realidade, ele está dirigido aos leitores do jornal, portanto, é jornalismo.
Onde o senhor pesca os temas para as crônicas?
Basicamente do noticiário ou do que as pessoas comentam na rua, no ônibus, nos cafés.
A melancolia pode ser produtiva?
Claro. Muitas pessoas encontram na tristeza, no inconformismo, no mau humor material para criar na literatura, na música, na pintura. Isso não só diminui como humaniza o seu sofrimento e os seus sentimentos. Quando lemos um livro de um melancólico como o escritor Franz Kafka, que teve uma vida de intenso sofrimento psicológico, nós partilhamos de sua angústia – o que nos torna melhores.
Qual o livro-reportagem que o senhor gostaria de ver publicado?
Gostaria de ver alguma coisa desse gênero relacionado à medicina.
Carta denúncia de Ilana Félix contra a Funcarte
por Ilana Félix
Carta Denúncia da ex-assessora da Funcarte a ser distribuída hoje durante o Fórum de Cultura Potiguar para colher assinaturas e encaminhar à coordenação da Promotoria do Patrimônio Público, na pessoa do promotor Eudo Rodrigues Leite
Senhor Promotor,
Encaminhamos relatório com algumas condutas recentemente adotadas pela FUNCARTE, administração indireta de Natal, para conhecimento e análise do Ministério Público:
1. Burla à Lei 4.320/67 no momento que ordena despesas dependendo de patrocínio prometidos, sem haver orçamento respectivo, como aconteceu no Natal em Natal 2010 e com base nas declarações do presidente Rodrigues Neto à imprensa no final de janeiro deste ano. Várias podem ser encontradas em sites jornalísticos da internet.
2. Afronta à Lei 8.666/93 quando publica um edital um dia antes de acabar o período de inscrições, como foi o Edital para o concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval, publicado dia 16.02.2011.
3. Distribuição de auxílios financeiros para o Carnaval 2011 através de critérios escusos, sem convocação da classe cultural através de edital, fazendo ouvidos moucos a recomendação do MP. Serão investidos quase 2 milhões de reais, conforme divulgado à imprensa, parte disso como auxílios a blocos, através de pessoas físicas, que não exige qualquer prestação de contas, não obedece aos princípio de impessoalidade, publicidade ou legalidade.
4. Descumprimento do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) instituído por Lei e constante na LOA como uma das duas UNIDADES ORÇAMENTÁRIAS da Funcarte. O edital do FIC 2010 somente foi pago semana passada, fevereiro, após denúncia do vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura à impressa e muita pressão dos contemplados. A cerca disso, há também descumprimento do Art. 6º da Lei 5.323/2001, na qual dita que a renda com todos os serviços culturais da Funcarte devem ir para o Fundo de Incentivo à Cultura, mas a SEMPLA insiste em não conseguir uma forma de esses recursos irem para a conta única da Prefeitura e voltar para o Fundo de Incentivo à Cultura, conforme a Lei. Exemplo: Mensalidades da Escola de Ballet, bilheteria do Teatro, etc.
5. Total desvirtuamento da LOA. A Funcarte não cumpre os projetos-atividade definidos no PPA, bastando comparar o planejamento com relatório comprovando as metas alcançadas. Orçamento é em sua maioria absoluta destinado a eventos populistas com seus muitos auxílios-financeiros a pessoas físicas.
6. Total inércia na defesa do patrimônio histórico e cultural. A única ação de defesa do patrimônio histórico que a Funcarte se dispôs a fazer em 2010 foi custear parte do mapeamento imaterial cultural da Cidade em parceria com o SEBRAE/RN através de convênio “a ser realizado entre 15/06/2010 a 30/12/2010”, conforme publicação no DOM de 17 de setembro de 2010. No entanto, como até agora a Funcarte não cumpriu sua parte, o SEBRAE se viu obrigado a paralisar o projeto que já devia estar concluído, cancelando contrato com a empresa de pesquisa licitada. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Bens de Valor Artístico e Histórico, através da 41ª Promotoria de Justiça, já iniciou um diálogo com a Funcarte, intercedendo em prol de alguma ação, mas tem sido em vão.
7. O Conselho Municipal de Cultura não é consultado a cerca da utilização dos recursos municipais em cultura, conforme estabelecido na Lei 5.760 de 30 de outubro de 2006. O Conselho é órgão normativo, consultivo, deliberativo e o agente capaz para elaborar e controlar a Política Cultural do Município, mas o Executivo não o consulta, tão pouco apresenta a proposta orçamentária anual.
8. A Funcarte não dispõe de pessoal administrativo efetivo – um técnico sequer - e a SEGELM (Secretaria de Gestão de Pessoas e Logística) diz que não há como criar vagas. Mas curiosamente, ano passado, tal Secretaria elaborou minuta, a PGM avalizou e foi aprovada na Câmara Municipal de Natal a LEI Nº. 6.087, de 12 de abril de 2010, instituindo, ano passado mais de 50 vagas de Professor de Banda. Na verdade, esta lei é uma grande manobra para que vários instrumentistas (músicos) da Banda, que acumulam cargos indevidamente no Município (Banda Sinfônica) e no Estado (Orquestra Sinfônica), não sejam exonerados como resultado de Processo Administrativo. Quem faz concurso para MÚSICO, não pode se aposentar PROFESSOR DE BANDA, e o ex titular da SEGELM, futuro presidente da FUNCARTE, sabe disso. Mas, isso prova que, nessa gestão, quando a SEGELM quer, dá um jeito e até afronta a Constituição, fazendo provimento derivado. E, enquanto não se toma providências em estruturar o setor financeiro da FUNCARTE, fica a instituição com despesas de exercício anteriores na ordem de R$ 700 mil reais. A respeito desse assunto, ainda se deve citar que o atual regente da Banda, José Roberto Silva , acumula há anos três cargos públicos: músico no Estado, músico no Município de Natal e Presidente da Ordem dos Músicos, que é uma autarquia federal.
9. A Funcarte foi fundada em 1994 e, até hoje nunca fez concursos para um quadro administrativo efetivo. Há anos vem terceirizando funções, inclusive de área fim. Sua Escola Municipal de Teatro não tem um professor concursado, todos terceirizados sem seleção pública. A Escola Municipal de Ballet perdeu mais da metade dos seus professores por exonerações ou aposentadorias, e não faz concurso desde 2002, os cargos são, da mesma forma, terceirizados e escolhidos pelo próprio gestor da entidade.
Em suma, a Funcarte atualmente tornou a ilegalidade uma rotina. Gerencia mais de dez milhões de reais em recursos públicos por ano – incluindo convênios e patrocínios - sem seguir os ditames do direito público, o que vem causando grande dano ao setor cultural e ao patrimônio público de Natal. Ao considerarmos gravíssimo o ponto a que se chegou, nós artistas e produtores culturais, abaixo assinado, vimos solicitar análise e as medidas cabíveis.
Natal, 28 de fevereiro de 2011.
Carta Denúncia da ex-assessora da Funcarte a ser distribuída hoje durante o Fórum de Cultura Potiguar para colher assinaturas e encaminhar à coordenação da Promotoria do Patrimônio Público, na pessoa do promotor Eudo Rodrigues Leite
Senhor Promotor,
Encaminhamos relatório com algumas condutas recentemente adotadas pela FUNCARTE, administração indireta de Natal, para conhecimento e análise do Ministério Público:
1. Burla à Lei 4.320/67 no momento que ordena despesas dependendo de patrocínio prometidos, sem haver orçamento respectivo, como aconteceu no Natal em Natal 2010 e com base nas declarações do presidente Rodrigues Neto à imprensa no final de janeiro deste ano. Várias podem ser encontradas em sites jornalísticos da internet.
2. Afronta à Lei 8.666/93 quando publica um edital um dia antes de acabar o período de inscrições, como foi o Edital para o concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval, publicado dia 16.02.2011.
3. Distribuição de auxílios financeiros para o Carnaval 2011 através de critérios escusos, sem convocação da classe cultural através de edital, fazendo ouvidos moucos a recomendação do MP. Serão investidos quase 2 milhões de reais, conforme divulgado à imprensa, parte disso como auxílios a blocos, através de pessoas físicas, que não exige qualquer prestação de contas, não obedece aos princípio de impessoalidade, publicidade ou legalidade.
4. Descumprimento do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) instituído por Lei e constante na LOA como uma das duas UNIDADES ORÇAMENTÁRIAS da Funcarte. O edital do FIC 2010 somente foi pago semana passada, fevereiro, após denúncia do vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura à impressa e muita pressão dos contemplados. A cerca disso, há também descumprimento do Art. 6º da Lei 5.323/2001, na qual dita que a renda com todos os serviços culturais da Funcarte devem ir para o Fundo de Incentivo à Cultura, mas a SEMPLA insiste em não conseguir uma forma de esses recursos irem para a conta única da Prefeitura e voltar para o Fundo de Incentivo à Cultura, conforme a Lei. Exemplo: Mensalidades da Escola de Ballet, bilheteria do Teatro, etc.
5. Total desvirtuamento da LOA. A Funcarte não cumpre os projetos-atividade definidos no PPA, bastando comparar o planejamento com relatório comprovando as metas alcançadas. Orçamento é em sua maioria absoluta destinado a eventos populistas com seus muitos auxílios-financeiros a pessoas físicas.
6. Total inércia na defesa do patrimônio histórico e cultural. A única ação de defesa do patrimônio histórico que a Funcarte se dispôs a fazer em 2010 foi custear parte do mapeamento imaterial cultural da Cidade em parceria com o SEBRAE/RN através de convênio “a ser realizado entre 15/06/2010 a 30/12/2010”, conforme publicação no DOM de 17 de setembro de 2010. No entanto, como até agora a Funcarte não cumpriu sua parte, o SEBRAE se viu obrigado a paralisar o projeto que já devia estar concluído, cancelando contrato com a empresa de pesquisa licitada. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Bens de Valor Artístico e Histórico, através da 41ª Promotoria de Justiça, já iniciou um diálogo com a Funcarte, intercedendo em prol de alguma ação, mas tem sido em vão.
7. O Conselho Municipal de Cultura não é consultado a cerca da utilização dos recursos municipais em cultura, conforme estabelecido na Lei 5.760 de 30 de outubro de 2006. O Conselho é órgão normativo, consultivo, deliberativo e o agente capaz para elaborar e controlar a Política Cultural do Município, mas o Executivo não o consulta, tão pouco apresenta a proposta orçamentária anual.
8. A Funcarte não dispõe de pessoal administrativo efetivo – um técnico sequer - e a SEGELM (Secretaria de Gestão de Pessoas e Logística) diz que não há como criar vagas. Mas curiosamente, ano passado, tal Secretaria elaborou minuta, a PGM avalizou e foi aprovada na Câmara Municipal de Natal a LEI Nº. 6.087, de 12 de abril de 2010, instituindo, ano passado mais de 50 vagas de Professor de Banda. Na verdade, esta lei é uma grande manobra para que vários instrumentistas (músicos) da Banda, que acumulam cargos indevidamente no Município (Banda Sinfônica) e no Estado (Orquestra Sinfônica), não sejam exonerados como resultado de Processo Administrativo. Quem faz concurso para MÚSICO, não pode se aposentar PROFESSOR DE BANDA, e o ex titular da SEGELM, futuro presidente da FUNCARTE, sabe disso. Mas, isso prova que, nessa gestão, quando a SEGELM quer, dá um jeito e até afronta a Constituição, fazendo provimento derivado. E, enquanto não se toma providências em estruturar o setor financeiro da FUNCARTE, fica a instituição com despesas de exercício anteriores na ordem de R$ 700 mil reais. A respeito desse assunto, ainda se deve citar que o atual regente da Banda, José Roberto Silva , acumula há anos três cargos públicos: músico no Estado, músico no Município de Natal e Presidente da Ordem dos Músicos, que é uma autarquia federal.
9. A Funcarte foi fundada em 1994 e, até hoje nunca fez concursos para um quadro administrativo efetivo. Há anos vem terceirizando funções, inclusive de área fim. Sua Escola Municipal de Teatro não tem um professor concursado, todos terceirizados sem seleção pública. A Escola Municipal de Ballet perdeu mais da metade dos seus professores por exonerações ou aposentadorias, e não faz concurso desde 2002, os cargos são, da mesma forma, terceirizados e escolhidos pelo próprio gestor da entidade.
Em suma, a Funcarte atualmente tornou a ilegalidade uma rotina. Gerencia mais de dez milhões de reais em recursos públicos por ano – incluindo convênios e patrocínios - sem seguir os ditames do direito público, o que vem causando grande dano ao setor cultural e ao patrimônio público de Natal. Ao considerarmos gravíssimo o ponto a que se chegou, nós artistas e produtores culturais, abaixo assinado, vimos solicitar análise e as medidas cabíveis.
Natal, 28 de fevereiro de 2011.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Entrevista - Pe Lu (Restart)
Se a cena musical independente cresce sob olhos e ouvidos dos internautas e passeiam por downloads a cada segundo, a indústria fonográfica ainda sobrevive por intermédio de bandas e artistas de forte apelo comercial. E quem diria: o rock virou comércio. A prova é o sucesso da banda teen Restart. A meninada faz show neste domingo no Teatro Riachuelo para um público "bonzinho". A expressão é usada por eles mesmos para classificar hits como Recomeçar e Fica comigo.
Apesar de sociólogos definirem a contemporaneidade como época confusa provocada por mudanças globais e estruturais na política ou no comportamento (também retratadas no cinema e nos quadrinhos), o guitarrista e principal compositor da banda, Pe Lu, contesta esse cenário e afirma, na entrevista a seguir concedida ao Diário de Natal, que a sua geração pós-rebeldia e pós-coca-cola, não sofreu "e que tem muito mais motivos pra sorrir do que se lamentar".
Por trás da tela da televisão ou dos jabás das rádios FMs, o rock "sujo" e contestador mantém a pegada e a contestação, com letras menos políticas e mais comportamentais. Seria a influência da época? Ou vivemos realmente imersos em um universo confluente ao positivismo, ao mundo colorido e próspero pregado pelo Restart e outras bandas emergentes do rock divulgado pela grande mídia? A seguir, segue a versão do Restart, que estreia o primeiro show em um teatro aqui em Natal.
Entrevista - Pe Lu (Restart)
Como se dá o processo de composição? Há um letrista principal e alguém com mais talento pra melodia?
Todas as musicas são minhas e do Koba. Criamos uma forma de trabalhar que nasceu naturalmente. No geral eu escrevo as letras e ele faz as melodias, depois nos juntamos e ajudamos um ao outro pra chegar no resultado esperado. Temos uma ligação criativa muito bacana.
O visual colorido surgiu espontaneamente ou vocês queriam criar moda?
Sempre gostamos de usar roupas coloridas, bonés, relógios. A ideia das calças surgiu na nossa primeira sessão de fotos, ficamos felizes com o resultado e resolvemos adotar pra nossa vida, pra nossa carreira. Acho que tem tudo a ver com a mensagem positiva que a banda quer passar e com nosso estado de espírito sempre alegre.
Sobretudo nos anos 80, o rock acompanhou o momento político brasileiro e projetou uma voz de contestação popular pela música. Falar de amor hoje é a atitude do rock no momento?
A geração dos anos 80 vinha abalada por uma série de mudanças políticas e comportamentais no país; foi uma geração que cresceu em meio a ditadura, falta de liberdade de expressão, era natural que a contestação e o envolvimento político fosse maior. Hoje em dia, somos uma geração que já nasceu livre, com acesso a milhares de informações, ensino, equilíbrio emocional. As pessoas estranham às vezes, mas somos uma geracão que não sofreu e que tem muito mais motivos pra sorrir do que se lamentar.
Também naquela época, o rock era movido pela pecha do sexo, drogas e rock'n'roll. O que rola na a turnê?
O lema 'sexo, drogas e rock' tinha um significado contestador que vinha com algum objetivo na época. Hoje em dia todo mundo sabe das consequências da falta de prevenção, do uso de drogas e afins, então, seria meio babaca da nossa parte querer usar essa mensagem. Somos da geração saúde, aprendemos a respeitar nossos limites e dentro deles curtir a vida como qualquer adolescente, como qualquer jovem. Essa é a mensagem que queremos passar para as pessoas.
Qual sua influência musical? Essas influências são levadas ao som da banda?
Temos diversas influências, eu e o Koba, por exemplo, estudamos quatro anos em conservatório, então ouvíamos blues, mpb, bossa nova, jazz. O Pe Lanza sempre foi apaixonado por Guns, Aerosmith, Bon Jovi. O Thominhas já tocou em banda de reggae, indie, hard rock. Junta tudo isso com influências de bandas como All Time Low, The Maine, Farewell, que nasce o som da Restart.
Quais as vantagens e desvantagens de se tocar rock em teatro?
Acho que nunca tivemos essa oportunidade ainda.
A rebeldia hoje é remar contra a maré e ser "bonzinho"?
Sempre achei que a maior rebeldia de todas é ser você mesmo, isso é o que nós somos.
* Matéria publicada hoje no Diário de Natal
Apesar de sociólogos definirem a contemporaneidade como época confusa provocada por mudanças globais e estruturais na política ou no comportamento (também retratadas no cinema e nos quadrinhos), o guitarrista e principal compositor da banda, Pe Lu, contesta esse cenário e afirma, na entrevista a seguir concedida ao Diário de Natal, que a sua geração pós-rebeldia e pós-coca-cola, não sofreu "e que tem muito mais motivos pra sorrir do que se lamentar".
Por trás da tela da televisão ou dos jabás das rádios FMs, o rock "sujo" e contestador mantém a pegada e a contestação, com letras menos políticas e mais comportamentais. Seria a influência da época? Ou vivemos realmente imersos em um universo confluente ao positivismo, ao mundo colorido e próspero pregado pelo Restart e outras bandas emergentes do rock divulgado pela grande mídia? A seguir, segue a versão do Restart, que estreia o primeiro show em um teatro aqui em Natal.
Entrevista - Pe Lu (Restart)
Como se dá o processo de composição? Há um letrista principal e alguém com mais talento pra melodia?
Todas as musicas são minhas e do Koba. Criamos uma forma de trabalhar que nasceu naturalmente. No geral eu escrevo as letras e ele faz as melodias, depois nos juntamos e ajudamos um ao outro pra chegar no resultado esperado. Temos uma ligação criativa muito bacana.
O visual colorido surgiu espontaneamente ou vocês queriam criar moda?
Sempre gostamos de usar roupas coloridas, bonés, relógios. A ideia das calças surgiu na nossa primeira sessão de fotos, ficamos felizes com o resultado e resolvemos adotar pra nossa vida, pra nossa carreira. Acho que tem tudo a ver com a mensagem positiva que a banda quer passar e com nosso estado de espírito sempre alegre.
Sobretudo nos anos 80, o rock acompanhou o momento político brasileiro e projetou uma voz de contestação popular pela música. Falar de amor hoje é a atitude do rock no momento?
A geração dos anos 80 vinha abalada por uma série de mudanças políticas e comportamentais no país; foi uma geração que cresceu em meio a ditadura, falta de liberdade de expressão, era natural que a contestação e o envolvimento político fosse maior. Hoje em dia, somos uma geração que já nasceu livre, com acesso a milhares de informações, ensino, equilíbrio emocional. As pessoas estranham às vezes, mas somos uma geracão que não sofreu e que tem muito mais motivos pra sorrir do que se lamentar.
Também naquela época, o rock era movido pela pecha do sexo, drogas e rock'n'roll. O que rola na a turnê?
O lema 'sexo, drogas e rock' tinha um significado contestador que vinha com algum objetivo na época. Hoje em dia todo mundo sabe das consequências da falta de prevenção, do uso de drogas e afins, então, seria meio babaca da nossa parte querer usar essa mensagem. Somos da geração saúde, aprendemos a respeitar nossos limites e dentro deles curtir a vida como qualquer adolescente, como qualquer jovem. Essa é a mensagem que queremos passar para as pessoas.
Qual sua influência musical? Essas influências são levadas ao som da banda?
Temos diversas influências, eu e o Koba, por exemplo, estudamos quatro anos em conservatório, então ouvíamos blues, mpb, bossa nova, jazz. O Pe Lanza sempre foi apaixonado por Guns, Aerosmith, Bon Jovi. O Thominhas já tocou em banda de reggae, indie, hard rock. Junta tudo isso com influências de bandas como All Time Low, The Maine, Farewell, que nasce o som da Restart.
Quais as vantagens e desvantagens de se tocar rock em teatro?
Acho que nunca tivemos essa oportunidade ainda.
A rebeldia hoje é remar contra a maré e ser "bonzinho"?
Sempre achei que a maior rebeldia de todas é ser você mesmo, isso é o que nós somos.
* Matéria publicada hoje no Diário de Natal
Chega de "jeitinho" na administração pública
por Ilana Félix
em comentário neste blog
Nesse ponto discordo de você, Sérgio. Rodrigues Neto já foi tarde demais, se não organizou o carnaval antes foi por amadorismo dessa gestão como um todo, que deixa tudo para a última hora.
Quanto ao novo presidente, tenho uma ressalva, pois já não aguento mais os "jeitinhos" que dão quando se trata de Cultura. Foi ele, enquanto gestor da SEGELM quem encaminhou para Câmara dos Vereadores um projeto de lei totalmente ANTICONSTITUCIONAL para regularizar os músicos que acumulam cargos no Estado e no Município, a Lei Nº. 6.087, DE 12 de abril de 2010.
Os vereadores provavelmente não entederam que, ao aprovar o novo regimento da Banda Sinfônica, estavam modificando o cargo de instrumentista para PROFESSOR DE BANDA. Pura burla ao dispositivo que proibe acumulação de cargos na Constituição. Sem problemas, isso está no relatório que vou apresentar ao Fórum Potiguar, segunda que vem, e que será levado no mesmo dia à Promotoria de Patrimônio Público, com certeza, será alvo de uma ADIN.
Chega de jeitinho!!! O Conselho Municipal de Cultura pode contar agora com minha assessoria voluntária.
em comentário neste blog
Nesse ponto discordo de você, Sérgio. Rodrigues Neto já foi tarde demais, se não organizou o carnaval antes foi por amadorismo dessa gestão como um todo, que deixa tudo para a última hora.
Quanto ao novo presidente, tenho uma ressalva, pois já não aguento mais os "jeitinhos" que dão quando se trata de Cultura. Foi ele, enquanto gestor da SEGELM quem encaminhou para Câmara dos Vereadores um projeto de lei totalmente ANTICONSTITUCIONAL para regularizar os músicos que acumulam cargos no Estado e no Município, a Lei Nº. 6.087, DE 12 de abril de 2010.
Os vereadores provavelmente não entederam que, ao aprovar o novo regimento da Banda Sinfônica, estavam modificando o cargo de instrumentista para PROFESSOR DE BANDA. Pura burla ao dispositivo que proibe acumulação de cargos na Constituição. Sem problemas, isso está no relatório que vou apresentar ao Fórum Potiguar, segunda que vem, e que será levado no mesmo dia à Promotoria de Patrimônio Público, com certeza, será alvo de uma ADIN.
Chega de jeitinho!!! O Conselho Municipal de Cultura pode contar agora com minha assessoria voluntária.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
As rainhas do carnaval potiguar
No Diário de Natal
matéria de hoje
Voto de minerva desempata competição. E a princípio disputam a preferência do público na noite de hoje três das melhores intérpretes e compositoras da música popular potiguar. Khrystal, Simona Talma e Valéria Oliveira estarão acompanhados de músicos, auras ribeirinhas e históricas. É o reinado momesco exibindo suas rainhas de carnaval em prévias espalhadas entre a Ribeira e o Centro Histórico. Escolha sua opção, desempate a disputa e comece a folia.
aqui
matéria de hoje
Voto de minerva desempata competição. E a princípio disputam a preferência do público na noite de hoje três das melhores intérpretes e compositoras da música popular potiguar. Khrystal, Simona Talma e Valéria Oliveira estarão acompanhados de músicos, auras ribeirinhas e históricas. É o reinado momesco exibindo suas rainhas de carnaval em prévias espalhadas entre a Ribeira e o Centro Histórico. Escolha sua opção, desempate a disputa e comece a folia.
aqui
Nova gestão da Funcarte
Peço perdão aos leitores do blog pela falta de pontuação adequada nos posts abaixo. Foi minha primeira experiência com atualiazação via celular. Não gosto. Sou ancestral, enfim. Quis manter o leitor atualizado apenas.
Pelo colhido hoje pelo Centro Histórico e Ribeira, a transferência de cargo de Rodrigues Neto para Roberto Lima dividiu opiniões. A maioria gostou. Mas produtores e artistas que esperam cachês estão desesperados.
Em 30 minutos em frente ao Bar de Nazeré, ouvi de duas pessoas o desespero pela dívida, coincidentemente, de R$ 22 mil. Quem trabalha em cargo comissionado não sabe de nada. E o pior: 400 artistas que dependem de uma assinatura do presidente para receber seus cachês, estão agora à mercê do novo gestor
Agora você, querido músico, amigo artista, colega produtor, imagine o novo gestor tomar conhecimento de todo o misancene da Casa para só depois, com toda a segurança jurídica, liberar toda a verba. A Control vai esperar pacas.
E mais: a prefeita exonerar seu cargo de "confiança" com apenas um ano e meio de serviço no meio da organização do carnaval é, no mínimo, uma indelicadeza com Rodrigues Neto. Por melhor ou pior gestor, ela podia esperar o fim dos festejos. Pelo menos para limpar a barra de seu acecla.
Rodrigues Neto deixa a Funcarte pela porta dos fundos, infelizmente. Muito mais por culpa da prefeita do que por incompetência. Um exemplo? A verba destinada inicialmente para o carnaval de R$ 2,2 milhões foi cortada em R$ 500 mil ontem e sem explicação. E pega a comissão do carnaval de calças curtas, aguentando protestos e reivindicações de quem esperava apoio.
Roberto Lima é um administrador, intelectual com conhecimento em música. Vamos esperar o que vem por aí. De cá, torcia por um gestor antenado nos editais, convênios e novas ou velhas legislações que tratam do setor. É a urgência dos tempos atuais.
A nova ou permanente equipe deve ser anunciada nos próximos dias. Tem muita gente competente ali na Funcarte. Uma assessoria técnica competente é urgente ali, para suprir o lugar de Ilana Félix. Aliás, é mais do que urgente um concurso público para suprir a demanda de funcionários na Funcarte.
Só nos resta esperar ou jogar pedras na Geni. Ou melhor: produzir! Quanto mais independência, melhor. Na sexta-feira de carnaval, sem apoio nenhum desse povo que paga cachê à Banda Grafith para animar prévia carnavalesca amanhã, a Samba e blocos parceiros vão botar pra quebrar, com show de Khrystal e tudo. Cagando, cantando e seguindo a canção. Sem medo de ser feliz ou da espera de cachê.
Vivemos novos tempos. De mídia livre, de iniciativa articulada e de arma mirada contra os muros do poder incompetente e injusto.
Pelo colhido hoje pelo Centro Histórico e Ribeira, a transferência de cargo de Rodrigues Neto para Roberto Lima dividiu opiniões. A maioria gostou. Mas produtores e artistas que esperam cachês estão desesperados.
Em 30 minutos em frente ao Bar de Nazeré, ouvi de duas pessoas o desespero pela dívida, coincidentemente, de R$ 22 mil. Quem trabalha em cargo comissionado não sabe de nada. E o pior: 400 artistas que dependem de uma assinatura do presidente para receber seus cachês, estão agora à mercê do novo gestor
Agora você, querido músico, amigo artista, colega produtor, imagine o novo gestor tomar conhecimento de todo o misancene da Casa para só depois, com toda a segurança jurídica, liberar toda a verba. A Control vai esperar pacas.
E mais: a prefeita exonerar seu cargo de "confiança" com apenas um ano e meio de serviço no meio da organização do carnaval é, no mínimo, uma indelicadeza com Rodrigues Neto. Por melhor ou pior gestor, ela podia esperar o fim dos festejos. Pelo menos para limpar a barra de seu acecla.
Rodrigues Neto deixa a Funcarte pela porta dos fundos, infelizmente. Muito mais por culpa da prefeita do que por incompetência. Um exemplo? A verba destinada inicialmente para o carnaval de R$ 2,2 milhões foi cortada em R$ 500 mil ontem e sem explicação. E pega a comissão do carnaval de calças curtas, aguentando protestos e reivindicações de quem esperava apoio.
Roberto Lima é um administrador, intelectual com conhecimento em música. Vamos esperar o que vem por aí. De cá, torcia por um gestor antenado nos editais, convênios e novas ou velhas legislações que tratam do setor. É a urgência dos tempos atuais.
A nova ou permanente equipe deve ser anunciada nos próximos dias. Tem muita gente competente ali na Funcarte. Uma assessoria técnica competente é urgente ali, para suprir o lugar de Ilana Félix. Aliás, é mais do que urgente um concurso público para suprir a demanda de funcionários na Funcarte.
Só nos resta esperar ou jogar pedras na Geni. Ou melhor: produzir! Quanto mais independência, melhor. Na sexta-feira de carnaval, sem apoio nenhum desse povo que paga cachê à Banda Grafith para animar prévia carnavalesca amanhã, a Samba e blocos parceiros vão botar pra quebrar, com show de Khrystal e tudo. Cagando, cantando e seguindo a canção. Sem medo de ser feliz ou da espera de cachê.
Vivemos novos tempos. De mídia livre, de iniciativa articulada e de arma mirada contra os muros do poder incompetente e injusto.
Assinar:
Postagens (Atom)