Noticiei em primeira mão por aqui a saída da jornalista Mary Land Brito da assessoria da Fundação José Gugu após aprovação em concurso para outra atividade e consequente substitução pelo jornalista Barbosinha - já conhecido de muitos, já com larga experiência, sobretudo no segmento da Política. Salvo engano, é também assessor do vereador Hermano Morais, inclusive.
Li agora as palavras de Barbosinha no Substantivo Plural de Tácito Costa. Fazia tempo não lia palavras tão sinceras e lúcidas de quem assume um cargo público. Palavras sem medo, sem amarras. Assim me pareceu. Só discordo da crença do jornalista que a tarefa "não será das mais difíceis". A justificativa é até plausível. Concordo que o profissional precise apenas ser competente, mesmo que fora do nicho mais conhecido. Mas defender uma instituição sem prestígio é das mais hercúleas, colega.
"Vendo a minha mão-de-obra, jamais a minha consciência". A frase de Barbosinha resume muito. Ontem mesmo algum anônimo - sempre eles - me classificou de vendido por ter aceito o convite para participar do próximo Encontro de Escritores promovido pela prefeitura. Justo eu que já teci críticas ferozes. E não deixarei de escrevê-las se achar oportunas. Aceito e aceitaria até assessorias. Sou profissional e recebo uma miséria da redação. É assim em qualquer jornal de Natal.
Portanto, deixo neste espaço o meu "boa sorte" a Barbosinha - profissional elogiado e querido no meio. Tomara que sua rotina seja amena. Desconfio que não. O que acho que sempre faltou à FJG - embora reconheça a dificuldade para tal - é deixar clara a irresponsabilidade e o desprestígio do Governo do Estado com a cultura. E não o trabalho interno da instituição. Ainda assim, vejo falta de criatividade para driblar esses percalços e o monstro burocrático.
Li hoje na matéria publicada no DN o comentário de Crispiniano de que Iberê é mais acessível que Wilma. E noticiei há alguns dias que o governador criou, nos primeiros dias de governo, uma secretaria da Copa 2014. Então, caro Crispininano, que tal cobrar a criação - tão fácil! - de uma Secretaria de Cultura? Além da criação dos editais (mesmo que mal pagos), seria uma marca importante, diria até histórica da sua gestão.
Por Carlos Alberto Barbosa
Amigo Tácito.
Como é do conhecimento de algumas pessoas, e certamente de você, estou assumindo a assessoria de Comunicação da Fundação José Augusto em substituição a jornalista Maryland, que prestou um concurso para o Banco Mundial, e por ter passado, deixou a FJA. Convidado que fui para assumir o seu lugar aceitei o desafio.
Nunca trabalhei no meio cultural, mas conheço pessoas que lidam com a cultura em nosso estado. Portanto, creio que a tarefa não será das mais difíceis.
Mas antes que algum aventureiro lance mão, devo dizer que continuo com o mesmo pensamento de antes. Vendo a minha mão-de-obra, jamais a minha consciência. Faço esse registro porque tenho recebido e-mails criticando o fato de que sempre denunciei o foliaduto – desvio de mais de R$ 2 milhões ocorrido na FJA ainda no primeiro governo Wilma de Faria – e agora aceitei ser assessor de imprensa da mesma fundação. Uma coisa não tem nada a ver com outra, até porque o governo agora é de Iberê Ferreira de Souza. Mas tem pessoas que equivocadamente pensam assim. Conheço os principais dirigentes da FJA – Fábio de Almeida, diretor, e Crispiniano Neto, presidente.
Durante esses meus mais de 25 anos de jornalismo desconheço qualquer coisa que desabone as pessoas de Fábio e Crispiniano. Se existiam escroques na Fundação José Augusto, esses já não mais existem. Então, antes que algum aventureiro lance mão do meu nome, repito, sou um profissional e como tal fui convocado para uma missão que acredito ser das mais agradáveis, que é lidar com a cultura. Sei também das dificuldades em nosso estado de se promover o setor, mas também sei do esforço que a atual gestão da FJA vem imprimindo para tocar o barco.
Infelizmente, a cultura em nosso país e principalmente em nosso estado é relegada a segundo plano. Shows com bandas de forró por estas terras de Poti é considerado programa cultural na opinião de alguns incautos. Mas o que fazer se o principal evento cultural no calendário da cidade do Natal é um carnaval fora de época, e talvez fora de moda? Sendo assim, coloco-me à disposição para qualquer dúvida em relação a FJA a partir desta quinta-feira (15), que é quando assumo efetivamente o cargo. Devo dizer que como leitor assíduo do Substantivo Plural também espero contar com a colaboração de todos que fazem o Blog, e claro, deixando, óbviamente, esclarecido que o que puder fazer para a melhoria da cultura no RN, o que estiver ao meu alcance farei.
Um grande abraço!
FIART no Centro de Convenções, Stand SPVARN
Coordenação da Presidente SPVARN, escritora poeta Adélia Costa, sentada ao
lado do escritor Alexsandro Al...
Há 6 dias
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