sábado, 27 de março de 2010

Interdição do Sandoval Wanderley


Ainda neste Dia Internacional do Teatro, assistimos mais um ano do "teatrinho" fechado. Difícil emitir opinião contrária à interdição do Sandoval Wanderley quando o motivo é a segurança do público. Por outro lado, acredito nas palavras do diretor Castelo Casado. Castelo tem uma vida no teatro e nas artes. Tem responsabilidade. Conhece o ramo e nunca iria abrir um estabelecimento pondo em risco a segurança de ninguém. Idealista, doou equipamento de som e luz, como já fez com o TAM, tudo para ver a arte renascer. Em troca, recebeu a insensatez.

O Corpo de Bombeiros poderia estabelecer prazos para o que classificou de adequações. Não havia perigo iminente. Nenhum teto prestes a cair ou saídas de emergência fechadas. As rampas são as mesmas de quando o teatro funcionava. Aliás, praticamente todos os problemas são os mesmos, segundo contou Casado, e eu acredito. Um deles, por exemplo, uma proteção na arquibancada para o caso de alguém ter infarto, cair e piorar a situação. Só temos a lamentar. Como disse Casado, "muita gente desejou isso". Não sei a quem ele se refere. Mas nem duvido. Essa tal seara - a da cultura - é repleta de gente invejosa.

De paixões de Cristo

Comentário de Valdecy Alves:

Sem dúvida que sempre que seguimos um blog ou somos seguidos, formamos uma verdadeira teia, capaz de ter um alcance quantitativo e qualitativo para matérias formativas e informativas, que mídia alguma consegue ter. POR ISSO PARABÉNS PELO BLOG.

Doutra feita, CONVIDO VOCÊ, seus seguidores e quem você segue, para lerem matéria sobre o espetáculo SAGRADO E PROFANO, que ocorrerá na cidade de Senador Pompeu, interior do Ceará, no pequeno Distrito de Engenheiro José Lopes. Experiência artística que mobiliza toda a população, que além de encenar a Paixão de Cristo ainda tem os caretas, que há cerca de 70 anos, saem pelas ruas. Experiência artística, social, política, folclórica, econômica..... que merece ser relatada, imitada e, sendo possível, vista e visitada ao vivo. Boa leitura em:

www.valdecyalves.blogspot.com

Do blogueiro: Me surpreendi com o número de montagens teatrais de "paixões de cristo" em Natal este ano. A mais simpática me pareceu ser a de uma companhia teatral de São Gonçalo do Amarante, que todos os anos encena a Paixão de Cristo em um descampado na Zona Norte. Mas, sei lá, vejo essas encenações com gana de profissionalização, de investimentos para se tornar a Paixão de Cristo de Jerusalém. E não acho que esta é a vocação da cidade. Natal merece algo mais original. Enfim...

No picadeiro, a cultura popular


Projeto cultural inicia hoje uma série de programações culturais gratuitas para toda a família

Alguém lembra das saudosas tardes de lazer e cultura do Domingo na Praça? Elas estão de volta a partir de hoje e pelos próximos oito meses. Com alguns diferenciais. Agora o evento será realizado no sábado e de forma itinerante. Na estreia, o velho palco do Anfiteatro do Campus da UFRN. O mesmo chão libertário dos 10 anos do Domingo na Praça, agora recebe o Projeto Picadeiro – iniciativa da Cabo Telecom com parceria da Mapa Realizações e viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo a Cultura Câmara Cascudo.

Serão oito edições, sempre no último sábado de cada mês, das 16h às 19h30. Será realizado em praças e espaços públicos. A data de estreia do Projeto Picadeiro é proposital. Hoje é comemorado o Dia do Circo. E nada melhor que levar a arte circense – itinerante – ao público de todas as idades e regiões de Natal. O projeto chegará a outros bairros como Ponta Negra, Cidade Satélite, Petrópolis/Tirol, Neópolis, Nova Parnamirim. A próxima edição seguirá para Zona Norte. O roteiro dos próximos eventos ainda será definido.

O Projeto Picadeiro será montado em uma estrutura de tendas e palco. A estimativa dos organizadores é de reunir mil pessoas por edição. “Este projeto irá preencher de maneira sistemática e planejada uma carência implícita na população: valorizar o que é seu, o que traz a sua real identidade com o objetivo de transformar alguns olhares e valorizar a identidade cultural dos potiguares. Um bom motivo para sair de casa, fazer uma atividade, acompanhar um filho, conhecer o que temos de melhor ou um pouco de nós mesmos”, opina a produtora artística do projeto, Tatiane Fernandes.

“Quando fomos apresentados a este projeto tivemos uma grande surpresa, pois já existia um sonho, há muitos anos, de promover atividades a partir de uma arena cultural itinerante na cidade. É um desejo nosso incentivar a integração de toda a família em um mesmo ambiente com diversas atividades saudáveis e o Picadeiro oferece tudo isso. Em 2010, Natal ganha mais uma atração cultural que vai marcar a história dos bairros na cidade”, comemora o diretor geral da Cabo Telecom, Aldo Silva.

Programação para todas as idades
O mundo do circo está no consciente coletivo de cada um de nós como um espaço mágico, que remete à emoção e o encantamento. É para viver este ambiente que o Picadeiro pensou cuidadosamente numa programação que contemple atrações e diversão para toda a família, de forma simultânea. Das 16h às 17h estão programadas oficinas lúdicas com malabares, perna-de-pau, bonecos, mágica e origami voltadas ao público infanto-juvenil com faixa etária de 5 a 14 anos. Estas atividades também absorvendo a participação de pessoas com mais idade.

No mesmo horário, numa tenda de mais de seis metros quadrados, serão realizadas atividades artísticas com foco na qualidade de vida para um público acima de 30 anos. Alongamento, pintura, escultura com arte reciclada e muitas outras estão programadas. O Projeto irá disponibilizar informações sobre estas atividades para aqueles que tiverem interesse em aprofundar ou tornar mais cotidiana a prática das atividades culturais praticadas no espaço.

Das 17h às 17h30 haverá espaço às vertentes poéticas, da poesia concreta ao cordel. Nestes trinta minutos antes dos shows o projeto apresenta ainda atividades como Teatro de Bonecos, esquetes teatrais e dança.

A cada edição, haverá uma apresentação de espetáculos musicais não inéditos. De acordo com a produtora Tatiane Fernandes um dos shows programado será realizado pelos idealizadores do projeto Tem Gato Na Tuba. “Eles apresentam uma releitura de clássicos da música infantil brasileira. Este show atende ao público infantil com canções dos desenhos contemporâneos a exemplo de Ben 10, mas especialmente às pessoas que viveram a época do Balão Mágico”, complementa. O show está confirmado para as 17h30.

E para fechar a programação, o encerramento trará o flautista, compositor e cantor Carlinhos Zens. O show Fuxico Sonoro faz uma leitura de altíssima qualidade da linguagem popular. O músico é reconhecido como um dos melhores do Estado. A apresentação começa às 18h20.

Projeto Picadeiro (estreia)
Onde: Anfiteatro do Campus da UFRN
Data e horário: hoje, das 16h às 19h30
O que: oficinas lúdicas, atividades artísticas, teatro, poesia, dança e shows musicais
Contato: 9644-2674 / 3211.2846
Acesso gratuito

Segredos de Agatha Christie

Por Alicia García de Francisco

Torquay (Reino Unido), 27 mar (EFE).- "O Caso dos Dez Negrinhos" e a "Morte na Praia", dois dos romances mais famosos de Agatha Christie (1890-1976), poderiam ter um final diferente, como mostra um livro que analisa os 73 cadernos de rascunho da autora.

A complexa simplicidade dos romances de Christie é revelada através das dezenas de cadernos que a autora encheu com suas anotações, objeto de estudo do irlandês John Curran em "Agatha Christie's Secret Notebooks" ("Os cadernos secretos de Agatha Christie", em tradução livre), ainda não publicado em português.

Curran, especialista na obra de Agatha Christie, a escritora que mais vendeu livros no mundo - 2 bilhões de exemplares em 45 idiomas, segundo seu site oficial -, passou quatro anos analisando os rascunhos.

"Eu sabia da existência dos cadernos, mas nunca, nem em meus melhores sonhos, cheguei a pensar que acabaria lendo eles um dia e publicando um livro sobre eles", explicou Curran à Agência Efe em Torquay, cidade natal da escritora. Foi ali perto, na residência de verão dos Christie, que o especialista estudou os 73 cadernos conservados.

As anotações são "completamente caóticas". Às vezes a autora começava tratando de um livro e saltava para outro algumas páginas depois. E em alguns casos, ela retomava ideias inacabadas dez anos depois.

"No meio dos rascunhos, havia, por exemplo, listas de presentes", explica Curran. Segundo ele Christie era caótica e trabalhava ao mesmo tempo em várias histórias, o que lhe permitiu escrever 80 livros entre romances e relatos e uma dúzia de peças de teatro.

Com exceção de seis livros, todos os romances da escritora são abordados nos cadernos. O trabalho de Curran nos permite saber, por exemplo, que em "O Caso dos Dez Negrinhos" - o livro policial mais vendido de todos os tempos - a autora pensou, a princípio, em contar com oito personagens, depois 12 e finalmente os dez da história original.

E, segundo as anotações de Christie, qualquer um deles pode ser o assassino. No caso de "Os Cinco Porquinhos", desde o início a autora teve claro quem seriam os personagens, mas não quem seria a vítima ou o assassino. Já para "Morte na Praia" ela pensou em diversas alternativas para quem eram os assassinos e suas motivações.

O trabalho de Curran traz à tona uma série de detalhes que nos permitem conhecer a fundo o trabalho preparatório de uma escritora de tão grande destaque como Christie.

"A maioria dos leitores acham que ela começava a escrever os livros do começo ao fim e que em um mês já tinha uma romance pronto. Mas meu livro mostra a quantidade de trabalho que há por trás dessas histórias", explica Curran.

Christie "tinha ideias, mudava de opinião, voltava do final ao início, colocava um personagem como assassino e depois colocava outro. E às vezes parava tudo isso e começava de novo com uma ideia anterior, levando em conta cada possibilidade da trama".

Com este livro, o especialista acredita que os fãs de Christie terão uma ideia melhor de como ela realizou suas obras e de como elas são complexas.

"Muitos de seus livros foram construídos sobre premissas muito singelas. Alguém é assassinado, vítimas em ordem alfabética, alguém isola um grupo de pessoas em uma ilha e mata um por um".

Mas, segundo ele, "o fato de que pareçam tão simples para o leitor demonstra que há muito trabalho em sua criação". É a arte de uma autora que para Curran é "a melhor escritora de livros de detetives", um gênero que se caracteriza por um tipo de história na qual o leitor consegue as chaves para resolver o mistério.

"Ninguém nunca fez isso tão bem como Agatha Christie. Não considero que ela seja uma grande romancista de crimes, mas foi a melhor escritora de histórias de detetives da história".

Junto aos milhares de detalhes que encantarão os mais fanáticos, estão dois contos inéditos com Poirot como protagonista.

"A Captura de Cérbero" deveria ter sido publicado em 1947 dentro da série de contos conhecida como "Os trabalhos de Hércules", mas foi desprezado pela revista "The Strand". Segundo Curran, a revista o rejeitou provavelmente por tecer um retrato curioso de Adolph Hitler refletido em um personagem chamado Hertzlein.

É um relato que aborda uma transformação pacífica do ditador, muito diferente do segundo conto, "O Caso da Bola do Cão", um exemplo mais clássico do estilo de Christie, descoberto apenas em 2004.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O preconceito homofóbico no BBB10


Recebi agora há pouco email do Grupo de Afirmação Homossexual Potiguar com o pedido: "Diga não ao preconceito vote pela permanência de Dicesar", assim mesmo, sem pontuação, direto ao ponto (errado). Aos ocupados, explico melhor. Dicesar é um dos "emparedados" do BBB10, homossexual assumido. O outro, é o lutador Dourado. Pergunto: onde está o preconceito? Chamar de preconceituoso quem não é homossexual? Se eu me desse ao trabalho e me juntasse a um terço ou metade da população brasileira - aquela, dita de 3º mundo, pobre, de um país desigual - e ligasse para votar em Dourado por achar esse Dicesar muito estressadinho, mal educado e falso, eu seria preconceituoso? E seu caminhasse pelas ruas escuras com a estampa 100% Branco, eu seria racista? Ô mundin...

Chego já

Calma, amigo leitor. Chego já. Vou começar a quinta das seis matérias de hoje. Depois vou acompanhar a governadora na Feira de Artesanato. O check-in aponta previsão de pouso para as 23h, com período de turbulências e tempestades, principalmente nos textos e na saúde do piloto. Mas a viagem é sempre boa quando o destino é o esperado. Bom voyage.

Dia do Teatro será na Zona Norte

A programação cultural comemorativa ao dia mundial do teatro que seria comemorada no Sandoval Wanderley, foi relocada ao Centro Municipal de Artes Integradas (CMAI), na área de lazer do Panatis, Zona Norte. Será hoje, a partir das 14h. O evento mudou de local por orientação do Corpo de Bombeiro, após vistoria realizada no teatro na tarde desta quinta-feira.

A programação cultural contará com a apresentação do Ballet Municipal Professor Rosevelt Pimenta apresentará uma passagem do espetáculo Dom Quixote e a Associação Cultural do Bom Pastor fará uma apresentação especial em homenagem a Dona Militana.

Durante todo o dia o CMAI recebe também a quarta edição do projeto Sexta das Artes com apresentações musicais, dança, teatro, exposição de artes visuais, mostra de vídeos e uma oficina de animação. O projeto promove a convivência de diferentes linguagens artísticas num mesmo espaço valorizando a apresentação de artistas convidados e novos talentos.

Joana na Feira de Artesanato Potiguar

Sim, aquela cantora dita romântica de voz tão conhecida estará hoje em um palco passível de questionamentos. Joana é apenas uma das boas atrações musicais selecionadas para abrilhantar mais uma edição da Feira de Artesanato Potiguar. Nos últimos eventos, sempre no Presépio de Natal (alto da Candelária), a mesma fórmula: seleção musical qualificada e diversificada, exposição do melhor do nosso artesanato, espaço amplo e ventilado, razoável estacionamento e tudo gratuito (ou subsidiado pelo poder público). Resultado: pouca presença do público.

Descobrir qual o segredo para atrair o cidadão ao encontro da arte é tarefa hercúlea. Além dos 20 anos de carreira de Joana, durante os três dias do evento – que se estende até domingo – haverá ainda shows dos instrumentistas da Macaxeira Jazz, o samba refinado do Pagode Mesa 12, a voz suave de Mariângela Figueiredo e o revival dos clássicos da boa era musical com as Cantoras do Rádio. E muito mais. Tudo a partir das 17h. Não bastasse, ainda haverá apresentação de grupos folclóricos, oficinas de arte e desfile de moda artesanal.

A Feira abre ao público a partir das 16h. Na programação de hoje, a primeira atração é o grupo de pastoril de São Gonçalo do Amarante, às 17h30. Já às 18h, o forró pé-de-serra de Nildo, seguido pela apresentação do Boi de Reis de São Gonçalo e os shows de Mariângela e Joana. A previsão de encerramento da Feira é às 22h. Nos estandes, a representação da cultura genuína em artigos e peças do mais puro artesanato potiguar, confeccionados por mãos habilidosas e incentivadas pela aposta do Governo do Estado no artesanato como forma de inclusão social.

Feira de Artesanato Potiguar
Data: de hoje a domingo
Horário: a partir das 16h
Local: Presépio de Natal (alto de Candelária, vizinho ao ginásio DED)
Acesso gratuito

Programação
Hoje
16h - Abertura da Feira ao público
17h30 - Pastoril de São Gonçalo do Amarante
18h - Forró de Pé de Serra: Nildo do Forró
18h30 - Boi de Reis de São Gonçalo
19h30 - Mariângela Figueiredo
20h - Show Nacional: Joana

Amanhã
16h - Abertura da Feira ao público
17h - Quarteto de vozes de Cruzeta
17h30 - Alessandro Show
18h - Solenidade de abertura com espetáculo pirotécnico
20h - Orquestra Afrodite
20h40 - Grupo de Dança Cantinho da Vovó
21h - As Cantoras do Radio

Domingo
16h - Abertura da Feira ao público
17h - Forró Pé de Serra: Nildo do Forró
18h30 - Desfile de moda
19h - Banda Filarmônica de Cruzeta
20h - Banda de Pagode Mesa 12
21h - Show do Macaxeira Jazz

Atividades Paralelas
Desfile de Moda Artesanal promovido pela Emproturn (sábado)
Oficinas de artesanato do Sebrae (sexta, sábado e domingo)
Oficinas de artesanato da Casa do Zíper (sexta, sábado e domingo)
Espaço das Artes: Engenho das Cores (sexta, sábado e domingo)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ateus e liberais têm QI mais alto (?)


Valha meu Deus Todo Poderoso, segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal.

De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam.

Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.

Mas o que dizem os dados?

Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.

Polêmico, hein?

(com informações da Super Interessante)

Blues na terra do Côco


Natal recebe hoje bluseiros nacionais e internacionais para a 2ª edição do Natal Blues Festival

Há quem defenda a música brasileira como uma das três mais ricas do mundo, junto com a cubana e a irlandesa. Muito mais pela originalidade do que pela influência. Ora, somos os donos da Bossa Nova, do Baião e do Samba, cada qual com incrementos rítmicos enraizados na cultura brazuca. E se a Jamaica tem o reggae e a Europa exporta as raízes da música clássica, vem dos Estados Unidos a fórmula mágica da música popular tocada no mundo inteiro. E o embrião dessa popularidade é o Blues – patriarca de uma árvore genealógica-musical iniciada no século 20 e formada a partir do Jazz e do Rock.

E Natal hoje vira meca desse gênero musical de origem afro-americana – a voz do negro oprimido e imortalizada no grito sonoro de Robert Johnson, Muddy Waters, do poeta blusístico Willie Dixon, o original B.B. King, ou na referência de John Lee Hoker. Estes dois últimos já sentiram a brisa natalense, a exemplo de Robert Cray e Buddy Guy. É que a capital potiguar respira ares americanos desde o abandono ao fim da 2ª Grande Guerra, quando a província assistiu quase metade da cidade se esvair pelo Atlântico, na ainda presente década de 40.

Pois hoje, o som das américas já com mais de um século de vida volta à cidade com a segunda edição do Natal Blues Festival. E sem muitas mudanças daqueles tempos de saudade. Na primeira edição do festival, em 2009, o público da Natal do Côco de Zambê, herdeiro de Chico Antônio e fã de Khrystal, compareceu em massa. Foram mais de 700 pessoas para assistir atrações internacionais, nacionais e locais. O evento – organizado pelo Clube do Blues – começa hoje e segue até sábado, sempre às 22h no Sgt. Peppers, filial de Ponta Negra.

Na versão 2010 do Festival, e para abrir o evento hoje, a presença de um dos maiores nomes do blues contemporâneo: o gaitista Mitch Kashmar, considerado um dos grandes cantores de blues da atualidade aliando criatividade e virtuosismo como poucos. Já dividiu o palco com grandes nomes do blues como John Lee Hooker, Big Joe Turner, Lowell Fullson e Stevie Ray Vaughan. A abertura da noite fica por conta da velha conhecida e mais fiel banda de blues da cidade: The Blue Mountain, parceira do projeto Clube do Blues desde a fundação, em 2007.

Amanhã, sobe ao palco o maior expoente do Blues brasileiro, Flávio Guimarães, integrante da maior banda de Blues do Brasil, o Blues Etílicos. Em mais de 20 anos de carreira, Flávio Guimarães – um virtuose da gaita diatônica – volta a Natal para o lançamento de seu mais novo CD: The Blues Folows Me – um tributo a Little Walter. Com 18 discos em sua biografia, Flávio já gravou com artistas dos mais variados estilos como Ed Motta, Titãs, Rita Lee, Gabriel o Pensador, Alceu Valença, entre outros. Foi ainda escolhido duas vezes por B.B. King para abrir seus shows no Brasil. Ainda na noite, o som do Jack Black.

No último dia do evento, sábado, o Festival apresenta três atrações. A primeira é o compositor e guitarrista argentino Danny Vincent, dos mais importantes nomes do Blues na América do Sul. Tem tocado nos mais relevantes festivais de blues já feitos na América Latina. Já compartilhou o palco com artistas como Robben Ford, Ronie Earl e Robert Cray. Na mesma noite as presenças do mineiro Ted McNeely. Líder da banda Yelow Cab, o veterano Ted McNeely, 53 anos, 35 de guitarra, junta-se aos paraibanos da Conexão Nordeste para a apresentação. Para encerrar o Festival, o som da banda local, Mad Dogs.

Aos quarentões, cinquentões e outros “ões”, saudosistas das trilhas sonoras dos filmes A Cor Púrpura, Caddilac Records e outros mais, ou àqueles novos filhos do velho patricarca da música popular mundial, bons sons cadenciados na baixa frequência, sem a pressa sempre inimiga da perfeição.

Natal Blues Festival
Quando: de hoje à sábado
Hora: sempre às 22h
Onde: Sgt. Peppers (Ponta Negra - Av. Roberto Freire, antigo Budda Pub)
Ingresso: senhas e mesas antecipadas na Pedrassoli Turismo (3082-8652)
Valor: R$ 20 (antecipado) e R$ 25 (na hora)
Contato: 9117-1757 / 9156-6008

Programação
Hoje
Mitch Kashmar (EUA)
The Blue Mountain (RN)
Amanhã
Flávio Guimarães (RJ)
Jack Black (RN)
Sábado
Danny Vincent (ARG)
Ted McNeely (MG) e Conexão Nordeste (PB)
Mad Dogs (RN)

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

É Proibido Fumar no Cinemak


A partir de amanhã até 1º de abril, o drama protagonizado por Glória Pires, É Proibido Fumar, será exibido no Cine Cult do Cinemark no Midway. Diariamente, sempre às 14h, o espectador assiste ao longa pagando R$ 7 e R$ 3,50 (meia). O filme de Anna Muylaert conta a história de Baby (Glória Pires) vive sozinha no apartamento que herdou da mãe. Ela dá aulas de violão para alguns alunos e vive em atrito com as irmãs. Quando o músico Max (Paulo Miklos) se muda para o apartamento vizinho, Baby vê nele a grande chance de voltar à vida. Para que o romance dê certo ela está disposta a enfrentar qualquer ameaça, inclusive seu vício compulsivo por fumar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Músicos do Legião unidos no Altas Horas

O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, que integraram a banda Legião Urbana, vão se apresentar no "Altas Horas", da Globo, neste sábado. Será a primeira vez que os dois músicos se apresentarão juntos na televisão desde o fim da banda, em 1996. A apresentação será uma homenagem ao vocalista da banda, Renato Russo, que completaria 50 anos no dia em que o programa será exibido.

Depois da tempestade vem a cerveja


Em tempos de pirataria, loja de CDs e DVDs vende cerveja e petiscos para complementar renda

A febre dos downloads gratuitos de músicas e geringonças eletrônicas em formado Mp3, Mp4, Iphone e outros filhos da modernidade têm seus dias contados. Basta lembrar o longo período de reinado dos vinis ou o fenômeno da tecnologia digital do CD. Este último, até pouco tempo, era a grande coqueluche dos inveterados fãs de música, seja ela qual fosse. Para o comerciante Ary Ramalho, há apenas oito anos a venda de CDs atingiu o auge. Hoje, amarga dias e mais dias de poeira nas prateleiras. São os filhos pobres de uma indústria fonográfica ainda perdida na era da democratização da música via internet ou mercado informal.

Ary abriu a loja Letras & Músicas em 1993, mais ou menos quando o advento do CD de música começava a se popularizar no mercado. Já no início vivenciou bom volume de vendas. Assistiu ao crescimento do mercado, dos lançamentos e reedições em novo formato digital, sem os charmosos ruídos dos “bolachões”, mais práticos e de fácil manuseio. O sistema da loja era o de troca e compra de CDs. E sempre se diferenciava pela quantidade razoável de raridades musicais e qualidade dos trabalhos comercializados. Foi assim que Ary conquistou um público fiel, amante da música.

Há mais de 20 anos na Rua Floriano Peixoto, em Petrópolis, Ary assiste outra realidade. A loja hoje mantém a clientela dos velhos tempos. Mas a pedida agora é outra. O comércio de CDs e DVDs permanece. Estão ali nas prateleiras e gôndolas da loja. Mais escondidos estão alguns vinis – reis por boas décadas, desde 1948 até os fins da década de 80. Por trás do balcão é onde está a maior novidade: geladeiras repletas de cervejas, refrigerantes e mais uma variedade de bebidas. Acima, uma prateleira com saquinhos de petiscos. É a alegria dos freqüentadores.

A velha loja de CDs raros é hoje muito mais uma confraria de habitues de gosto incomum. De quarta à sexta-feira, das 18h às 20h ou nos sábados a partir das 11h30, visitam a Letras & Músicas para papear a respeito de artes em geral, regado a cerveja e música, claro. São autônomos, profissionais liberais e poetas malditos e benditos. O local, de poucas cadeiras, facilita a mobilidade e o bate-papo. Na TV de 50 polegadas, alguma novidade em DVD é exibida. E ajuda a vender algumas unidades. “A venda de CD é inviável hoje em dia. A proporção é de 10 para 1, se comparado a 2002”, compara Ary.

O comerciante, formado em Estatística diz que mantém a venda de CDs e DVDs como complemento. “De rock e música clássica ainda se vende mais porque são clientes mais exigentes, que admiram o encarte do CD, o material gráfico. E no caso da música clássica, a própria internet, não buscou muito esse nicho de mercado”. Com a experiência de quase três décadas no mercado, Ary afirma ser insensatez remar contra a maré da evolução. “O CD é um produto em queda. É a evolução inevitável. Não há volta. A internet atingiu em cheio a indústria da música que nem teve como se defender”.

Para manter o negócio, Ary começou de forma despretenciosa a trazer algumas cervejas aos clientes que por ali gostavam de se encontrar para discutir música e outros assuntos. O negócio tomou corpo à proporção da queda na venda de CDS. E aos poucos se tornou a principal pedida da loja. Reformas foram feitas para adaptar a loja a um pequeno bar sem deixar de perder a essência de loja de CDs, mesmo sendo o tal produto em queda e amparado no aforismo “dançando conforme a música”. É Ary quem ironiza, sem dó: “O saudosista do CD vai ficar mesmo na saudade”.

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

Tuitando com Ailton Medeiros

blogdoailton Não esqueçam candidatos a Romeu e Juleita: O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa.

15 pólos de leitura no RN

O Instituto C&A lança hoje 15 pólos de leitura no Rio Grande do Norte. A organização e deu a partir das 70 escolas estaduais dos municípios de Natal e Parnamirim, que já integravam o programa Prazer em Ler, promovido pelo Instituto. Foram agregadas outras escolas municipais, por proximidade geográfica e adesão, o que deve duplicar o número de escolas atendidas pela iniciativa. “O papel da ONG não é universalizar uma ação, mas, através de parcerias, realizar ações localizadas e, a partir desta experiência, dizer se funciona e como funciona o que foi feito. Depois, cabe ao poder público absorver como política pública”, observa Cláudia Santa Rosa, coordenadora das ações de leitura do IDE.