Natal também tem carnaval
A prefeita Micarla de Sousa entrega hoje as chaves da cidade ao Rei Momo e Rainha do Carnaval. E a cidade, já mergulhada na folia, se inicia na festa momesca propriamente dita a partir das 19h, no Largo do Atheneu, em Petrópolis. E durante o tradicional Baile de Máscaras uma orquestra de frevo dá início à festa, seguida pelos shows de Dodora Cardoso, Itanildo Show e o trio Simona Talma, Luiz Gadelha e Eugênio Bezerra com o show Carnaval do Meu Amor.
O presidente da Funcarte, Rodrigues Neto, trabalhou com cortes no orçamento tão sucessivos quanto a dança dos nomes na máquina administrativa municipal. Após aprovação do projeto do carnaval, a prefeita cortou R$ 1 milhão e, nos últimos dias, mais R$ 500 mil, totalizando R$ 1,74 milhão, sem patrocinadores. O carnaval de Natal só não vem mais enxuto porque amanhã a Redinha mantém a tradição da Lavagem do Beco.
Para manter a qualidade e estrutura da programação, Rodrigues Neto cortou auxílios financeiros a blocos e troças, diminuiu o número de artistas e orquestras de frevo e economizou boa parcela com a retirada do carnaval itinerante idealizado o ano passado com sucesso. Manteve a estrutura de palco e a verba destinada às agremiações carnavalescas e tribos de índio. "Enxugamos como pudemos. Pelo menos pagaremos os compromissos", avaliou.
Promessas
Para evitar atrasos, os pagamentos foram planejados em três etapas. "Até sexta-feira (amanhã) pagamos as escolas e tribos de índio, e o pessoal da produção do carnaval. No fim do mês de março sai o pagamento dos artistas e orquestras. E no fim de abril, os fornecedores". Segundo o presidente Rodrigues Neto, o cachê dos artistas varia entre R$ 800 e R$ 5 mil. E incluem Khrystal, Pedrinho Mendes, Dodora Cardoso, Isaque Galvão, Rodolfo Amaral, Itanildo Show, Lucinha Lira e o show do trio Simona Talma, Luiz Gadelha e Eugênio Bezerra.
O grande gargalo na organização do carnaval - agravado com os cortes de orçamento - é a distribuição do auxílio financeiro aos blocos. Segundo Rodrigues Neto, R$ 120 mil serão repassados à União Metropolitana dos Blocos e Troças. A distribuição pela entidade será avaliada pela Funcarte baseada em critérios recomendados pelo Ministério Público. "Eles pedem, fundamentalmente, critérios de tempo de fundação e número de pessoas que consegue atrair, no caso das prévias, ou que participam do bloco ou troça".
Segundo o titular da Funcarte, a definição desses critérios é subjetiva em alguns casos e dificulta a avaliação. Mas foram esses os critérios usados para, por exemplo, rejeitar a solicitação da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências (Samba) para o patrocínio do 2 Baile à Fantasia do Centro Histórico, que acontece amanhã apenas com apoio da iniciativa privada nos jardins da Pinacoteca.
"Primeiro, eles trouxeram o projeto em cima da hora. Segundo, eu participei do Baile no ano passado e vi pouquíssima gente. E é o segundo ano, então, pelos critérios usados, preferimos patrocinar outros eventos mais numerosos, a exemplo do Baile da Ribeira, do evento no Mercado de Petróplis e outros". E ressaltou: "O que não temos é lista de preferência. No próprio Baile da Ribeira estavam artistas que detonaram a Fundação".
Permanência
Rodrigues Neto tranquilizou a classe artística quanto a pagamentos pendentes. Segundo ele, se remanejado para outra secretaria ou função para a chegada do titular da Secretaria Municipal de Administração, Roberto Lima, repassará todas as informações necessárias. "Continuo com a prefeita seja onde for. Se ela acha que a Funcarte precisa de um catedrático, que venha o catedrático que esse humilde jornalista ajudará no que for possível. E além do mais, a equipe permanece. Camila Cascudo sabe todos os pormenores daqui e pode ajudar". E completou: "Fiz o que pude, ou tenho feito o que posso".
* Matéria publicada hoje no Diário de Natal
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