No blog Natal de Ontem sempre há novidades da vida cultural da cidade daqueles anos pintados em preto e branco. Achei até poética a descrição do fim do Royal Cinema, por Augusto Severo Neto. Egue:
"O Royal Cinema foi morrendo como um canário ao qual não dão mais água e milho alpiste. Foi sofrendo de mal triste, de esvaziamento e assim se acabou. Desfiguraram o prédio que ele ocupava na esquina da Rua Vigário Bartolomeu com a Rua Ulisses Caldas. Era um prédio romântico, meio “art-nouveau’, de muitos cochichos e conversas sentimentais. Até a saudade de pedra e cal desapareceu permanecendo, no entanto, imponderável, que aumenta quando a gente folheia velhos álbuns ou escuta a Valsa Royal Cinema do carnaubense Tonheca Dantas”.
Nota: Hoje funciona procuradoria Geral do Município e a fachada do prédio poderia ser recuperada.
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