Experimento baseado nos migrantes nordestinos em São Paulo será apresentado hoje no Teatro Alberto Maranhão
“Que Nordeste é esse que vive em São Paulo?”. A pergunta abre e fecha a experiência não-dramatúrgica “Portar (ia) o silêncio”. E estende à plateia um universo em que os sentimentos, as dores e delícias, os sonhos e o cotidiano se debatem num cubículo existencial: o da portaria dos prédios habitada por migrantes nordestinos.
A partir desta frase e da condição de ator/migrante no mundo de São Paulo, o ator potiguar João Júnior, compôs a experiência não dramatúrgica “Portar (ia) o silêncio”. O experimento foi elaborado a partir da voz dos porteiros nordestinos que vivem de guardar a existência dos moradores nos arranha-céus de São Paulo.
Essa “experiência” - que une cinema e teatro numa experiência de sensações e profundo estudo da existência humana - será apresentada em duas jornadas. A primeira acontece entre hoje e quarta-feira no Teatro Municipal de São Gonçalo do Amarante, às 20h. A entrada é franca. A segunda, de 28 a 31, e de outubro e 3 a 6 de novembro no Teatro Alberto Maranhão, às 18h, também com entrada franca.
O recolhimento das narrativas de vida dos porteiros migrantes do Nordeste se dá através do registro em vídeo de uma conversa informal entre ator-migrante e porteiro-migrante. O estabelecimento do contato com os porteiros acontece no decorrer do tempo com a intimidade criada, gerando confiança no projeto para que possam abrir os seus “baús”.
O experimento ficou dividido em etapas. A primeira é auditiva e imagética, com a utilização da narrativa. A segunda, pelo jogo visual. “Neste momento tudo aquilo que a palavra movimenta no início é explodido pelo meu corpo em ação e em diálogo com as imagens narrativas x performatividade. Nesse sentido, até a forma da dramaturgia mostra o conteúdo dessa migração”, explica o ator.
Portar (ia) o silêncio (espetáculo não-dramatúrgico)
Local: Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão
Dias: de hoje a domingo (31), e de quarta-feira (3/11) à sábado (6/11)
Hora: 21h
Entrada Franca
Retirada de ingressos nos dias de apresentação no teatro
Obs.: No dia 6 haverá sessão extra às 18h
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Engrassada a suavidade de fantasia até nos textos. O sujeito posa de aparente mansidão até que acaba se mostrando quando precisa cabalar votos para suas convicções. E aí a opinião dos outros é coisa de bundões, histéricos e imitadores dos outros bundões de longe; nem o direito ao voto nulo escapa da fúria petralha, ou, tista, dos "novos" esquerdistas. Quem pensa diferente é tudo fela da puta. Pois eu penso diferente e serei bundão no Domingo. Taqui para os bundinhas. Marcos Lima.
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