Uma das maiores obras de infraestrutura do Governo do Estado e a maior relacionada à cultura está parcialmente sem dinheiro para compra de equipamentos. A secretaria de Infraestrutura mantém a data de entrega da obra física do Complexo Cultural da Zona Norte para 10 de dezembro. Mas o BNB desistiu do financiamento de R$ 2 milhões para compra de equipamentos. A Fundação José Augusto - responsável por esta parte – procura agora novos convênios para assegurar o pleno funcionamento do novo centro cultural da região, orçado em quase R$ 7 milhões. Do contrário, o Governo do Estado precisará arcar com o imprevisível investimento.
O secretário de Infraestrutura, Dâmocles Trinta foi surpreendido com a notícia dada pelo Diário de Natal de que o BNB havia desistido do convênio: “E foi? Vou saber disso agora. De toda maneira, acredito que o Governo possa arcar com o valor caso outra instituição não queira firmar a parceria”. Segundo o titular da SIN, 90% da obra está concluída a espera do acabamento e da escolha das cores. “Falta empregar ainda R$ 1,9 milhão na obra e os recursos já estão garantidos. Tivemos problemas de financiamento devido à crise, é verdade, mas já solucionamos e entregaremos a obra dentro do prazo”, concluiu.
Em solenidade ocorrida no auditório da Governadoria na quinta-feira, de assinatura de convênio com o BNB para construção de um parque eólico, o diretor geral da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, afirmou que o Governo do Estado estava “sem dinheiro e sem pessoal” para tocar a montagem de equipamentos do Centro Cultural. “Provoque o presidente do BNB. De repente ele se sensibiliza e mantém o convênio com o Governo do Estado”. O presidente do BNB, Roberto Smith, foi enfático: “Uma equipe técnica visitou o local e vimos que o modelo não se adequa às nossas necessidades. Preferimos apoiar as ações culturais do Governo no interior”.
O apoio, no caso, é para financiar os equipamentos de dez Casas de Cultura. Em contrapartida, o Banco instalará unidades de pronto-atendimento para o microcrédito –ação semelhante ao que faria no Centro Cultural da Zona Norte. Sem verba, o complexo proposto pela governadora Wilma de Faria para valorizar a cultura da Zona Norte como um verdadeiro Caldeirão de Cultura – erguido onde funcionava o chamado Caldeirão do Diabo (penitenciária João Chaves) será, provisoriamente ou até a locação de recursos, um esqueleto de concreto. E o projeto de cultura dinâmica e pulsante continuará no sonho dos 300 mil moradores da região.
O projeto do Centro Cultural suprirá carências de lazer e cultura da Zona Norte, ainda desprovida de equipamentos como cinemas, pinacotecas e galerias. No papel, o complexo oferece cine/teatro destinado à montagem de apresentações artístico-culturais com capacidade para 240 pessoas e quatro camarins. Também possuirá galeria/pinacoteca, praça de alimentação, cinco salas para a realização de oficinas de trabalhos manuais, uma sala para inclusão digital, seis lojas de artesanato, quatro lojas para alimentação, dois mini-auditórios com capacidade para 60 pessoas cada, sala de administração, banheiros, quatro salas de música, uma sala de dança e uma passarela que liga o complexo ao prédio da UERN.
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