Editora Sebo Vermelho lança amanhã A História de Estremoz, escrito pela freira Maria Dionice da Silva
Não estranhem a grafia da palavra Estremoz, com “S”. Assim como a etimologia, a história do município vizinho da capital é desconhecida pela maioria dos potiguares. Uma história de sofrimento, abandono e desprezo pelas relíquias culturais do lugar banhado pelas lendas da lagoa.
A antiga aldeia Guajiru já viveu dias tranquilos e de progresso, quando da catequização dos índios, promovida pelos jesuítas. É o que conta o livro A História de Estremoz (Sebo Vermelho Edições, 91 pág.) com lançamento amanhã na Faculdade de Estremoz (próximo à estação de trem), às 17h.
A freira Maria Dionice da Silva registra no livro que no mesmo período – primeira metade do século 17 – índios eram massacrados em outras vilas do Estado. Logo a coroa interrompeu o tratamento “humano” dado aos índios. Foi o Marquês de Pombal quem expulsou as aldeias jesuíticas do Brasil, em 1755.
Os nativos da aldeia do Guajiru acompanharam os jesuítas expulsos em cortejo por quilômetros, entre lágrimas. A coroa portuguesa ocupou o vazio deixado pelos jesuítas e iniciaram reforma na aldeia, a começar pela substituição do nome tupi de Guajiru por Vila Nova de Estremoz – a primeira vila do Rio Grande do Norte, com nome de vila portuguesa.
Quase um século depois, em 1858, o município teve sua sede transferida para Ceará-Mirim, tornando-se mero povoado. Segundo Cascudo, Estremoz esperou 105 anos pela restituição de seus foros municipais, tornando-se distrito em 1911. O primeiro prefeito, Daniel Pinheiro, governou o município entre 1963 e 1968.
Estas e outras curiosidades historiográficas, culturais e sentimentais do município de Estremoz são contados no livro, a exemplo do abandono de seus bens materiais. Um deles, as ruínas da velha morada dos jesuítas, permanecem fincados nos chãos que um dia viram o batizado do índio Felipe Camarão e hoje simbolizam o abandono do município.
Lançamento literário: A História de Estremoz
Autora: freira Maria Dionice da Silva
Onde: Faculdade de Estremoz
Data e hora: amanhã, às 17h
* Matéria publicada hoje no Diário de Natal
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