Um comentário de um leitor no blog que mantenho no portal do jornal Diário de Natal (www.dnonline.com.br) me fez pensar em modificar a linha de textos que vinha escrevendo nos últimos posts, com dicas culturais ou comentários acerca de alguns cenários relacionados à cena cultural do estado.Segundo o leitor, antes dessa mudança havia "mais sentimento" em meus textos. E devo concordar. Comentários acerca de algumas vertentes culturais aqui e acolá e nada de... sentimentos.
Pois bem. Proponho agora, a mim mesmo, uma volta às origens. O leitor de certo desconhece, mas sou escrevinhador de blogs há quatro anos. E no começo, meu blog era realmente um diário; um Diário do Tempo. Desde o início teve essa alcunha. Chegou a figurar a lista de blogs nacionais do provedor. Bons tempos de descoberta literária e amigos virtuais.
E sendo assim, o amigo leitor perdoe-me a nova mudança ou os assuntos por demais pessoais. Na verdade, procurei e vou manter a linha dos assuntos universais; temáticas em que o leitor, como o Marco, se identifiquem. Ora, a angústia, o medo, a solidão estão impregnados em todos. Será meu diário: o retrato de uma vida comum, como a do vizinho ao lado. Nada demais, e talvez por isso, a identificação imediata.
É que a vida hoje se tornou demasiado banal, amigo leitor. Assisti sexta-feira na TV o especial sobre Renato Russo, produzido pela Rede Globo. A vida naquela década de 80, de fim da ditadura e abertura política era mais intensa. Vivi um pouco aquilo tudo; vivi, principalmente, a música da Legião Urbana. E confesso ter sentido novamente aquele desejo adolescente de rebeldia; de querer chamar o vizinho, amigos e montar uma banda punk.
Mas os tempos são outros. Nossa geração está cansada. Somos o escárnio da repressão. Não do militarismo, mas da desesperança. Estamos cansados de lutar e não assistir a vitória. Somos o produto de seguidas derrotas. Uma geração mórbida. Quando tudo parece caminhar bem, mesmo gradativamente, e aquela chama escondida acende como uma primeira brasa, assistimos impotentes uma votação secreta (onde está a transparência da democracia?) inocentar um tal senador. Mas, estou cansado. Já não tenho forças para esbravejar. Apenas aceito, conformado e silencioso.
Bem vindo ao meu novo Diário do Tempo!
FIART no Centro de Convenções, Stand SPVARN
Coordenação da Presidente SPVARN, escritora poeta Adélia Costa, sentada ao
lado do escritor Alexsandro Al...
Há 21 horas
Teste
ResponderExcluir