Juro que até tento seguir alguns “mandamentos” de Schopenhauer e tento eximir-me de vontades em prol de uma vida menos estressante e triste. Há muito excluí a programação televisiva. Ligo pouquíssimo minha TV. Concentro-me mais na internet, em pesquisas, leituras e escritos. Mas quando ligo é de praxe escutar a chamada do programa BBB. Em qualquer hora do dia são exibidos flashes ao vivo. Um completo cabeça oca entrevista pessoas idem na rua para perguntar baboseiras e escutar outras piores.
Mudo o canal. Se for à tarde, as opções são exíguas. Em um programa de fofocas, uma cena de flagrante ao vivo de um rapaz embriagado me chama a atenção. E adivinhe: é um ex-BBB preso por embriagues. Um tal de Fernando causou acidente no trânsito. O cara xingou discriminadamente o guarda negro e a mãe de um monte de autoridade policial. Se auto-intitulou o bonitão do BBB e zombou da prisão. Foi solto pouco depois. Imagino que ele tenha sido um dos “ídolos” endeusados do programa em edições anteriores.
Vivemos em um mundo de carências de ídolos. E não é de hoje. Estamos no topo do conflito. Em um período de transição, como ocorreu na época pré-renascentista. Por isso minha aversão aos conceitos pessimistas para a época, embora não me alimente de esperança. Já não nutro esse sentimento há muito. A esperança é difundida por um cristianismo oco, de promessas futuras de um paraíso futuro. E quem espera pode até alcançar (quem sabe?), mas quem esquece de esperar também vai chegar lá, sem pressa e com uma possibilidade bem menor de frustração.
Esse culto aos falsos ídolos ou à imbecilidade está presente desde o Velho Testamento. Na época do bom Moisés, os judeus cultuaram um bezerro de ouro como nova entidade suprema e sofreram os castigos de Deus. Na época, a interferência do Divino era mais direta. Imagino hoje como Deus deve assistir à programação da Globo ou o comportamento humano. Deve estar preocupado se um casal confinado na casa mais assistida do país acabou o namoro ou o que conversaram na madrugada de ontem.
No século 19, o personagem Zaratustra, do filósofo niilista Nietzsche quis libertar os humanos, demasiado humanos das ilusões massificadas do mundo. Quis mostrar a intelectualidade como instrumento de libertação. E o profeta foi considerado excêntrico. Se a ilusão e o senso comum existiram desde o período pré-cristão, há sempre um estopim para mudança de consciência. A crise ambiental e a desigualdade social exigem mudanças urgentes. E em se falando de história, a urgência demora mais de 50 anos. E passou da hora de começar. Meu neto ainda há de ser mais feliz.
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Há 4 dias
Segundo o Ibope o BBB está em queda. Seria muito interessante imaginar que os telespectadores estariam ficando menos acerebrados, mas que ingenuidade a minha. Deve existir outro programa em outro canal tão idiota quanto, onde esses mesmos estão perdendo seu tempo precioso.
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