por Duanne Ribeiro
no Digestivo Cultural
Variando entre o entusiasmo e o desprezo, a polarização em torno de Cisne Negro se deve às diversas camadas em funcionamento no filme. O longa de Darren Aronofsky é um drama contado com elementos do suspense e do terror, assim como é uma releitura de um trabalho clássico (O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky); possui elementos técnicos de destaque, ao passo em que seu roteiro cai por vezes no clichê. É uma narrativa que se frui pela superfície, com seu potencial de tensão e choque, e uma obra que trata de aspectos fundamentais da arte: a autodestruição como forma de criação, as frações de vida cifradas em símbolos, o (des)equilíbrio entre razão e sentimento.
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Do blogueiro: Li quatro resenhas bem bacanas do filme e essa foi a que mais gostei, ou que mais se aproximou da minha visão do filme. Ou melhor: a que mais me acrescentou novas visões do filme.
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