Quase que diariamente o amigo leitor lê ou assiste na mídia deflagrações de greves ou reclamações de trabalhadores e profissionais de categorias as mais variadas quanto aos salários defasados. Por trás das notícias, estamos nós, os jornalistas, responsáveis por significativa parcela de formação da opinião pública.
Hoje – dia de assembléia da categoria, vivemos nós, os jornalistas, um momento irônico: luta pelos próprios direitos de equiparar os salários ao árduo trabalho diário, à função que exerce como profissional ou mesmo baseado em perdas acumuladas em quase dez anos de atividade. E agora, José, quem irá noticiar nossas reivindicações? O periódico Correio da Tarde foi a única mídia, até o momento, a publicar matéria sobre o assunto.
E o consenso parece difícil, a julgar pelas duas reuniões ocorridas entre sindicalistas e empresários dos meios de comunicação. Na manhã de terça-feira ocorreu a 2ª rodada de negociação na Delegacia Regional do Trabalho. Para defender a categoria, participaram apenas representantes dos jornais Diário de Natal, Tribuna do Norte, TV Potengi e Rede Intertv Cabugi.
Infelizmente, o reajuste apresentado pelas empresas participantes foi de apenas 4%. Muito aquém do piso salarial unificado de R$ 945 apresentado como proposta do Sindicato dos Jornalistas do RN (Sindjorn). O reajuste com o novo piso é de aproximadamente 30% sobre os R$ 721 recebidos hoje por um jornalista recém-formado. O piso salarial para um repórter nível 3 (mais graduado da categoria) é de R$ 907.
A presidente do Sindjorn, jornalista Nelly Carlos reclamou ainda de algumas propostas referentes às cláusulas sociais, ignoradas pelos empresários. Estranho os empresários fecharem acordo com os radialistas de um reajuste de 8%. Para os jornalistas esse aumento só pode ser de apenas 4%?
Por esse motivo, pedi que os representantes das empresas se reúnam e façam uma avaliação da proposta que foi apresentada. Em contra-partida, os patrões pediram que a categoria se reúna em assembléia para definir uma nova proposta salarial, para evitar com isso, que o Acordo Coletivo vá a dissídio.
Para tanto, é importante a presença dos jornalistas na Assembléia-Geral Extraordinária, a ser realizada hoje, na sede do Sindjorn, situado à Rua Felipe Camarão, 385 - Cidade Alta, em primeira convocação, às 18:30h, com 10% (dez por cento) dos sócios, sediados na base, e em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer número de presentes, conforme reza o Estatuto da Entidade.
A deliberação será sobre a avaliação da contraproposta da classe patronal quanto à pauta de reivindicação salarial 2007/2008. É importante lembrar que a 3ª rodada de negociação entre profissionais e empresários está marcada para as 10h, da segunda-feira (4 de novembro), na Delegacia Regional do Trabalho. Na oportunidade será apresentada a proposta resultante da Assembléia.
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Há 23 horas
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