Quero esclarecer alguns pontos. O primeiro deles: este blog NÃO faz jornalismo. Por quê? Ora, falta grana, estrutura para colher a melhor informação. Faço o que posso. Depois de alguns anos de jornalismo e credibilidade conquistada, há quem me confidencie informações. Também tenho minha bagagem cultural e emito opiniões embasadas em algum fundamento. E só.
Essa página é um blog pessoal e não portal com repórteres contratados, carros, fotógrafos e celulares à disposição. Publico matérias minhas publicadas no Diário de Natal ou de outros que julgo oportunas ao leitor. O resto é opinião, especulação. E claro, com ironias, por vezes sarcasmos. São as cerejas do bolo, a mosca na sopa de alguém, a pimenta no dos outros, mas sem atingir o pessoal. Nunca.
Semana passada me acusaram de liberar "comentário sujo" e assim denegrir a imagem de um evento em benefício a outro. Isso depois de eu elogiar ambos os eventos. Hoje, o presidente da Funcarte ficou chateado com algumas colocações publicadas aqui. "Você já me exonerou, depois nomeou, exonerou de novo". Disse mais: que sofro influência da "imprensa marrom", e por aí vai.
Minhas opiniões são independentes. E os comentários, mais ainda. Se comentam que Simona Talma é desafinada; que Quitéria Kelly é péssima atriz ou que o presidente da Funcarte deveria sair por incompetência, posso discordar, mas libero o comentário. Acho que deu pra entender, né? Agora, há situações mais subjetivas em que é difícil o papel de editor. E aí, o perigo da desavença.
Falar que Rodrigues Neto é incompetente, é uma coisa. E chamar a prefeita de Lagarta? Interpreto como ironia e libero. E malhar Eugênio Bezerra de Pitbull da prefeita? É adjetivo qualificativo, nada muito pessoal: e é da prefeita! Liberei. Agora, há situações mais complicadas. O próprio Tácito Costa, mais experiente, disse ter se arrependido da liberação de um comentário recente.
De objetivo e certo, a minha intenção de colaborar com a informação e cultura da cidade. Provocar polêmicas saudáveis que gerem resultados construtivos. Se publico carta-denúncia de alguém é porque aqui há espaço para contestação contra o poder público. Foi contra o presidente da Funcarte. Fosse contra a pessoa Rodrigues Neto, seria censurada. E quem se sentir ofendido, o espaço também está aberto à opinão contrária.
Concluo com meu agradecimento à atenção sempre gentil de Rodrigues Neto com este humilde repórter e blogueiro. E a consideração vale independente da permanência ou exoneração de Rodrigues do cargo. A mesma gentileza recebi de César Revorêdo, apesar da dívida deixada comigo após sua exoneração, com o fim (houve começo?) da Revista Ginga - prejuízo que até hoje não me entra.
Nunca Rodrigues Neto me dirigiu qualquer grosseria. Ao contrário, sempre me deu até atenção privilegiada, com certa camaradagem. Não posso é confundir as coisas. Esse blog mantém a independência e transparência acima de tudo. Julgar competências é difícil. E procuro ponderar a respeito justamente por isso. Mas não me calo.
Penso - leiam bem: eu penso, ou seja, é opinião! - que a Funcarte é mais vítima do total despretígio da prefeita com a cultura; da máquina burocrática que emperra processos; do acúmulo de carências de pessoal e estrutura nos últimos anos, do que da incompetência de seus funcionários. Até afirmo com certa convicção do esforço do presidente em fazer a Funcarte funcionar. Mas é difícil julgar. De cá pra lá ou de lá pra cá.
Fogo de Júpiter
Jania Souza
Cansada
Des(canso)
No fogo de Júpiter
Ele finge não me vê
Embora me lance
Seu floreo noturno
Até o final de janeir...
Há 2 dias
Sérgio, deu para entender sim. O resto é mimimi de quem não gosta dos comentários. Você é um cara que passa credibilidade como poucos.
ResponderExcluirGrande Sérgio!
ResponderExcluirPois amigo, relaxe. Teu blog é bom por ter características como liberdade sempre e ausência de frescurisses...
Abraço e até logo mais nos "Manicacas".
Armando Miranda