Roubei agora do Substantivo Plural de Tácito Costa as palavras indignadas do poeta Jairo Lima, proprietário do Papo Furado, no Mercado de Petrópolis. Parece brincadeira, mas é verdade. Sempre disse que enterraram um sapo naquele Mercado. Iniciativas interessantes, inteligentes já haviam sido feitas para recuperar o prestígio do espaço e nunca deram certo. Quando a coisa começa a andar por mérito dos próprios permissionários do Mercado, aparece uma borboleta recém-saída do casulo para atrapalhar.
Alguma explicação argumentada há que se ter. A desculpa de que falta permissão para som no local é chula. O próprio prefeito Carlos Eduardo Alves, por intermédio da Funcarte, promoveu eventos regulares ali, mesmo que mensais. Além do mais, justo o Mercado de Petrópolis? A Assem pertuba dezenas de famílias residentes no entorno da Casa e ninguém nunca fez nada. O gesto da prefeitura é de uma falta de bom senso tamanha que parece ciúme pela independência do projeto de elevar o Mercado a um pólo cultural sem ajuda do poder público.
Os amantes da boa música, da simplicidade, da cultura mais genuína e do convívio saudável e longe dos conglomerados logísticos clichês ou dos projetos patrocinados pelo erário público esperam uma reviravolta no caso. Como a ação partiu de fiscais da Semsur, acho que seria uma boa hora de a Funcarte aproveitar o momento e oferecer uma programação cultural para o Mercado. Será melhor para a populaça e para a imagem tão bem arquitetada e planejada pela prefeitura. Abaixo, as palavras de Jairo Lima:
MICARLA DE SOUZA QUER FECHAR O MERCADO DE PETRÓPOLIS
"Hoje,a Prefeitura, de forma arbitrária e autoritária, mandou 3 fiscais da SEMURB proibir a realização do tradicional forro pé de serra das sextas-feiras, na hora do início deste evento que já faz parte do calendário cultural da cidade há mais de quatro anos. O pior é que nenhum evento que envolva sonorização pode ser, a partir de agora, realizado no mercado. Esta é a resposta da Prefeitura ao grande sucesso que foi o lançamento dos novos boxes no dia 20 passado.
O Mercado de Petrópolis, graças a insensibilidade dos novos donos do poder, fica, assim, inviável como espaço cultural.
Apelamos a toda a imprensa séria e comprometida desta cidade para que nos ajudem a impedir este crime covarde contra a cultura e a sobrevivência de várias famílias que hoje amargaram um grande prejuízo financeiro e moral.
Micarla destrói o que não construiu. O Mercado de Petrópolis existe graças ao trabalho dos seus permissionários.
A revolta deles e dos frequentadores foi impressionante. Hoje a prefeita foi vaiada por centenas de pessoas, o que, para uma liderença populista, representa uma considerável perda de votos e de credibilidade junto à população".
(Jairo Lima)
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