domingo, 21 de março de 2010
Sente-se em Curitiba
Baseado numa livre adaptação do texto As Cadeiras, de Eugène Ionesco, o espetáculo de dança-teatro Sente-se faz quatro apresentações no 19° Festival de Teatro de Curitiba, entre 21 e 24 de março, no Espaço Cênico (ACT). A criação e direção é responsabilidade do coreógrafo e pesquisador em dança-teatro Mauricio Motta, que também interpreta um dos personagens junto a Anízia Marques. Produzido pela sí-la-bAs c.dança o espetáculo é uma das duas únicas apresentações de dança selecionadas para o festival e a única do Rio Grande do Norte. As apresentações estão inseridas no FRINGE, mostra aberta que serve de vitrine para a diversidade e descobertas que conta este ano com 374 espetáculos de todo o Brasil e de outros países.
sábado, 20 de março de 2010
Duas notinhas da coluna
Domingo na Praça: O projeto que encantou natalenses durante uma década será apresentado em abril à câmara municipal da cidade portuguesa de Guimarães. Se aprovado, três edições do projeto serão promovidas em julho. Ponto para a produtora Cida Campello.
Palumbo: Vejo pouca mídia e repercussão para as edições da Revista Palumbo, a única promovida com foco no jornalismo literário e entretenimento. Considero um luxo a leitura, claro, ainda aquém de revistas nacionais do gênero. A 4ª edição já está nas bancas.
* O resto o leitor confere na edição de domingo do DN. Tem novidades por lá - novos projetos culturais chegando.
Palumbo: Vejo pouca mídia e repercussão para as edições da Revista Palumbo, a única promovida com foco no jornalismo literário e entretenimento. Considero um luxo a leitura, claro, ainda aquém de revistas nacionais do gênero. A 4ª edição já está nas bancas.
* O resto o leitor confere na edição de domingo do DN. Tem novidades por lá - novos projetos culturais chegando.
Tuitando com Daniel Dantas
danieldantas79 Prefeitura de Natal "perdoou" divida de IPTU da prefeita, que havia sido protestada em 2006. Vc acha isso certo?
sexta-feira, 19 de março de 2010
O Divino do Rock em Natal

O ex do mito Janis Joplin e notório pansexual se diz fã de Ademilde Fonseca e escravo do sexo e do rock
Se o espírito do rock fosse materializado ele teria o estereótipo de Serguei – nome artístico de Sérgio Augusto Bustamante. No livro do rock brasileiro, este senhor de quase 77 anos é destaque em capítulo dedicado às histórias inusitadas e folclóricas do rock nacional. Serguei é autêntico rocker man com mesma aura hippie de jovens de 20 anos. Quem comparecer ao Sancho Pub amanhã pode conferir um show inusitado de alguém cuja loucura sadia contamina desejos libertários de um mundo mais ameno e menos racional.
Após demorada e confusa conversa por telefone, duas impressões antagônicas: a de que o roqueiro estagnou na psicodélica década de 70 e vive entorpecido pelo slogan Paz e Amor e pelo namorico com a branca de voz negra, Janis Joplin, ou que subiu os degraus do passado e chegou ao novo século antenado com as novas tecnologias e confusões do mundo moderno.
Serguei carrega mais de 11,4 mil leitores (ou seguidores) no Twitter. Lá, o roqueiro expõe intimidades nada convencionais, fruto da “liberada sexualidade” e da aura psicodélica ainda viva. São conluios com astros e estrelas da natureza. No último “post”, uma mostra: “Acho que o sol deu uma piscadinha pra mim. Meu lado feminino acabou de ovular. I LOVE IT!”. Em outro... “O sexo psicodélico faz bem pra pele e rejuvenesce a aura. Transas papai-e-mamãe são o cúmulo da caretice. SORRY!”.
Mas para desgosto de muitos fãs do roqueiro, Serguei confidenciou ao Diário de Natal sequer possuir computador. O Serguei do Twitter é o amigo “Rafa”, que liga para ele, ouve frases e posta no microblog. Outro mito atribuído a Serguei são as transas inusitadas com árvores e seres da natureza. Segundo o próprio, há muito folclore nos boatos, embora confirme que o pansexualismo é a liberação total do sexo, “mas não inclui animais”. O boato surgiu a partir de um gozo junto a uma árvore – episódio relatado em programa de TV.
Serguei conversou com o Diário de Natal de sua residência, na paradisíaca Saquarema – vila carioca disputada por surfistas do mundo inteiro. A ligação estava péssima. O entrevistado atropelava perguntas e falava o que queria. A residência, na verdade, é o Templo do Rock - um museu ambientado nos moldes da década de 60 e repleto de raridades, a exemplo da moto dirigida por Janis Joplin. Em casa, Serguei se diverte com as várias gerações de visitantes, sem se dar conta de seus quase 80 anos.
O visual bizarro, extravagante, hippie, autêntico, psicodélico e bem humorado é moldura de um “anjo maldito”, como classificou o fã Paulo Coelho. Um vigor movido pelo espírito do rock e lubrificado pelo sexo. A tríade sexo, drogas e rock ‘in roll é capenga para Serguei. “Sou escravo do rock e do sexo. Drogas, nunca usei. Eu disse a Janis que tinha medo de que ela fosse (morresse) cedo pelo vício. Com mais alguns dias ele morreu de overdose”, disse o roqueiro na entrevista a seguir:
A Natal de Ademilde Fonseca
“Estou ansioso pra chegar em Natal. A única vez que fui aí foi quando eu era comissário de bordo da Air Line Brasil. Faz tempo. O avião deu pane e pousamos na Base Aérea de Parnamirim. Deu só pra sentir o ventinho famoso daí. E como está a praia da Redinha? Cara, e sou apaixonado pela Ademilde Fonseca É das grandes damas da musica do Brasil, com 88 anos, cara. A vi em um piano bar no Rio. Era a figura de uma lenda, vestida de branco... Consegue imitar o som de um cavaquinho. O chorinho é extremamente instrumental. Mas a mulher enfiou sua voz na música, sem perder o ritmo, a afinação. Ela é um espanto”.
Cover x interpretação
“Existe concepção errada: cover é se eu colocasse uma peruca, uma fita amarrada na altura da testa, uma jaqueta vermelha e imitasse a figura de Jimmy (Hendrix). Não sou compositor, mas minha interpretação é muito forte. Trago uma releitura às músicas; me entrego, sou muito intenso no palco. Há uma linha divisória no palco apenas para receber a energia do público. O grande artista a gente conhece no palco”.
Show de amanhã
“Vou cantar músicas do disco novo e outras censuradas pela ditadura. São blues e rock que marcaram época, a exemplo de With a little help from my friends (da dupla Lennon e McCartney, imortalizada na voz de Joe Cocker durante o Festival de Woodstock), Satisfaction, Sympathy for the devil (ambas dos Rolling Stones)… Em Loves of my life eu peço pra platéia sentar em homenagem a Freddie Mercury (ele fez o mesmo em pleno Maracanã, com 50 mil pessoas durante o segundo Rock in Rio)”.
Twitter x Templo do Rock
“O Rafa sabe tudo sobre mim; conto tudo e ele coloca no twitter. É como se fosse eu… Não tenho tempo nem paciência pra isso. Meu tempo é para o museu, que já recebeu 20,5 mil pessoas (em três anos). É uma casa no estilo dos anos 60, com quintal pintado de flores. Tem a moto que a Janis andou comigo em Ipanema, fotos minha beijando ela na boca; vou levar pra você ver. O banheiro é como um camarim. As camas ficam no chão. Há quartos psicodélicos, escuros, com luzes fortes que iluminam posters; os olhos de Jim parecem brilhar. Tem fotos minhas peladão na Trip, outra no desfile do São Paulo Fashion Week, onde desfilei com uma camisa com estampa “Eu Comi a Janis”, e todas as reportagens que fiz. Amanhã você leva essa reportagem para eu pregar lá e levar pra prefeita de Saquarema, Franciane, a mais rock in roll do Brasil”.
Pansexualismo
“Tem um pouco de TV nisso. Falei uma vez que caminhava pela estrada dos cajueiros e meu tesão. Como não tinha ninguém, me masturbei ali mesmo. E quando estava gozando me agarrei a uma árvore, um ponto de apoio sólido. Aí me perguntaram: ‘Você comeu a árvore?’. Eu coloquei o dedo na boca e disse: ‘Comi’. Aí se espalhou”.
Encontro com Jim Morrison
“Encontrei a Janis num festival de rock em Long Island, em 1968. Ela era amiga do Jim. Em uma festa na sala do motel (o La Cienega Boulevard), Janis me alertou: ‘Você se cuida. Não mostra essa sua maldita língua se não ele (Jim) puxa e enfia “um” prontinho na sua garganta e eu vou ter problema’. O Jim apareceu. Era super alto, aí me disse: ‘What’s up’. Eu abri a boca. Depois dei um beijo no pescoço dele. Cara, me ajoelho diante da beleza dele”.
Sexo sem drogas e rock ‘n roll
“Faço muito sexo. Sou escravo do sexo e do rock. Mas sem drogas. A vida é emoção. Se você perde a emoção você é um morto vivo. Rir, chorar, sentir, transar de olho arregalado e vermelho pela droga não é vida. Vender a alma ao diabo não é vida. Se for beber, tem o limite. Amo uma vida sem vício. Quero curtir, viver, cuidar dos meus bichos (Serguei cria quatro cachorros encontrados nas ruas, mas já foram dez). Sou muito doido, mas inteligente da cabeça. Sei me conduzir. E eu quero é mais”.
Serguei e banda Pandemonium
Onde: Sancho Music Bar (Rua Aristides Porpino Filho, 3163, Ponta Negra)
Data e hora: Amanhã, às 22h
Participação: banda Jack Black
Ingressos: na Pedrassoli Turismo (Rua Praia de Camurupim, 9019, Ponta Negra - 3219 5274).
Contato: 8808 9071 / 3219 3258
Quem é que ama sem violência?

Corte sem Casca, nova peça do Coletivo Atores à Deriva aborda afetos e sentimentos na Casa da Ribeira
A palavra “casca” abrange vasto repertório de sinônimos, metáforas e significados. No caso do novo espetáculo do Coletivo Atores à Deriva – Corte sem Casca –, ela assume a ideia de proteção, de moldura da carne viva da sensibilidade. Se a peça aborda o afeto, é preciso cortar obstáculos e por o dedo na ferida para chegar ao mais profundo entendimento do que somos e como seremos lembrados.
Jogue a primeira pedra quem conseguiu se desvincular de toda a casca de sentimentos inibidores da relação afetiva com o outro. Timidez, solidão, inidividualidade, rancor, inveja e tantos outros alimentos indigestos da alma são mais comuns a todos do que se pensa. E a necessidade de quebra dessa casa é o mote da dramaturgia da peça construída por Henrique Fontes, sob direção de Doc Câmara e trilha sonora e arranjos de Luiz Gadelha.
A nova empreitada artística do coletivo estreia amanhã na Casa da Ribeira e permanece em cartaz até domingo, sempre às 20h. Após o sucesso da peça A Mar Aberto, cujo mote era o desejo, a busca agora é pelo questionamento do jogo afetivo para ampliar o olhar sobre a capacidade do homem em se “afetar” e as consequências da imposição do desejo de um indivíduo sobre o outro.
“Entender aquilo que nos motiva a agir ou paralisar é entender o nosso modo de estar no mundo”, disse Doc Câmara, diretor da peça. Para construção da dramaturgia, assinada por Henrique Fontes (Gesto, Cascudo; A Mar Aberto; O Tempo da Chuva; Pobres de Marré), os atores do coletivo mergulharam em memórias de infância e encontraram novas perspectivas no processo criativo e na relação com o público.
Para Henrique Fontes, em Corte sem Casca os desejos são potencializados e a constante procura do homem por um lugar seguro, por uma família própria, vem à tona, aproximando o público da peça. “É um pedido às pessoas para que cortem a casca, essa proteção contra o afeto, contra a relação com o outro. Queremos ir fundo na ferida. A proposta é aprofundar o tema a partir da necessidade do afeto”, explica.
Sinopse
Paulo é um homem solitário, apesar de ter sob seus cuidados um filho, João. Ele conhece Bruno que passa a integrar a sua família, assumindo papel de tia de João. Numa noite de extrema angústia Bruno conhece Ana. Surge uma família nada convencional. Paulo, Bruno e Ana viverão um jogo de desejo e repulsa, mas tudo muda quando João, escondido de Ana, é descoberto. Ele será o meio para cada um nesta família confrontar-se com sua verdade. É impossível fugir de si mesmo.
O Grupo
O Coletivo Artístico Atores à Deriva surgiu no final de 2007 com o objetivo prioritário de formação continuada e experimentação de linguagens teatrais em sua complexidade.
O coletivo é formado por sete atores (Alex Cordeiro, Analu Campos, Bruno Coringa, Doc Câmara, João Victor, Paulo Lima e Henrique Fontes) que se revezam na direção dos projetos do Coletivo. A dramaturgia é assinada por Henrique Fontes.
A primeira aparição pública foi em Abril de 2008 em uma espécie de revolução pessoal e silenciosa. Colhendo resultados maiores que a expectativa, a peça A Mar Aberto estimulou o debate de boa parte do público e da classe teatral natalense. A Mar Aberto seguiu por festivais pelo nordeste e Brasil e ainda neste semestre de 2010, circulará pelo interior do RN graças ao Premio do Programa BNB Cultural.
Corte Sem Casca
Dias: De sexta-feira a domingo
Horário: às 20h
Onde: Casa da Ribeira (www.casadaribeira.com.br)
Preço: R$ 5 (na estréia, amanhã, R$ 3 para artistas e estudantes)
Contato: 3211-7710
(atoresaderiva@blogspot.com)
* Matéria publicada ontem no DN (foto de Rafael Beznos)
Clássicas experimentações sonoras

Em poema, Ferreira Gullar suplicou à arte pedidos de resposta. Talvez seja esta a sensação ao apreciar peças musicais da música clássica. Entender a mecânica exata da matemática musical na montagem de cada composição é feito para poucos. Popularizar a música dita erudita, também. É o que pretende o show de lançamento da soprano Hilkelia, ex-integrante do grupo Delicatto. O show será em palco apropriado, no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 21h.
Hilkelia apresentará ao público a música lírica que se corresponde com as canções do mundo. É o embrião da tentativa de popularizar informações guardadas no íntimo emocional das pessoas e deixar florescer esse universo inexplorado e apto a receber novas experiências sonoras e sensações de uma beleza até então invisível, impalpável.
No repertório uma viagem por melodias emocionantes e grandes clássicos: Lascia Ch’io Pianga, Haendel, do filme Farinelli; Dust in the wind, Kansas; All Souls Night de Loreena McKennitt; a releitura de Papa, Can you hear me? Também Barbara Streisand, do filme Yentl; Habanera, da ópera Carmen de Bizet; e Nessun Dorma, da ópera Turandot.
Com a proposta de dar continuidade ao trabalho iniciado junto ao grupo Delicatto, trazendo ao palco uma comunicação integrada com outras linguagens o espetáculo traz ainda artes plásticas, dança e teatro, presentes na cenografia, nas participações especiais e na interpretação delicada e expressiva de Hilkelia.
Hilkelia
Onde: Teatro Alberto Maranhão
Data e hora: Hoje, às 21h
Venda de Ingressos: Siciliano do Midway – 3222 4722 e no Teatro – 3222 3669.
Valor: R$ 20
Contato: Mapa Realizações - 3344 4110
* Matéria publicada hoje no DN
quinta-feira, 18 de março de 2010
Doadores terão 50% em eventos culturais
A nossa Câmara Municipal esteve toda cultural na tarde de hoje. Primeiro, aprovou em segunda discussão, o projeto de lei que concede desconto de 50% em eventos culturais e artísticos para doadores de sangue no âmbito municipal.
O projeto, de autoria do vereador Francisco de Assis, veio seguido de duas emendas, apresentadas pela vereadora Júlia Arruda. A primeira é que esse desconto seja concedido somente uma vez por semana. A segunda, que o doador receba o beneficio após pelo menos três doações por ano.
Como foi votado em segunda discussão, o Projeto de Lei número 130/2009 segue agora para sansão por parte da prefeita Micarla. Sabemos que a proposta causa despesa ao município. Vamos ver se a prefeita acata.
Além desse projeto, os vereadores também aprovaram hoje o projeto de lei de autoria da vereadora Sargento Regina. Ele declara a “Jurema Sagrada” como patrimônio imaterial do município do Natal. Meu medo é a prefeita pensar que Jurema Sagrada é uma emprega doméstica boazinha, nem confunda com a Mãe Jurema.
O projeto, de autoria do vereador Francisco de Assis, veio seguido de duas emendas, apresentadas pela vereadora Júlia Arruda. A primeira é que esse desconto seja concedido somente uma vez por semana. A segunda, que o doador receba o beneficio após pelo menos três doações por ano.
Como foi votado em segunda discussão, o Projeto de Lei número 130/2009 segue agora para sansão por parte da prefeita Micarla. Sabemos que a proposta causa despesa ao município. Vamos ver se a prefeita acata.
Além desse projeto, os vereadores também aprovaram hoje o projeto de lei de autoria da vereadora Sargento Regina. Ele declara a “Jurema Sagrada” como patrimônio imaterial do município do Natal. Meu medo é a prefeita pensar que Jurema Sagrada é uma emprega doméstica boazinha, nem confunda com a Mãe Jurema.
Natal ganha novo centro de cultura

O Complexo Cultural da Zona Norte será inaugurado no próximo dia 29. O anúncio foi feito pela governadora Wilma de Faria na manhã de ontem, durante visita às obras do novo Campus da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), em construção ao lado do complexo. No empreendimento - situado no antigo Caldeirão do Diabo (Penitenciária João Chaves, na Avenida João Medeiros Filho) -, o Governo do Estado investiu R$ 5,5 milhões, distribuídos nos mais de 6,4 mil metros quadrados de área construída.
O Complexo Cultural da Zona Norte terá um cine/teatro destinado a montagem de eventos públicos e de apresentações artístico-culturais (teatro, filmes e shows), com capacidade para 260 pessoas, possuindo quatro camarins para os artistas. Também possuirá uma galeria/pinacoteca, praça de alimentação, cinco salas para a realização de oficinas de trabalhos manuais, uma sala para inclusão digital, seis lojas de artesanato, quatro lojas para alimentação, dois mini-auditórios com capacidade para 60 pessoas cada, sala de administração, banheiros, quatro salas de música e uma sala de dança.
Descoberta de combate ao câncer
da Reuters, em Chicago - Cientistas descobrem como envelhecer e matar as células de câncer. Em vez de matar com drogas tóxicas, os cientistas descobriram um caminho molecular que as força a envelhecer e morrer. A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer.
Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência - o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.
Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, este processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas na revista "Nature".
Infelizmente, meu pai foi antes antes da descoberta...
Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência - o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.
Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, este processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas na revista "Nature".
Infelizmente, meu pai foi antes antes da descoberta...
Os cinco Cs da cinematografia
Aos interessados...
A cinematografia vive um momento de rápidas transformações e um dos períodos mais interessantes da sua história. O surgimento de novas tecnologias, as atualizações constantes das câmeras analógicas, o aparecimento de inúmeras câmeras digitais, os novos sensores e o aperfeiçoamento das lentes fazem surgir a "cameramania". Mas todos esses recursos não bastam para transformar um roteiro numa obra cinematográfica. No livro Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem (288 p., R$ 89,90), lançamento da Summus Editorial, o diretor de fotografia americano Joseph Mascelli, morto em 1981, apresenta os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografia.
Com revisão técnica do cineasta Francisco Ramalho Jr. e prefácio de Lúcio Kodato, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, a obra é ilustrada com mais de 500 imagens e foi lançada originalmente em 1965. O texto de Mascelli transformou-se na bíblia daqueles que fazem cinema e continua atualíssimo até os dias de hoje. Indicado para diretores, editores, produtores, alunos e professores de cinema, mostra os vários aspectos envolvidos na filmagem de uma história, sempre com foco nos cinco Cs - câmera: ângulos, continuidade, corte, closes e composição. "Fazer um filme é muito mais do que colocar um rolo numa câmera e expor a imagem corretamente", afirma o autor. O objetivo, diz ele, é revelar as muitas formas pelas quais uma narrativa pode ser filmada, com a garantia de que as imagens sejam editadas para compor uma história interessante, coerente e que flua com suavidade.
Um dos maiores clássicos do gênero nos Estados Unidos, a obra fundamenta a linguagem cinematográfica com sua gramática básica, mas ao mesmo tempo avançada, e seus princípios e regras, permitindo o domínio do ofício sem o qual um filme não pode existir. Dividido em cinco capítulos, o livro reúne informações sobre os melhores procedimentos para a produção de um filme. Entre os temas abordados estão: tipos de ângulo, tempo e espaço cinematográfico, técnicas de filmagem, continuidade direcional, regras de composição, ponto de vista, altura e ângulo de câmera, cenas máster, tipos de edição e direção da imagem. "O livro estabelece com clareza os cinco conceitos básicos do cinema, mostrando como fazer cinematografia", afirma o cineasta Francisco Ramalho Jr., que coordena a coleção Biblioteca Fundamental de Cinema, da Summus Editorial.
No primeiro capítulo, o autor fala sobre a câmera e os diversos planos necessários em uma filmagem. Revela que os ângulos de câmera certos podem ser o fator decisivo para conseguir a aprovação ou a indiferença do público. Em seguida aborda a importância da boa continuidade e recomenda alguns passos, como proporcionar ao editor material suficiente de sobreposição, para facilitar o corte durante a ação, e filmar transições visuais e sonoras para unir tempo e espaço. No capítulo sobre corte, ele compara a edição de um filme à lapidação de um diamante e diz que um fotógrafo qualificado não tenta "cortar o filme na câmera".
O close é um recurso exclusivo do cinema, permitindo retratar em grande escala uma parte da ação. É, segundo o autor, um dos recursos narrativos mais poderosos disponíveis ao diretor. No quarto capítulo, ele aborda os vários tipos de close e diz que eles ajudam a tornar a narrativa convincente. No último capítulo, o autor fala sobre a importância da composição na filmagem. Aborda temas como linguagem, enquadramento, tamanho da imagem e perspectiva, destacando que uma boa composição é a disposição de elementos visuais para formar um todo unificado e harmonioso.
Para Ramalho, o grande diferencial do livro é possibilitar ao profissional o domínio da técnica de fazer cinema e ainda recriar a linguagem cinematográfica.
O autor
Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Mascelli serviu no Exército dos Estados Unidos filmando treinamentos, cinejornais e projetos especiais. Nesse período, ganhou experiência fazendo tomadas aéreas. Sua experiência nas forças armadas levou a Força Aérea Americana a contratá-lo como fotógrafo e diretor. Em Hollywood, fez filmes de ficção, documentários e comerciais.
Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem
Autor: Joseph V. Mascelli
Tradutora: Janaína Marcoantônio
Revisor técnico: Francisco Ramalho Jr.
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 89,90
Páginas: 288
ISBN: 978-85-323-0649-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
A cinematografia vive um momento de rápidas transformações e um dos períodos mais interessantes da sua história. O surgimento de novas tecnologias, as atualizações constantes das câmeras analógicas, o aparecimento de inúmeras câmeras digitais, os novos sensores e o aperfeiçoamento das lentes fazem surgir a "cameramania". Mas todos esses recursos não bastam para transformar um roteiro numa obra cinematográfica. No livro Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem (288 p., R$ 89,90), lançamento da Summus Editorial, o diretor de fotografia americano Joseph Mascelli, morto em 1981, apresenta os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografia.
Com revisão técnica do cineasta Francisco Ramalho Jr. e prefácio de Lúcio Kodato, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, a obra é ilustrada com mais de 500 imagens e foi lançada originalmente em 1965. O texto de Mascelli transformou-se na bíblia daqueles que fazem cinema e continua atualíssimo até os dias de hoje. Indicado para diretores, editores, produtores, alunos e professores de cinema, mostra os vários aspectos envolvidos na filmagem de uma história, sempre com foco nos cinco Cs - câmera: ângulos, continuidade, corte, closes e composição. "Fazer um filme é muito mais do que colocar um rolo numa câmera e expor a imagem corretamente", afirma o autor. O objetivo, diz ele, é revelar as muitas formas pelas quais uma narrativa pode ser filmada, com a garantia de que as imagens sejam editadas para compor uma história interessante, coerente e que flua com suavidade.
Um dos maiores clássicos do gênero nos Estados Unidos, a obra fundamenta a linguagem cinematográfica com sua gramática básica, mas ao mesmo tempo avançada, e seus princípios e regras, permitindo o domínio do ofício sem o qual um filme não pode existir. Dividido em cinco capítulos, o livro reúne informações sobre os melhores procedimentos para a produção de um filme. Entre os temas abordados estão: tipos de ângulo, tempo e espaço cinematográfico, técnicas de filmagem, continuidade direcional, regras de composição, ponto de vista, altura e ângulo de câmera, cenas máster, tipos de edição e direção da imagem. "O livro estabelece com clareza os cinco conceitos básicos do cinema, mostrando como fazer cinematografia", afirma o cineasta Francisco Ramalho Jr., que coordena a coleção Biblioteca Fundamental de Cinema, da Summus Editorial.
No primeiro capítulo, o autor fala sobre a câmera e os diversos planos necessários em uma filmagem. Revela que os ângulos de câmera certos podem ser o fator decisivo para conseguir a aprovação ou a indiferença do público. Em seguida aborda a importância da boa continuidade e recomenda alguns passos, como proporcionar ao editor material suficiente de sobreposição, para facilitar o corte durante a ação, e filmar transições visuais e sonoras para unir tempo e espaço. No capítulo sobre corte, ele compara a edição de um filme à lapidação de um diamante e diz que um fotógrafo qualificado não tenta "cortar o filme na câmera".
O close é um recurso exclusivo do cinema, permitindo retratar em grande escala uma parte da ação. É, segundo o autor, um dos recursos narrativos mais poderosos disponíveis ao diretor. No quarto capítulo, ele aborda os vários tipos de close e diz que eles ajudam a tornar a narrativa convincente. No último capítulo, o autor fala sobre a importância da composição na filmagem. Aborda temas como linguagem, enquadramento, tamanho da imagem e perspectiva, destacando que uma boa composição é a disposição de elementos visuais para formar um todo unificado e harmonioso.
Para Ramalho, o grande diferencial do livro é possibilitar ao profissional o domínio da técnica de fazer cinema e ainda recriar a linguagem cinematográfica.
O autor
Durante a Segunda Guerra Mundial, Joseph Mascelli serviu no Exército dos Estados Unidos filmando treinamentos, cinejornais e projetos especiais. Nesse período, ganhou experiência fazendo tomadas aéreas. Sua experiência nas forças armadas levou a Força Aérea Americana a contratá-lo como fotógrafo e diretor. Em Hollywood, fez filmes de ficção, documentários e comerciais.
Os cinco Cs da cinematografia - Técnicas de filmagem
Autor: Joseph V. Mascelli
Tradutora: Janaína Marcoantônio
Revisor técnico: Francisco Ramalho Jr.
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 89,90
Páginas: 288
ISBN: 978-85-323-0649-4
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br
quarta-feira, 17 de março de 2010
Rezando o terço de Pedro Costa

Por Marcílio Amorim
Não sei como essa notícia não foi parar nas machetes dos jornais e blogs da taba poti: "Homem dá à luz a terço católico". A performance do artista Pedro Costa (amigo conhecido de minha adolescência como Pedro Pan) na abertura do 13º Salão de Artes Visuais da Cidade do Natal, no dia 12 de março, que fez brotar de seu orifício anal um terço religioso, foi a azeitona do empadão que partilho em santa ceia com vocês.
A não publicada manchete do dia, acima entre aspas, também poderia ser apontado como um milagre pelos mais fervorosos (Como aquelas imagens que choram lágrimas de mel no interior da vida). Afinal, não é todo dia que um homem tira do rabo um colar sagrado! Mas no fim das contas: o que esperam os artistas potiguares a não ser por um milagre?
O "milagre do terço cagado no salão de artes visuais" se espalhou pela net em matéria repercutida pelos meninos ótimos da Revista 14 (www.revistacatorze.com.br), e chamou a atenção dos tuiteiros, com piadinha dos engraçadinhos e tímidas críticas dos mais puristas.
Que não seja do tipo que se retira de dentro do rabo, mas só mrdmo um milagre pode salvar a cultura potiguar! Milagre, diga-se de passagem, é quando pedimos a um santo, a uma Deus, a um força maior que nos ajude em um momento de muita dificuldade, desordem e de caos total, em estado irreversível.
O meu estranhamento não parte de cima, lá na outra ponta (onde tudo parece muito bem e ninguém reclama de insatisfação), mas sim de baixo, de quem recebe cada paulada e castigo em nosso teatro, dança, artes plásticas, literatura, música... Os artistas são os maiores prejudicados com a inercia das políticas culturais; da má gestão dos (poucos) fundos destinados ao fazer artístico dos artistas deste estado; da degradação, depredação e quase extinção da nossa memória artístico-cultural; dos espaços de apresentação cada vez mais escaços; da falta de público formado; da inexistente política de fomento à cultura; do avanço cruel dos esquemas dos exorbitantes Autos (que gastam milhões em espetáculo de pouca contribuição artística para quem faz e para quem assiste); do atraso artístico-intelectual de nossas crianças e da falta de estímulo ao consumo do que é da terra.
Mas mesmo assim ninguém faz nada! Dormentes, dormindo, doentes, calejados, dementes, parecem ter desistido. Parecem estar muito cansados! Como quem entregou os pontos e só espera! Um milagre talvez?!
Embora sua última e única esperança seja um milagre, o artista potiguar ainda não pariu um santo homem a ser seguido, como Maria fez com Jesus. Os fazedores da cultura potiguar esperam por um milagre mas não creem em santo algum! E já viu o que acontece nos casos de milagre sem santo, santo sem reza, reza sem santo...? Não dá certo!
Parece que quem encontrou mesmo o caminho dos céus foram os políticos potiguares, que enquanto não tem o palanque liberado e o horário eleitoral gratuito loteado pelos conchavos, aproveitam missa de sétimo dia, festa de padroeira, cultos, sessão espírita, afoxé, casamento, batizado, velório e enterro para fechar alianças e conquistar votos. Acendendo uma vela para Deus e outra para o Diabo! Sacrilégio!
Mas voltando a falar de cultura... Posso garantir que estamos encolhendo, dando ré, atrofiando, murchando, mediocrizando o maior motivo de orgulho de um povo: a sua arte! Está tudo errado!
Espero por uma saída, uma revolta, uma mobilização... Ou você (artista) quer passar a vida pobre, com pires na mão, fazendo arte para fazer pose, aparecer na capa do caderno de cultura, receber tapinha nas costas e continuar sendo o motivo de orgulho apenas da sua família e dos amigos mais chegados?! Tenhamos fé!
Santos do pau oco, charlatanismo explícito, dízimo loteado, bíblia de ponta-cabeça, demônios disfarçados, fedor de bosta no terço sagrado e continuamos acreditando em tudo, sendo enganados calados, aplaudindo absurdos, de joelhos e esperando algo que pode nos levar ao limbo ou pode nos fazer queimar nas piores fogueiras do inferno. A escolha é nossa! Vamos desfazer esse ebó! Alguém ai... ROGAI POR NÓS! Amém.
terça-feira, 16 de março de 2010
Sai cachê do carnaval 2010
O produtor Nelson Rebouças ligou para avisar que o pagamento dos cerca de 50 músicos (dos aproximadamente 100) que tocaram no Carnaval Multicultural 2010 caiu hoje na conta do empresário Bruno Gionanni, dono da Iluminart - empresa responsável pelo pagamento de parte dos artistas. Só dos dez músicos do projeto Escute Que é Daqui, são quase R$ 60 mil. Nos próximos dias, a empresa distribui os valores aos artistas. Pelo que percebi, a Funcarte está pagando aos poucos cada nicho do carnaval: escolas de samba, tribos de índios, músicos, maestros de banda, e por aí vai.
Carta de Fidel sobre encontro com Lula

Leia a seguir a carta de Fidel Castro a respeito do recente encontro com o presidente Lula. Excelente leitura...
"O conheci em Manágua (Nicarágua), em julho de 1980, há 30 anos, durante a comemoração do primeiro aniversário da Revolução Sandinista, graças a meus contatos com os partidários da Teologia da Libertação, que começaram no Chile, quando, em 1972, visitei o presidente Allende.
Por Frei Betto, eu sabia quem era Lula, um líder operário em quem os cristãos de esquerda colocavam suas esperanças.
Tratava-se de um humilde operário da indústria metalúrgica que se destacava por sua inteligência e prestígio entre os sindicatos, na grande nação que emergia das trevas da ditadura militar imposta pelo império ianque, na década de 60."
Leia a íntegra da carta AQUI.
O discurso contraditório da "oposição"
A deputada Fátima Bezerra teceu comentário pertinente hoje, em discurso na Câmara Federal. A parlamentar ressaltou a mudança do discurso da "oposição" no âmbito regional, agora pró-Lula. O objetivo, claro, é desvincular a imagem de opositor a um presidente com mais de 80% de aprovação. A entrevista do senador José Agripino à Rádio 96 foi um belo exemplo - mudança radical de posicionamento político, sem ter aparente razão.
“Esses avanços, reconhecidos por mais de 80% da população, inclusive em nosso Estado, têm causado uma contradição no discurso oposicionista neste ano eleitoral... Aqui em Brasília, seja na tribuna ou nas votações do Congresso Nacional, (a oposição) combate radicalmente o governo e quando vai às bases eleitorais teme esse enfrentamento com um Presidente que tem o apoio popular jamais visto na história deste país.”
“Esses avanços, reconhecidos por mais de 80% da população, inclusive em nosso Estado, têm causado uma contradição no discurso oposicionista neste ano eleitoral... Aqui em Brasília, seja na tribuna ou nas votações do Congresso Nacional, (a oposição) combate radicalmente o governo e quando vai às bases eleitorais teme esse enfrentamento com um Presidente que tem o apoio popular jamais visto na história deste país.”
Viagem literária de Tancredo
Nesta terça-feira, a partir das 19h, o diplomata Rubens Ricupero lança “Diário de bordo: a viagem presidencial de Tancredo”, livro sobre a viagem que Tancredo Neves fez no começo de 1985, antes de sua posse – que não houve – como presidente da República. Para acompanhá-lo nessa jornada ao exterior, Tancredo escolheu Ricupero, então chefe do Departamento das Américas do MRE (Ministério das Relações Exteriores), que anotou em uma agenda os principais acontecimentos, diálogos e impressões. Houve encontros, entre outras autoridades, com o papa João Paulo II e Bettino Craxi, em Roma; François Miterrand, em Biarritz; Mário Soares, em Lisboa; o rei Juan Carlos e Felipe González, em Madri; com Ronald Reagan e George Bush, em Washington; e Raul Alfonsin, em Buenos Aires, apenas para citar os momentos mais importantes.
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