Sem querer colocar mais sal nesse angu azedo. Mas soube hoje do prazo fornecido pela própria Petrobras para o depósito do patrocínio referente ao Cortejo de Natal: nesta quinta-feira os cofres da Funcarte recebem a grana. Repassar aos artistas é outra conversa. Ainda passa pela Controladoria e, salvo engano, à Secretaria de Planejamento. Estimo que lá pra quarta a galera pode quitar seus débitos acumulados.
Minha opinião sobre o caso? Trapalhada. Não há outro adjetivo. Incompetência seria um Natal em Natal desorganizado. Não vimos isso. Os 90% de aprovação do público têm legitimidade. Foi tudo muito bem feito, bonito. Má vontade? Também não acho. Seria muita coragem depois de tantos atrasos e críticas. Corrupção? Descarto essa possibilidade. A Funcarte está muito visada e os tempos de hoje dificultam a prática.
E trapalhada porquê? Ora, faltou grana ao final! Motivo? Eis o mistério. O assessor de imprensa da Funcarte me disse, baseado em informação dada por Rodrigues Neto, que a Nestlé desistiu do patrocínio e deixou a Fundação de calças curtas. Segundo assessoria da multinacional, nunca houve esse contato, "a princípio", com a Funcarte. Depois o próprio assessor pediu para retirar da matéria o nome da Nestlê.
Por outro ângulo, analisemos: a Nestlé havia firmado compromisso de patrocínio com o Natal em Natal sem contrato? A prática é ilegal, amiguinhos. Há lei para gasto público: 4.320/1967. Na matéria do DN eu explico melhor. Caso o processo tenha driblado os trâmites legais, a Funcarte virou uma bodega. E, sinceramente (ou ingenuamente?) não acredito nisso.
Segundo minha fonte, a prefeitura desde o início estava responsável pelo pagamento desse projeto. E já é notório o caixa vazio do município. Simples assim: faltou grana, faltou planejamento e, mais uma vez, respeito com os músicos. Uma pena. O projeto da Árvore de Natal foi o que de melhor aconteceu no Natal em Natal. Pena terminar desse jeito. Mr. Marcílio Amorim não mereceu isso. Muito menos os artistas.
A Funcarte agora corre para quitar o débito, cobrir o descompromisso municipal e, mais uma vez, deixar os fornecedores na mão. Quem se prejudica? Artistas? Claro. Mas nós também. Por quê? Vejamos: fala-se em dívida de mais de R$ 700 mil com fornecedores apenas neste Natal em Natal. A dívida acumula a cada evento. Ainda há fornecedor do carnaval passado sem receber. E São João, solenidades...
Me diga: qual empresa terá coragem de patrocinar o carnaval desse ano? Não é à toa, Rodrigues Neto disse na matéria que as empresas não acreditam no carnaval de Natal. O pregão aberto esse ano comprovou: muitas das empresas patrocinadoras do evento passado desistiram. Quem paga o pato? A prefeitura arca com toda a despesa. E o dinheiro da prefeitura é de quem? Do contribuinte. É seu, amiguinho. Somos nós na fita!
OBS: A resposta completa da Petrobras para o caso sai publicada amanhã no Diário de Natal.
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