Essa questão que envolve os produtores Amaury Jr e Marcos Sá pode ser levada a outro patamar: a do preconceito, a da crítica pela crítica. Vou esperar o próximo domingo para ver a qualidade dos projeto, sobretudo o Som da Mata.
Acredito piamente na possibilidade da manutenção da excelente qualidade conquistada pelo projeto graças ao trabalho bacana de Marcos Sá. Foi ele quem afirmou ser o valor ideal para tocar os projetos os R$ 415 mil.
Quem leu o post abaixo viu que o pregão baixou o valor para R$ 297,5 mil para realização dos três projetos semanais no Parque das Dunas: música instrumental, teatro infantil e dança.
Divida aí R$ 100 mil pra cada e teremos menos de R$ 10 mil para cada um. É pouco, sim. Mas dá. Lembrei da produtora Cida Campello quando travava luta para manter o Domingo na Praça.
Lembram da estrutura do DNP? Tendas, segurança, montagem de palco, contratação de várias atrações, etc. Ela me dizia que bastavam R$ 12 mil para a realização de uma edição do evento. Imagine um lugar já dotado de segurança, de palco...
Acredito na qualidade dos projetos tocados por Amaury. Ele já confirmou que irá manter o formato e até quer a consultoria de Marcos para o Som da Mata e adiantou que irá trabalhar com os mesmos grupos teatrais no Bosque em Cena.
Ademais, se a qualidade dos projetos comumente produzidos por ele no TAM é boa ou ruim, isso independe do trabalho realizado no Parque das Dunas. Um depende de bilheteria. O outro, não. Não há razão para misturar as coisas.
E ai recaímos na velha discussão: Por que o público no TAM lota? Você aí, produziria um espetáculo mais intelectualizado para colher prejuízo? Ele está ganhando dinheiro ali. Tem público pra isso. Qual o problema, então?
Se levar o nível dos espetáculos comerciais do TAM ao Parque das Dunas serei o primeiro a criticar. Aqueles espetáculos têm o seu público específico. E não é ali no Parque.
Além do mais, o processo vencido por Amaury foi legítimo. Trata-se de dinheiro público. Precisa de licitação e o preço dele foi o mais barato, por mais que uma curadoria também seja necessária.
Pense aí que, mantida a qualidade dos projetos, economizamos mais de R$ 100 mil. Sequer os músicos irão perder, já que ele também adiantou que pretende manter o valor dos cachês e a estrutura de som e palco.
Então, galera, vamos esperar pra ver qual é; tomar aquela velha canja de galinha pra depois vomitar críticas, boas ou ruins.
Fogo de Júpiter
Jania Souza
Cansada
Des(canso)
No fogo de Júpiter
Ele finge não me vê
Embora me lance
Seu floreo noturno
Até o final de janeir...
Há 7 horas
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