quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sangue Blues no Sgt. Peppers Ponta Negra



OBS: Essas cervejinhas são long neck ou garrafa? Detalhe fundamental, hein?

Maior campeonato de bandas do mundo

Foram prorrogadas até o dia 31 de julho as inscrições para o Festival GBOB - The Global Battle Of The Bands (www.gbob.com), que chega, pela primeira vez, ao Brasil. A primeira seletiva do Festival GBOB Brasil (www.gbobbrasil.com), será realizada em setembro em quatro capitais: Rio de Janeiro (Cinemathèque), São Paulo (Manifesto Bar), Porto Alegre (Bar Opinião) e Recife (Burburinho). A banda vencedora na final brasileira representará o país na final internacional da competição, que acontece em dezembro de 2010, em Londres, Inglaterra.

As inscrições para o GBOB Brasil começaram no dia 1º de junho e serão encerradas no dia 31 de julho ou quando for preenchido o limite de vagas. Estão aptas a participar do GBOB Brasil quaisquer bandas independentes (mesmo que tenham vínculos com gravadoras/selos) que apresentem suas músicas autorais e inéditas, sem distinção de estilos e ritmo.

As bandas participantes concorrem a uma premiação de US$ 100.000, que será dividida em turnê de 10 datas no Reino Unido, uma semana de gravação em um estúdio em Londres, o prêmio de US$ 10 mil em dinheiro, além de marketing internacional.

O maior campeonato de bandas do mundo, que acontece desde 2004 em mais de 30 países em diversos continentes, tem como objetivo descobrir e promover para a audiência mundial os grandes talentos da música independente.

Para participar da competição, cada banda precisa apenas preencher o formulário de inscrição disponível no site do GBOB Brasil, além de pagar a quantia de R$ 50,00 por integrante. Uma das características do Festival é que todas as bandas têm o direito de se apresentar nas etapas seletivas. No processo de inscrição, as bandas escolhem a cidade na qual preferem tocar e são incentivadas a trazerem seus fãs. Cada banda tem o direito a 10 minutos de apresentação e pode tocar até duas músicas de sua autoria.

As fases eliminatórias da edição brasileira (e única na América do Sul) acontecem entre os meses de agosto e outubro de 2010, quando serão realizados shows em diversas casas de espetáculo nas cinco capitais. Nessa etapa, as apresentações serão julgadas por um júri formado por profissionais especializados em música e/ou em produção cultural. O público também tem direito a voto, que tem peso de 50% na decisão.

Em novembro de 2010, acontece a final nacional, que será realizada no Circo Voador, Rio de Janeiro. Na ocasião, vão se apresentar as cinco bandas vencedoras de cada uma das eliminatórias locais. Na final nacional, as bandas serão julgadas por outro júri especializado, que escolherá a grande vencedora da etapa brasileira, que representará o país na final mundial, em Londres, já saindo do país com os custos da viagem pagos pelo GBOB Brasil.

Vencedores de edições anteriores do Festival GBOB - The Global Battle Of The Bands chegaram a assinar contratos com grandes gravadoras, como Warner Music, Universal Music e EMI Music, além de acordos de produção com grandes produtores, como Jim Lowe (Stereophonics, Charlatans, etc) e Danny Saber (U2, David Bowie e muitos outros).

A proposta do Festival GBOB é contribuir para fortalecer o mercado da música independente no país e ajudar a promover novos talentos da música no Brasil e no mundo. “Queremos divulgar a pluralidade da música e da cultura brasileira internacionalmente, além de incentivar o crescimento e profissionalização da indústria da música no Brasil”, afirma Filipe Gomes, idealizador e diretor da etapa brasileira do festival.

Histórico – The Global Battle of The Bands

O GBOB - The Global Battle of The Bands é uma competição global de música ao vivo para bandas independentes apresentarem seus trabalhos autorais, teve sua primeira edição internacional em 2004 e foi realizada em 16 países.

Desde a sua criação, o evento vem crescendo consideravelmente e na edição de 2008 ele foi realizado em 26 países, tendo até hoje envolvido mais de 40.000 músicos, sendo atualmente a maior e mais respeitada competição de música do mundo. No ano de 2009, fizeram parte do The Global Battle of The Bands mais de 12 mil músicos de mais de 30 países. Foram realizados mais de 200 concertos, envolvendo uma audiência que ultrapassou 2 milhões de pessoas.

O Brasil é o primeiro país da America do Sul a fazer parte dessa competição que já conta com mais de 30 países pelo mundo, entre eles as principais potências do mercado da música mundial, Inglaterra, Estados Unidos e Japão.

Todos os anos, eliminatórias locais agitam o mercado da música independente e as finais nacionais acontecem em países em todo o mundo. Os ganhadores dessas finais nacionais têm a oportunidade de participar da final mundial do GBOB, que acontece anualmente em dezembro em Londres, Inglaterra.

Da excelência da UFRN

Por Marcos Silva
em comentário neste blog

O fato de a UFRN não figurar na lista indicada deve ser tratado como referência para superação de problemas, não como um índice depressivo de má qualidade e ponto. Lembro que, apesar das deficiências, a UFRN é a melhor universidade - entre públicas e privadas - do Rio Grande do Norte. Que sua biblioteca é a melhor de todo o estado. Que ela mantém uma estação de tv e uma emissora de rádio responsáveis por programação de qualidade. Que vários cursos de pós-graduação da UFRN são nacionalmente respeitados - Odontologia, Letras, Psicologia... Que ela consegue ser uma universidade em pleno sentido - ensino, pesquisa, prestação de serviços.

Vc não falou sobre as universidades privadas no RN. Foram citadas em algum aspecto?
Abraços

Do blogueiro: Não vi, Marcos. O texto abaixo é quase que a íntegra da página do Guia do Estudante. E, claro, acredito que nem haja comparação da UFRN com a UnP e Ufersa. Talvez em um curso ou outro possa existir até alguma superação da UnP. Mas como você bem disse, a UFRN é universidade no real sentido da palavra. Acho que de resto só há faculdade, né? Abraço!

UFRN fora das 20 melhores universidades

Há cinco anos, o GUIA Estudante elege e premia as 20 melhores universidades públicas e privadas do país. A escolha é feita com base na quantidade de cursos 'estrelados' que cada universidade tem.

Para ganhar as estrelas do GUIA do estudante, a formação tem de ser considerada 'boa' (três estrelas), 'muito boa' (quatro) ou excelente ('cinco'). Os critérios são estabelecidos com base a entrevistas a profissionais e especialistas de cada área.

Na sequência, é feito um cálculo que leva o número de estrelas que os cursos receberam e a quantidade de cursos estrelados em relação ao total de carreiras avaliadas. Essa nota é a base do ranking das melhores universidades.

Em 2009, o GUIA avaliou 9.371 cursos e deu estrelas a 3.151. A nossa UFRN não figirou entre elas. Veja quais são as 20 melhores universidades públicas, donas dessas formações 'top':

1. USP (Universidade de São Paulo) 93,89
2. Unesp (Universidade Estadual Paulista) 81,03
3. UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) 69,95
4. UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) 68,10
5. UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) 66,77
6. UnB (Universidade de Brasília) 65,87
7. UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) 65,82
8. Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) - São Paulo 65,32
9. UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) 63,92
10. UFPR (Universidade Federal do Paraná) 60,97
11. UFBA (Universidade Federal da Bahia) 60,84
12. UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) - São Paulo 60,42
13. UEL (Universidade Estadual de Londrina) - Paraná 59,02
14. UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) - Rio Grande do Sul 58,81
15. UFG (Universidade Federal de Goiás) 57,02
16. UFPA (Universidade Federal do Pará) 56,82
17. UFV (Universidade Federal de Viçosa) - Minas Gerais 55,81
18. EG-FJP (Escola de Gov Professor Paulo Neves de Carvalho) - Rio de Janeiro 54,99
19. Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) 54,79
20. ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) - São Paulo 54,59

Aliança entre turismo e cultura


Centro de Turismo de Natal renova sua diretoria e apresenta hoje novos projetos para a local

O maior centro de venda de arte e artesanato da cidade, o Centro de Turismo de Natal, ou antiga casa de detenção, traz consigo parte da história da cidade, além de sua localização privilegiada ter uma das vistas mais bonitas da capital. Agora, aliado a isso, uma nova diretoria pretende transformá-lo num centro de fomento da cultura potiguar. Hoje, às 17h, haverá solenidade de apresentação dos projetos a serem desenvolvidos.

A nova diretoria pretende criar um calendário que incentive as atividades culturais no local. Apresentações de dança, grupos folclóricos e mamulengueiros de forma regular são o “carro-chefe” das propostas. Além disso, uma feira mensal de artes, antiguidades e livros raros no pátio central, já a partir de agosto. Ainda colocar em prática o projeto de ampliação do estacionamento para proporcionar ao visitante mais conforto e iniciar um trabalho com guias mirins para interagir com o turista de uma forma digna.

“São 36 lojas com artesanato regional, galeria de arte com obras dos principais artistas locais, um restaurante maravilhoso, e muitas atrações para fomentar visitas regulares ao Centro”, destacou o secretário da nova direção, o marchand Antônio Marques. O novo presidente, Francisco Barbosa de Albuquerque, se diz entusiasmado com o novo desafio. “É a segunda vez que presido a associação e o meu propósito é de administrá-lo da melhor maneira possível, me cercando de profissionais competentes e de boas idéias”, afirmou.

O Centro de Turismo de Natal abre de segunda a sábado das 8h às 19h, e aos domingos de 8h às 18h. Todas às quintas-feiras têm também o Forró com Turista, uma das atrações que promove a interação do visitante com os potiguares. O restaurante Maré Nosso também abre diariamente e a chegada do Nick Buffet é mais um diferencial do local. Ele funcionará na antiga boate, oferecendo uma visão privilegiada da orla de Natal.

Evento
Já confirmaram presença para a solenidade de apresentação da nova diretoria o secretário de turismo do RN, Mucio Sá, o presidente da Fundação Capitania das Artes, Rodrigues Neto, além do comandante do policiamento turístico, Major Paraguai. Várias outras autoridades estão sendo esperadas como os superintendentes dos Bancos do Brasil e do Nordeste e o presidente da Emprotur – apoiadores do Centro de Turismo.

A proposta de ampliação do estacionamento, por exemplo, é um projeto do arquiteto Haroldo Maranhão, que ficou pronto já na gestão anterior e que pretende-se que agora saia do papel. Seria uma forma de concluir a reforma feita no final do ano passado onde o Centro recuperou as cores originais de quando ainda era o Centro de Detenção da cidade.

A proposta de se abrir o local para apresentações culturais é uma forma de incentivar a criação local. Além de apresentações de dança, ser uma opção também para lançamentos de livros, encontros de artistas e muitos outros eventos. A estrutura já existe e facilita a implantação dos projetos.

Erudição gratuita

A quarta edição do projeto Recital de Professores ocorre hoje, às 20h, no Auditório da Escola de Música. Este é um presente dos docentes para o público de Natal e faz parte do encerramento do semestre letivo da EMUFRN. A entrada é franca. Os professores prometem obras de grande requinte musical dos compositores Weber, Saint-Saens, Schumann, Bottesini, Koussevitzky, Wes Montgomery, Ary Barroso e João Donato. Os docentes que sobem ao palco são: Airton Fernandes (contrabaixo), Amandy B. de Araújo (clarinete), Cleber Campos (bateria), Elke Riedel (soprano), Hamurabi Ferreira (piano), João Paulo (clarone), Leonardo Rocha (piano), Manoca Barreto (guitarra), Júnior Primata (contrabaixo elétrico), Ronedilk Dantas (violino) e Tarcísio Gomes (piano).

Périplo khrystalino


Por Zé Dias
Produtor musical

Viajei com Khrystal a trabalho para João Pessoa e Maceió. E a velha suspeição de minhas palavras se confirmou. Shows excelentes, com uma resposta de público admirável. Da chegada às cidades às notícias de jornais e ao tratamento das produções em respeito ao trabalho de Khrystal, me vem a certeza de que trabalho hoje com uma artista respeitada no campo da música popular brasileira. Não vou me estender muito, sei que sou chato, mas vou contar dois fatos de Maceió:

Na chegada para passar o som, um palco grandioso foi montado para receber bandas do gênero chamado de forró. “Rapariga” e “corno” são as palavras de ordem da suas canções. O outro palco distava mil metros, destinado às atrações alternativas. Perguntei quem tinha se apresentado lá. Eles falaram de artistas locais e que o único nome nacional, era Khrystal. Perguntei o porquê de Khrystal, como os outros contratados, não cantaria no palco grande. Eles responderam que os músicos de lá, por terem visto o show da “baixinha” no ano passado no Sesc Poço, pressionaram para que ela fosse a principal atração do palco alternativo. Foi emocionante e quando ela cantou os cocos de Jacinto Silva. A plateia foi ao delírio. Emocionante. E olhe que era um domingo à noite e Maceió estava debaixo de chuva.

Ao fim do show de Maceió, com o camarim lotado e a produção do evento vibrando pelo palco alternativo ter dado certo, chega a noticia de que a sub-secretária de Cultura, que estava dançando na plateia durante o show de Khrystal, iria demitir todos os funcionários da produção, pois abandonaram o palco grande e foram prestigiar Khrystal. A risadagem foi geral e sentimos nós, da produção de Khrystal, que o dever tinha sido cumprido.

As 15 horas de viajem (ida e volta) em menos de 48 horas valeram à pena e ao receber o público no camarim, Khrystal, emocionada, afirmava: “Meu cachê está pago. O carinho de vocês não tem preço”. Coisas de “Khrystalina.

Em João Pessoa, num palco onde passaram grandes nomes da MPB como Fagner, Dominguinhos, Elba Ramalho, entre outros, sobrou para Khrystal, Siba (ex-Mestre Ambrósio) e Pinto do Acordeon as honras dos shows. Ao final do show de Khrystal, camarim novamente lotado e a gentileza da plateia com o trabalho da neguinha. É muito bom ver Khrystal cantar fora de Natal.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pessoal bacana

O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará inicia mais uma maratona de apresentações pela região Nordeste. Trata-se do projeto Rodovia Nordeste de Teatro, onde o grupo faz uma turnê pelos estados nordestinos, levando teatro gratuito à população, através dos espetáculos O Inspetor Geraldo, A Peleja do Amor e O Pulo do Gato.

O Pessoal do Tarará viaja nesta quarta-feira para Salvador (BA), de onde inicia uma turnê que vai durar um mês, com apresentações por diversas cidades, incluindo capitais e cidades do interior de cada estado.

A turnê faz parte do projeto Rodovia Nordeste de Teatro, que faz parte do Prêmio de Artes Cênicas Myriam Muniz, que tem patrocínio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, e consiste em apresentar os espetáculos do grupo pelos nove estados nordestinos, chegando à capital e uma cidade menor em cada estado.

O grupo parte para o último percurso da viagem, que é feita em um ônibus, onde O Pessoal do Tarará leva, além do elenco, toda a sua estrutura de luz, palco e som, para que as apresentações possam acontecer em praça pública, de forma gratuita, e com qualidade.

O Pessoal do Tarará, durante o período de sua turnê, manterá, via internet, um canal de comunicação através de fotografias e diários de bordo, que mostrarão como o projeto está chegando às cidades. Mais informações podem ser obtidas no site www.opessoaldotarara.com.br, ou no blog www.rodovianordestedeteatro.blogspot.com.

AGENDA D´O PESSOAL DO TARARÁ:

JULHO DE 2010

01/07 - O Pulo do Gato - Salvador BA
02/07 - O Inspetor Geraldo - Salvador BA
03/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Salvador BA
04/07 - O Inspetor Geraldo - Camaçari BA
05/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Camaçari BA
06/07 - O Inspetor Geraldo - Estância - SE
07/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Estância SE
08/07 - O Inspetor Geraldo - Aracaju SE
09/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Aracaju - SE
10/07 - O Pulo do Gato - Aracaju SE
12/07 - O Inspetor Geraldo - Recife - PE
13/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Recife PE
14/07 - O Pulo do Gato - Recife PE
15/07 - O Inspetor Geraldo - Igarassu PE
16/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Igarassu - PE
17/07 - O Inspetor Geraldo - João Pessoa - PB
18/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - João Pessoa - PB
19/07 - O Pulo do Gato - João Pessoa PB
20/07 - O Inspetor Geraldo - Sapé PB
21/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino - Sapé - PB
22/07 - O Inspetor Geraldo (cidade ainda não confirmada)
23/07 - A peleja do Amor no Coração de Severino (cidade ainda não confirmada)
24/07 - O Inspetor Geraldo (cidade ainda não confirmada)
25/07 - A Peleja do Amor no Coração de Severino (cidade ainda não confirmada)

Top Gun 2

Da Redação do UOL

Mais um clássico dos cinemas dos anos 80 pode voltar a ser produzido: Top Gun. Jerry Bruckheimer, um dos principais produtores de Hollywood, deu detalhes sobre uma possível sequência para o filme, que mostrava Tom Cruise como o aviador Pete "Maverick" Mitchell.

Em entrevista à MTV, o produtor disse que ele foi procurado para viabilizar um novo longa-metragem da franquia e está disposto a tocar o projeto adiante. Segundo ele, o filme abordaria a vida de Maverick e teria novamente Cruise no papel.

"Começamos a falar sobre isso, mas, sabe, nada ainda está concreto", afirmou. "Tivemos algumas idéias, mas a aviação mudou muito desde aquela época. Então temos que arrumar um novo contexto para o o filme e ver como inserir Maverick nele."

Circuito nacional cineclubista


Cineclube Natal promove hoje etapa do Circuito Nacional Cineclubista, na Siciliano do Midway

Exibição gratuita de documentários de cunho existencialista e debates com especialistas em psicanálise marcam hoje a chegada do Circuito Nacional Cineclubista em Natal. Câncer – Sem Medo da Palavra (dirigido por Luiz Alberto Cassol) e Sweet Karolynne (de Ana Bárbara Ramos) serão exibidos no auditório da Siciliano do Midway, às 18h30. Após a exibição acontecerá debate sobre os dois documentários, com as presenças da psicóloga e psicanalista Jaira Nunes, do cinéfilo Gianfranco Marchi, representante do Cineclube Natal, além do professor Nelson Marques, representando o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

O documentário Câncer - Sem Medo da Palavra é um longa-metragem de 70 minutos que revela histórias e relatos de vida emocionantes. A produção é mais uma parceria do psicólogo Sílvio Lensen e do diretor Luiz Alberto Cassol, que, em 2004, lançaram o documentário InSanidades, que integra o catálogo Cineclubista Cinesud. O roteiro foi desenvolvido da constatação do medo e do preconceito das pessoas com o câncer e como elas superam esse preconceito, buscam tratamento e a cura. São depoimentos de familiares e pessoas que fazem e fizeram o tratamento para a doença, e profissionais da saúde especialistas na área.

O curta Sweet Karolynne é uma produção paraibana, eleito o melhor Curta ou Média metragem pelo Júri Oficial do Cine Esquema Novo - Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN), e ganhou o Prêmio do Júri Popular no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema. Roteirizado a partir dos pintinhos de estimação de Karolynne. Quando crescem e vão para a panela, ela não se queixa. A única exigência feita à mãe: que lhe compre outro. Soa cruel, já que a menina não se apega e nem constroi laços permanentes. Mas sabe e aceita que galos servem para comer (no que se diferenciam de gatos ou cachorros).

Ana Bárbara Ramos, porém, trata com humor a inocência perdida de Karolynne. A cineasta compara – ao filmá-los em paralelo – o mito de Elvis Presley, que o pai da menina dubla em representações, ao de Jarbas, o galo que vira comida. Quando transforma o animal de estimação em lenda, Ana Bárbara Ramos o alça à imortalidade, e retira o pecado da insensibilidade das costas de Karolynne.

* Publicado hoje no Diário de Natal

A um passo da arte


Jovens encontram no balé uma forma de superar carências financeiras e se lançarem na arte da dança

No balé da vida, cada passo futuro depende de escolha própria – o tal livre arbítrio divino. E para os alunos da Escola de Balé Roosevelt Pimenta, a opção foi pela arte da dança como forma de diminuir dificuldades do cotidiano pobre e se descobrir na harmonia de cada gesto e coreografia. Na arte do balé, o livre arbítrio dá lugar à disciplina do corpo e da mente. É apostar na poesia na ponta dos pés ou enfrentar um dia-a-dia mais cinzento.

Para mostrar essa opção de vida manifestada pela arte, os bailarinos apresentam, a cada fim de mês, um Ensaio Aberto na Sala de Balé da Escola Roosevelt Pimenta, na Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte). Amanhã, às 18h, acontece a quarta edição do projeto. São produções coreográficas elaboradas durante o ano, apresentadas em uma sala adaptada a receber pequenos espetáculos. Entre elas, alguns trabalhos que irão participar este ano do Passo de Arte – um dos maiores festivais de dança do país, em Indaiatuba/SP.

A iniciativa do Ensaio Aberto é da chefe do Núcleo de Dança da Funcarte, Anízia Marques. Além da apresentação e da aproximação com o público, o projeto também visa arrecadar alimento e material de higiene pessoal para os meninos. “São jovens carentes, alguns muito pobres e que ainda sofrem preconceito em casa. Esses meninos chegam aqui às 12h e só saem às 22h. E os pais cobram emprego e têm dificuldade em aceitar o exercício da dança”, conta Anízia.

O horário extenso é opção própria de cada bailarino. A paixão pela dança e a fuga de outros problemas cotidianos os prendem às paredes da Funcarte. Ali eles vivem o mundo sonhado. E além das três horas diárias obrigatórias, participam de aulas das turmas de nível inferior pelo simples prazer de aprender. “Esse Ensaio Aberto é um estímulo à dedicação desses meninos, não só para se iniciar o contato junto com o público, mas também para ajuda quando cobramos um quilo de alimento ou material de higiene pessoal como entrada”.

Técnica Masculina
Diante da natural predominância feminina no Núcleo de Dança da Funcarte, Anízia Marques decidiu criar um curso de Técnica Masculina. São aulas exclusivas para homens, voltadas ao exercício do corpo masculino, mais “puxadas”. Também por serem alunos já com idades mais avançadas, o ritmo e exigência dos bailarinos são mais rígidos. Tudo compensado com a dedicação de cada aluno.

Anízia comemora a participação de 12 dos 50 primeiros alunos a ingressarem no curso já participantes do Corpo do Baile da Funcarte – o nível mais avançado do Núcleo de Dança, hoje composto por 21 integrantes. “Isso em apenas um ano e cinco meses de curso”, comemora.

Os bailarinos são selecionados “a dedo”, numa espécie de seleção natural cujo maior critério é a possibilidade e aptidão corporal. Em outubro serão abertas novas inscrições. Em novembro são escolhidos poucos após uma avaliação minuciosa para verificar problemas de coluna, escoliose e lordose, pés achatados, potencial de elasticidade e postura. Dezembro é o mês da inscrição para o início das aulas.

“Recomendamos a idade mínima de 7 anos. É preciso compreender que há uma exigência forte do corpo. Balé não é fisioterapia, não corrige problema físico. Às vezes até causa algum devido ao esforço. Então é necessária essa seleção. Trabalhamos com o movimento antinatural do corpo. Então, o aluno tem de estar preparado para essa exigência”, explica Anízia.

Núcleo de Dança
O curso de Técnica Masculina é ministrado na Escola Roosevelt Pimenta. Além da Escola – hoje com 348 alunos – o Núcleo de Dança da Funcarte também abrange o Corpo de Baile (bailarinos e bailarinas de níveis mais avançados do Núcleo) e a Companhia de Balé da Cidade do Natal (integrantes recrutados mediante audição, hoje composto por 12 bailarinos).

Apenas os bailarinos da Técnica Masculina são isentos da taxa de manutenção da Escola. Os demais integrantes, também bolsistas, pagam R$ 15. As aulas variam conforme o nível de graduação. Os cursos preparatórios têm um ritmo de duas aulas na semana de uma hora e meia. Os alunos do 1º e 2º ano são três vezes na semana. Do 3º ano em diante, são aulas de 3 horas diárias. E o Corpo do Baile inclui ainda horas de ensaio.

4ª Edição do Ensaio Aberto
Dia: amanhã
Local: Escola de Ballet Roosevelt Pimenta – Funcarte (Rua Câmara Cascudo, 434 -Centro) Hora: 18h
Entrada: um 1 kg de alimento ou um produto de higiene pessoal
Informações: 3232-4949

* Mátéria publicada hoje no Diário de Natal

domingo, 27 de junho de 2010

A arte de ser um luthier


Fabricação artesanal de instrumentos musicais resiste à era digital e mantém o charme da tradicional arte secular

De prosaicas tábuas de compensado ou madeira, a arte caminha a seu tempo na fabricação artesanal de instrumentos musicais. O trabalho minucioso a partir de mãos habilidosas e ferramentas semelhantes aos usados por luthiers em tempos imemoriais mantém uma tradição secular. É atividade, bandeira inimiga da pressa formal das escalas industriais e suas séries de instrumentos fabricados por máquinas sem vida ou personalidade. No produto confeccionado pelo luthier, há os segredos da mão, o despejo dos sentimentos na madeira e a arte esculpida e reproduzida em acordes e dedilhados tempos depois pelos instrumentistas – compadres unidos na arte musical.

O luthier Janildo Dantas Nascimento parece gostar do anonimato. Sua singela oficina situada no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte, é tão escondida quanto a assinatura dele em cada instrumento fabricado. Em violões e guitarras de alguns dos bons músicos potiguares, se pode ver: “JDN” – iniciais do luthier que, ao contrário do que parece, deseja mesmo é abrir uma loja para vender os instrumentos que produz, em melhor localização. As ultimas encomendas mostram essa necessidade. A maioria dos clientes tem procurado Janildo para consertos e reformas em seus instrumentos. “Gosto mesmo é de fabricar. Penso em vender minha casa e abrir uma loja”.

Janildo nunca deixou nem pôde colocar nenhum tipo de dependência tecnológica em seu processo de produção. Máquinas rústicas contribuem com o básico. A grosa – espécie de palheta de ferro – é sua principal ferramenta. Começou no ofício autodidata, quando foi presenteado pelo pai com uma sanfona, mesmo sem saber tocar. E nem aprendeu. Janildo preferiu desmontar o instrumento e tomou gosto pela coisa. Conheceu outros luthiers e se iniciou no ofício. Os tempos já foram melhores na oficina, quando um comerciante recifense comprava rabecas aos montes para revender na capital pernambucana, de maior tradição na execução desse instrumento. Hoje, Janildo fabrica em média quatro violões ao mês, afora os consertos. É seu ganha-pão.

Os instrumentos são feitos a partir de madeiras compradas (em maioria imburana e frejó), encontradas no lixo e compensados. Essa é a prática da grande maioria dos luthiers potiguares e em outros estados. O gasto em um violão tamanho padrão é de R$ 100, a depender da qualidade da madeira e afora as cordas, tarraxas e trastes. E o tempo para fabricação de um instrumento é de 10 a 15 dias. É vendido em média por R$ 300 – entre 30% e 50% mais caro que o fabricado em indústria. Fosse de madeira de jacarandá – a melhor – o instrumento sairia em torno de R$ 1,2 mil. Além do trabalho manual do luthier, o cliente também pode sugerir cores, formatos e material do instrumento. “Se for um bom músico ele percebe se o instrumento é bom ou ruim, se afina fácil e se o som produzido é de qualidade”, disse com o orgulho de nunca ter recebido reclamação.

Não bastasse a falta de condições para melhorar sua oficina e alugar ou comprar um ponto comercial melhor localizado, Janildo também luta contra o preconceito. Segundo ele, há um estigma de que marcas industriais famosas como Gianinni e Di Giorgio são melhor qualificadas e deveriam custar mais caro. “E se você trazer esse pensamento aqui à Zona Norte, piora. Muita gente já chamou as rabecas que faço de violinos mal feitos. Eles nem sabem o que é uma rabeca. Fica difícil ter o trabalho valorizado dessa forma”, lamenta o luthier. Janildo desistiu do alto aluguel de um ponto situado no Beco da Lama, no Centro da Cidade, onde tinha melhor circulação de pessoas e contato com músicos – alguns, ainda clientes fieis.

Janildo fabrica qualquer instrumento de corda. Na oficina há baixos, guitarras, violões, cavaquinhos e rabecas, alguns em formatos variados. Há as fôrmas já prontas, padronizadas. Mas o luthier fabrica novas conforme o desejo do cliente. A intenção é manter o ofício e o prazer na fabricação de instrumentos musicais – geralmente uma atividade de artesão de sons repassada entre gerações. E mesmo nesses séculos passados, são poucos os luthiers reconhecidos como ricos. Ainda assim é a vontade de Janildo – que largou outras atividades mais rentáveis e estressantes e hoje exerce a atividade de professor de fabricação de rabecas para jovens da Fundação Felipe Camarão – para tentar viver do ofício de alquimista de sons.

* Matéria publicada neste domingo no Diário de Natal

Prorrogadas as inscrições para Pontos de Culitura

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC) prorrogaram o prazo para inscrição no Prêmio Interações Estéticas [WINDOWS-1252?]– Residências Artísticas em Pontos de Cultura. Agora, os artistas interessados em participar do processo seletivo têm até 28 de junho para enviar seus projetos à Funarte.

Com investimento total de R$ 4,45 milhões, a terceira edição do programa oferece aos proponentes a chance de desenvolver trabalhos integrados a ações de Pontos de Cultura de todo o país. Para tanto, serão viabilizados 127 projetos de residência, que levarão artistas de diversos segmentos a atuar em parceria com os Pontos e a criar produtos finais de acordo com as demandas locais. Os prêmios variam de R$ 15 mil a R$ 90 mil.

Para atender à política de descentralização de recursos do MinC, o edital do Interações Estéticas prevê a distribuição de 115 prêmios entre as cinco regiões do país. Além disso, 12 prêmios de R$ 90 mil serão destinados a projetos de abrangência nacional, que não estão submetidos a nenhuma categoria regional preestabelecida.

O Ponto de Cultura é a ação prioritária do Programa Cultura Viva, promovido pelo MinC. Atualmente, existem no Brasil cerca de 2.400 Pontos de Cultura, que são responsáveis por articular e impulsionar ações já existentes em suas comunidades. A criação desses espaços, realizada por meio de seleção pública, é resultado de um convênio firmado entre representantes da sociedade civil e o Ministério da Cultura.

Interessados em concorrer aos prêmios devem enviar à Funarte projetos que contenham o objetivo e a justificativa do trabalho a ser desenvolvido e que expliquem suas possibilidades de interação e integração com a dinâmica do Ponto de Cultura. Além disso, é preciso apresentar detalhes sobre o planejamento de execução das atividades e sobre o produto final previsto. Os proponentem devem anexar a esse material a ficha de inscrição e uma carta de aceitação do Ponto de Cultura escolhido. A análise das propostas caberá a uma comissão composta por nove membros de reconhecida capacidade de julgamento.

Leia a portaria referente à prorrogação
Leia o edital
Baixe a Ficha de inscrição
Baixe o guia de elaboração de projeto
Busque os Pontos de Cultura em funcionamento
Baixe o modelo de carta para Ponto de Cultura
Veja as perguntas mais frequentes

Mais informações: cepin@funarte.gov.br

sábado, 26 de junho de 2010

Metralhando o provincianismo


Banda potiguar de rock selecionada pelo Mada tem agenda de shows marcada no “Velho Continente”

As muralhas fronteiriças deste Estado-elefante ou desta Natal de olhos virados para o mar são sempre mais altas para os artistas enaltecidos, registrados e lucidamente desconsagrados por Cascudo. A banda AK-47 mostra que é tudo questão de contato e alguma sorte. Dependesse de qualidade, talento, Natal exportaria para o Brasil mais do que frutas tropicais, pescados e Giliard.

Após desbancar dez artistas e bandas na seletiva para o Radar Indie, nos dois dias do evento do Mada, o quinteto AK-47 prepara as malas para incursão à Europa. O grupo foi confirmado como um dos headlines do festival Open Circle Festival, na cidade de Spreitenbach, Suíça. A bagunça começa em 3 de setembro. Até lá, a galera estenderá o pires em busca de patrocínio para os 22 dias de excursão.

Além do show na Suíça, a banda se apresentará na Áustria, Luxemburgo, França, Itália e Alemanha, em turnê com os dez shows agendados. A banda será a única atração brasileira em três edições do festival europeu. “O festival na Suíça será a porta de entrada para os outros shows. Temos que confirmar participação até a segunda quinzena de agosto, com toda a documentação, inclusive as passagens”, disse o baterista Artur Dantas.

As tentativas para coletar quantia próxima a R$ 15 mil para as passagens virão sob duas frentes. A primeira é nacional, com inscrição nos editais do Ministério da Cultura – já que o município e estado já negaram ajuda. A segunda é junto à iniciativa privada. O retorno da imagem vem pela mídia espontânea e marca no festival com público estimado em mais de 3 mil pessoas.

Radar indie
Semana passada a banda AK-47 e o grupo Pedubreu foram os vencedores da seletiva promovida pela produção do festival Música Alimento da Alma (Mada) – o maior do Estado e de repercussão nacional – para se apresentar na programação alternativa do evento. Disputaram com outras dez bandas, entre elas Clara e a Noite, Yanks, Decreto Final e músicos renomados como Júlio Lima.

Artur atribui o sucesso aos quatro anos de trabalho. Nesse período, a banda conseguiu projeção local ao tocar em festivais como o Dosol e CaosNatal, e nacional, ao se apresentar, em 2009, no Palco do Rock, em Salvador. Foi lá onde abriu o show da banda suíça UnderSchool Element e o contato dos produtores das duas bandas resultou no convite para tocar no festival da Suíça, em setembro.

A AK-47 já foi citada pela revista Rock Star, na Suíça, como um das atrações do festival. “O nome da banda é uma metáfora de como a música pode atingir uma pessoa. É uma alegoria para o uso dessa arma. O nome ganhou força depois que a perspectiva política foi deixada e passamos a investir mais no aspecto visual e artístico. Começamos a trabalhar com ideias performáticas, um processo gradual de amadurecimento. Então, a AK-47 é uma arma em constante uso e novas significações”, detalhou o vocalista Juão.

Um dos pontos altos dos shows da AK-47 fica por conta das performances temáticas preparadas pelo grupo a cada apresentação. Geralmente, as idéias surgem de Juão, que mescla a experiência adquirida no curso de Licenciatura em Teatro e apresenta o esboço para os demais integrantes que elaboram conjuntamente um conceito único. As performances fazem referências a personagens e a obras literárias, cinematográficas e de artes plásticas que possuam relação com a proposta da banda.

A banda já surgiu com som intenso, pesado e fluido. A singularidade é marca da AK-47, com foco em músicas próprias, reflexo de espontaneidade e criatividade dos componentes. O grupo teve início em festivais de colégio, mas logo cruzou os muros estreando para o grande público no evento “New Generation” que abriu as portas para novas bandas do Rio Grande do Norte.

O grupo AK-47 é formado por Juão (voz), Gil (guitarra), Renno (guitarra), Teta (baixo) e Artur (bateria). Apesar de priorizar as músicas próprias, a banda chegou fazer versões de canções bastante conhecidas como Frevo Mulher de Zé Ramalho e Another Brick in the Wall do Pink Floyd.

* Matéria publicada neste sábado no Diário de Natal
- Foto de Diego Marcel

"Sobre o que restou", na Casa da Ribeira


A Procura-se Companhia de Dança apresenta neste domingo o espetáculo “Sobre o que restou”, às 20h, na Casa da Ribeira.

A encenação se apóia nas várias situações da vida cotidiana, trazendo à tona as fragilidades dos laços afetivos. Os bailarinos Rodrigo Silbat e Anádria Rassyne, sendo está última, também, diretora do espetáculo, interpretam, por meio da dança, um casal em crise.

As situações e sentimentos que são gerados como conseqüência da exaustão de uma rotina perturbada, além das possibilidades e possibilidades de reinventar a vida durante o passar do tempo também são temas, nos quais a encenação se baseia.

“Sobre o que restou” é o primeiro trabalho da Procura-se Cia. De Dança e teve orientação da professora do Departamento de Artes da UFRN, Náira Ciotti. A iluminação é assinada por Ronaldo Costa.

Contato: 8803-5701

Espetáculo: Sobre o que restou
Dia 27 de junho
20h
Casa da Ribeira
Reserva de ingressos: 3211-7710

Protesto contra a lei de direitos autorais

* Bom destacar que o texto abaixo foi enviado pela assessoria de imprensa que presta serviço ao ECAD.

Nesta semana, artistas se reuniram na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, para protestar contra a iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) de alterar a atual lei de direitos autorais brasileira (9.610/98). Entre os artistas presentes estiveram Sandra de Sá, Rick (da dupla Rick e Renner), Danilo Caymmi, Fernando Brant, Nei Lopes, Pery Ribeiro, João Roberto Kelly, Silvio Cesar, Walter Franco, Billy Blanco, Doris Monteiro, Carlos José, Selma Reis, Altair Veloso, Joelma, Helen de Lima, Paulinho Rezende, Tchê do Swingue, Lady Francisco, Humberto Tavares, Paulo Cesar Feital, Genaro da Bahia, Zé Bahiano, Chico Xavier, entre outros. Robin Gibb, do grupo Bee Gees, e presidente da CISAC (Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores), enviou, via vídeo, sua solidariedade aos artistas brasileiros, manifestando-se contra as iniciativas do Ministério da Cultura do Brasil em interferir na gestão dos direitos dos artistas brasileiros. A CISAC representa em todo o mundo cerca de 2,5 milhões de autores.

O evento também contou com a presença de outros representantes do segmento cultural como a professora Silmara Chinelatto, Professora de Direitos Autorais da USP, Dalton Morato, advogado da Associação Brasileira de Direito Reprográficos, o produtor, pesquisador e historiador da MPB, Ricardo Cravo Albin, e alguns dirigentes de sociedades de direito autoral.

A iniciativa do MinC causou polêmica na classe artística, principalmente por dar ao Ministério o poder de decidir sobre a utilização das obras artísticas. Assim, quando um titular de direito vetar a utilização de uma música de sua propriedade, o MinC terá o poder de decidir, em nome do “acesso à cultura”, pela utilização e pela o pagamento dos direitos será feito ao Ministério. Os artistas explicaram que não são contra a disseminação da cultura. Mas consideram que esta é uma obrigação do Estado, e foram taxativos ao afirmarem que isso deve ser feito através de políticas públicas que não prejudiquem os seus direitos autorais, tão duramente conquistados e preservados na lei que se encontra vigente.

Os artistas que participaram do encontro foram unânimes no combate à proposta de ingerência do Governo. “Só quero colocar meu trabalho onde acredito e quero ter o direito de receber por isso. A proposta do MinC é uma ditadura, autoritária demais”, afirmou Selma Reis, atriz e cantora. Para Sandra de Sá, a principal questão a ser discutida foi o fato do Ministério não ter consultado a classe artística. Indignada, a cantora pediu desculpas, mas desabafou: “A classe artística tem que se unir! Temos que ir a Brasília defender nossos direitos e dizer ao Ministro que a classe artística nunca pediu ao Governo que a gestão de direitos autorais fosse mudada. "

De acordo com Dalton Morato, não existe lei no mundo que traga penalidades ao autor como as prescritas na proposta do MinC. “É uma lei cara-de-pau”, afirmou. Para outra especialista no assunto, Dra. Silmara Chinelatto, o projeto de lei do MinC não trata o artista como um trabalhador, o que é de se admirar quando o presidente da República é do Partido dos Trabalhadores. “Quem compensará o autor pelo acesso à cultura?”, indagou.

“O Ministério da Cultura teve sete anos para elaborar o projeto de lei e agora nos dá 45 dias para análise e manifestações. Esse Ministério é fascista”, relatou o compositor Fernando Brant, afirmando que o projeto é fundamentalmente inconstitucional. Danilo Caymmi compartilha do mesmo pensamento. “O Projeto de Lei do MinC é ideológico, radical e contra a liberdade de expressão. Os que dependem da execução pública de suas músicas serão os mais prejudicados”, posicionou-se. “Todos nós somos donos de nós mesmos. Somos amparados pela Constituição. Temos que fazer valer os nossos direitos. Não é o governo que manda na gente”, manifestou-se Rick, da dupla sertaneja Rick e Renner. O sambista Nei Lopes traçou um comparativo entre o projeto de lei atual e a forma em que a lei de 1998 foi implementada. “A lei autoral em vigor foi discutida por anos, foi um debate prolongado e que ouviu toda a classe artística, o que não ocorre no presente momento”.

A conclusão da classe é que o anteprojeto de lei não foi feito em benefício dos artistas, mas a favor de provedores de sinais de conteúdo e daqueles que utilizam a música para benefício de seu próprio negócio, resistindo ao pagamento do direito autoral. Indignados, os artistas também afirmam que as alterações propostas violam a Constituição Federal, os Tratados e Convenções Internacionais firmados para o Brasil, além da Convenção Universal dos Direitos Humanos. “O mais importante dessa questão é que nenhum artista foi consultado. O Projeto de Lei é um desrespeito a todos àqueles que trabalham com direito autoral. Sou do tempo em que só existiam três sociedades de música. Conquistamos tudo palmo a palmo, a sangue e a suor”, relembrou João Roberto Kelly, famoso compositor de marchinhas carnavalescas. “O MinC quer brincar com a lei. O Projeto de Lei está mal colocado e sem embasamento jurídico e de vida”, completou. “A inadimplência é muito séria. Diante desta proposta do MinC, que está contra os autores, proponho que o próprio Ministério da Cultura seja extinto”, sintetizou o músico e compositor Billy Blanco.

O evento não poderia terminar de outra maneira a não ser com música. A cantora Joelma transformou em canção a indignação dos artistas presentes. “Tira a mão do meu direito / quem anda direito sou eu/ tira a mão do meu dinheiro / quem manda nele sou eu”. Também houve apresentação da cantora Morana, que participa do projeto “MPB nas escolas”, do Instituto Cravo Albin e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, levando a crianças e adolescentes a história da música brasileira em versão cantada. A apresentação terminou com “palhinha” de Sandra de Sá e Joelma, com a interpretação de “Carinhoso”, de Braguinha e Pixinguinha.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A morte dos blogs

Por Renato Cruz
no Estadão

O Facebook e o Twitter têm feito as pessoas abandonarem os blogs, segundo a revista The Economist:

“Dados sólidos sobre a blogosfera são difíceis de conseguir. O sinais que existem, no entanto, apontam todos para a mesma direção. No começo da década, as taxas de crescimento tanto dos blogs quanto de seus visitantes estavam próximas de uma linha vertical. Agora o tráfego de dois dos mais populares sites de hospedagem de blogs, Blogger e Wordpress, está estagnado, segundo a Nielsen, uma empresa de pesquisa de mídia. O tráfego do Facebook, por outro lado, cresceu 66% no ano passado e do Twitter 47%. A expansão da publicidade também está desacelerando. A Blogads, que vende anúncios para blogs, disse que as consultas de compradores de espaço cresceu quase 10 vezes entre 2004 e 2008, mas aumentou somente 17% desde então.”

Em Teu Nome estreia no Moviecom


O filme Em Teu Nome entra hoje em cartaz na Moviecom Praia Shoppping. O longa se passa no início dos anos 70, quando o Brasil vivia o endurecimento da ditadura militar. A sociedade se organizava e resistia das mais variadas maneiras. Alguns grupos políticos optaram pela luta armada para enfrentar o regime. Neste contexto, Em Teu Nome conta a história de Boni, um estudante de engenharia de origem humilde que adere a luta armada, mas carrega dúvidas e medos a respeito de sua escolha. Boni teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia. Como tantos, é preso, torturado e banido do país ao ser trocado por um embaixador suíço no chamado Grupo dos 70.

Baseado na história real de João Carlos Bona Garcia, Em Teu Nome já foi premiado com quatro Kikitos no 37º Festival de Cinema de Gramado em 2009: Melhor Diretor para Paulo Nascimento, Melhor Ator para Leonardo Machado, Melhor Trilha Sonora para André Trento e Renato Muller e Prêmio Especial do Júri. Selecionado para o 26th Chicago Latino Film Festival (16-29 de abril 2010). No elenco Fernanda Moro, Nelson Diniz, César Troncoso, Silvia Buarque e participação especial de Marcos Paulo.

Site: http://www.emteunome.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Antônio Nahud estreia coluna de cultura

O escritor e jornalista Antônio Nahud Júnior estreou coluna de arte e cultura na revista eletrônica Versátil News. Com oito livros publicados e vasta trajetória jornalística – entrevistou quatro prêmios Nobel de Literatura, entre eles, José Saramago -, disse pretender nesta coluna renovar a tradição da informação cultural, numa releitura de vanguarda, opinando com coerência e bom humor, destacando artistas inspirados, resgatando o melhor do passado e testemunhando momentos-chave da arte potiguar, brasileira e mundial. Tudo para valorizar o papel do artista e sua relevância para a cultura contemporânea.

www.versatilnews.com.br
(clicar à esquerda “Cultura”)

Deus não existe!...

Por animau çinixtro
na Revista Bula

Se Deus existe, Ele passou muito tempo na moita até que pudesse ser percebido por alguém. O universo, como existência física, é estimado em 14,5 bilhões de anos pelo calendário terreno, quando surgiu de um ovo pré-universal, numa explosão espetacular, cujos estilhaços formam os monumentais corpos celestes. Em um desses estilhaços, dos bem pequenos, é verdade, o Homo sapiens, a nossa espécie primordial, surgiu há cerca de 145 mil anos, ou seja: a nossa existência no universo ocupa o percentual infinitamente miúdo de 0,001% da existência do mundo.

AQUI

A saideira de “Lourinho”

Dono do tradicional Bar do Lourival morre decorrente de problemas cardíacos aos86 anos

A boemia natalense amanheceu de ressaca. Dessas de deixar o corpo encurvado feito berimbau. A salvação no caldo de mocotó do Bar do Lourival tem gosto amargo nesta quinta-feira cinzenta, véspera de mais um jogo do escrete canarinho. Amanhã, tudo vira futebol e o livro da história de Natal recebe mais um capítulo dedicado às tradições boêmias e costumes do chamado Plano Palumbo. O dono do bar mais antigo de Natal tomou sua última dose de vida na madrugada de ontem e deixou amigos e adeptos do verdadeiro buteco órfãos da última saideira com “Lourinho”.

Lúcio Lourival da Silva morreu aos 86 anos decorrentes de problemas cardíacos, no hospital da Hapvida (Antônio Prudente). Há uma semana foi levado à UTI quando sofreu pequenos infantes. O currículo de internações hospitalares de Lourival é recheado. Só de cirurgias foram seis safenas e duas mamárias. Era também diabético. A luta contra a morte foi uma constante nos últimos anos. O corpo foi velado durante a manhã e sepultado às 17h de ontem, no Cemitério Morada da Paz, em Emaús. Amigos e assíduos do velho bar estiveram presentes.

O bar já vinha administrado por Lourival Filho há alguns anos, quando o pai piorou a saúde e se afastou do buteco criado há 45 anos. À época, Lourival era contínuo do Banco do Povo. Trabalhou lá 35 anos até alugar o ponto onde hoje está situada a sede da Rádio 96, situada próximo à casa onde morava. Comprou depois a casa ao lado do ponto alugado - do famoso construtor Joaquim Vitor de Holanda, responsável pelos projetos do Atheneu, Colégio das Neves e outros -, encerrou o aluguel e montou o bar nos jardins da residência.

À frente, a sede do Diário de Natal, na Deodoro da Fonseca. E a avenida, então dos principais corredores de tráfego da cidade - recebia ali a sua universidade popular, o ponto de encontro da boemia natalense. Jornalistas como João Batista Machado, Jurandir Nóbrega, Ubirajara Macedo e outros logo tomaram o bar como segunda casa. “À época, o Diário promovida shows no auditório e de calouros na Rádio Poty. Tinha também o Cinema e o bar ficava em frente. Quando tínhamos dinheiro, se pagava, quando não, pendurávamos a conta”, lembra o jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti.

Paulo era dos jornalistas do Diário de Natal frequentadores do bar ainda embrião. Recorda ainda do “butequinho vizinho onde hoje é a 96” e só depois ampliado com a compra da casa ao lado. “Ele sempre foi muito atencioso e amigo com quem chegava. Mas mantinha distância e sabia deixar os frequentadores à vontade”. “Seo”Lourival nunca soube responder quando o bar foi começou. Arriscava um “maio de 66” incerto, desconfiado. Certeza mesmo, a lembrança da avenida Deodoro ainda de barro e à espera do progresso.

A arte do encontro
Se diariamente o carneiro na nata, o guizado ou a famosa paçoca encontram bocas anônimas a saborear papos de buteco (buteco com “u”, o verdadeiro, e sem pedir licença poética), o bar também foi memória. Por lá passaram o rei Pelé (a foto estampada no mural do bar), Luiz Gonzaga, e a música e presença boêmia de Sílvio Caldas e Altemar Dutra. Afora as estrelas locais e nacionais que se apresentavam na Rádio Poty e jogavam o “segundo tempo” no Bar de Lourival. “Eles vinham se apresentar, ficavam conversando e acabavam se aproximando dos clientes”, contou “seo” Lourival ao Diário, em 5 de março de 1996, quando comemorou 30 anos do bar.

Já naquela época, Lourival disse estar “cansado e sem forças para tocar o bar”. A morte da mulher Liege Silva há poucos anos agravou o estado de saúde de um dos patriarcas da vida boêmia da cidade, que ensinou a muitos onde mora a verdadeira vida. Como disse o poetinha Vinícius, “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. E Lourival convidou, sem formalidades, anônimos e sinônimos ao roteiro lírico e sentimental do bar - onde brotam causos e causas, teorias de “butiquin” que costumam salvar a vida do perigo da realidade crua, porque butecos são também palcos da alegria ilusória, convidativa e necessária.

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

De ilusões cegas e guerras malvadas


Coletivo Bruto chega a Natal para apresentar peça reflexiva sobre as formas de alienação mercadológica

A Companhia Coletivo Bruto da Cooperativa Paulista de Teatro entra em cartaz hoje e permanece até domingo no Barracão Clowns de Shakespeare com a peça “Guerra Cega Simplex Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada”, assim mesmo, de nome pomposo e sem pontuação. A peça de Fritz Kater e Pernille Sonne vai abordar “A Tragédia – O Capital”, uma relação ilusória do agente com seus atos. Essas apresentações acontecem sempre em espaços de grupos teatrais com a finalidade de promover trocas estéticas entre o Coletivo, grupos e público de cada cidade.

Após cada apresentação, o Coletivo Bruto realiza uma espécie de aula aberta cujo objetivo é promover debate acerca de questões levantadas no espetáculo, tendo como ponto de partida uma aproximação entre o modo de intervenção do destino nas tragédias gregas e o modo de intervenção das regras do sistema capitalista no mundo contemporâneo. A aula é ministrada pelo professor e integrante do Coletivo Luiz Henrique Lopes, doutor em Filosofia pela USP, que faz dessa aproximação o eixo para uma reflexão sobre as formas de alienação características do mundo das mercadorias.

A intenção é explorar, em conjunto com o público, o potencial crítico do espetáculo, não apenas do ponto de vista político, mas também estético e da dramaturgia. Nas duas ocasiões em que essa atividade foi realizada, ela despertou interesse e contou com a participação ativa tanto do público universitário como de profissionais do teatro.

“Na tragédia grega ou na sociedade capitalista, os agentes praticam atos cujo sentido real frequentemente lhe é oposto. Essa relação ilusória do agente com seus atos não é acidental. É por meio dela que se realizam os propósitos das forças sobre-humanas que movimentam as vidas individuais. Numa tal situação, como exigir do indivíduo que assuma a responsabilidade por seus atos?”, pergunta o professor Luiz Henrique Lopes ao dar o mote da aula aberta, ministrada e discutida após a apresentação do Coletivo.

O Coletivo Bruto se uniu pelo desejo de integrar varias linguagens privilegiando o discurso poético e não a especificidade do teatro, ou da dança ou do vídeo, unindo assim, também, teoria e prática. A Cia. optou pelo texto de Kater, como trabalho inaugural, exatamente por esta abertura de linguagens e estilos que ele traz. Cada um dos integrantes veio de experiências anteriores em teatro de grupo ou coletivos artísticos, além do desejo é trabalhar com bastante abertura com relação a quem encabeça os projetos ou os suportes que utilizamos para este ou aquele trabalho.

Coletivo Bruto em Natal
Peça: Guerra Cega Simplex Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada
Onde: Barracão Clowns de Shakespeare (à Avenida Amintas Barros, 4673, Nova Descoberta)
Quando: de hoje a domingo
Preço: R$ 10
Horário: das 14h às 20h.
Contato: (84) 3221-1816 ou (84) 8707-9232.
Ingressos: R$ (à venda no local)

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal
- Foto de Laura Wrona

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Inscrições para a Rede Potiguar de Música

No intuito de conferir maior visibilidade à música produzida no Rio Grande do Norte, a Rede Potiguar de Música abre inscrições gratuitas até o dia 30 de junho para cantores, músicos, compositores, instrumentistas, produtores, empresários, técnicos, prestadores de serviços especializados, jornalistas, associações e coletivos, entre outros interessados em figurar no catálogo impresso a ser lançado durante a realização da SBPC Cultural, em julho próximo. Visite o endereço www.redepotiguardemusica.com.br e cadastre-se.

A meta da Rede é lançar o catálogo durante a SBPC Cultural, em julho próximo, que servirá como guia de referência nacional para quem quer contratar e conhecer artistas e profissionais que atuam na cadeia produtiva da música do Estado. Após lançamento em Natal, o catálogo será distribuído nacionalmente a partir da Feira de Música de Fortaleza - CE.

Impresso na gráfica Manimbu com apoio da Agência Cultural do Sebrae-RN e da Fundação José Augusto, o catálogo também será distribuído em outras Feiras e Festivais de música do país, seminários, palestras, conferências e eventos que buscam fomentar a economia criativa. O guia também fará parte do acervo da FJA e do Sebrae-RN, e estará disponível para distribuição durante iniciativas promovidas por essas instituições.

Inscrições no Catálogo impresso da Rede Potiguar de Música
Até dia 30 de junho através do site www.redepotiguardemusica.com.br
Inscrições gratuitas
Informações: 8827-2006 | redepotiguardemusica@gmail.com

Rock e Blues em Ponta Negra

Eu, Edu e os Caras Inicia temporada às quartas no Sgt. Peppers

Eu, Edu e os Caras, banda formada por músicos natalenses, que se dedicaram a expressar sua musicalidade através do blues e do rock, inicia nova temporada de shows no Sgt.Peppers de Ponta Negra com repertório voltado para blues e clássicos do rock, abrindo espaço também para canções autorais.

O quarteto é formado por Edu Gomez (guitarra, vocais), CBI (voz e gaitas), Móisés Lima (baixo, vocais) e Samir Santos (bateria). O grupo vem criando versões diferenciadas de clássicos de rock do Black Sabath, Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, entre outros.

“Aproveitamos nosso conhecimento e experiência em várias bandas que marcaram a cena local nos últimos 20 anos para elaborar um projeto que unisse estes dois gêneros que têm uma ligação profunda entre si”, explica o vocalista CBI que no início dos anos 90formou o grupo Bandeira do Urso, um dos primeiros a tocar Blues na cidade.

Alguns anos depois o vocalista criaria o Mad Dogs ao lado de Edu Gomez, uma das bandas que mais divulgaram o blues natalense. Com vários shows no estado e no país, CBI participou de eventos internacionais na Inglaterra e na Argentina para interpretar a obra dos Beatles.

Edu Gomez é um dos guitarristas mais dedicados ao rock e blues do Rio Grande do Norte. Após sua passagem pelo Mad Dogs, Eduardo formou o projeto Poetas Elétricos, ao lado do poeta Carito. Gravou posteriormente o disco solo Motriz com peças instrumentais.

O baixista Moisés Lima integrou as bandas Florbela Espanca, GRM Blues e Bourbon 33 na década de 90. Participou ainda dos projetos Antônio Maria, Mr.Blues e Blue Mountain. Atualmente integra a banda os Grogs que toca rock dos anos 50, 60 e 70.

O baterista Samir pertence a uma geração mais recente de instrumentistas locais que têm se voltado para uma crescente divulgação do hard rock potiguar. É também integrante das bandas Jack Black e For Sale. Integrou nos anos 90 a banda Roduback

Eu, Edu e os Caras
Datas: quartas de junho
Horário: 21h
Local: Sgt. Peppers (Ponta Negra)
Informações: 8855 3916 e 8885 5649 (Samir)

Concerto que conserta

Concerto realizado hoje reúne alunos do maior projeto social relacionado à música no Rio Grande do Norte

Música nos dias de hoje é sinônimo de ritmos populares como forró, axé, pop, rock, samba, sertanejo e funk. Raramente nomes como Bach, Beethoven, Mozart e Chopin são mencionados. Quando são, geralmente são associados às campanhas publicitárias ou aos filmes. Quem não se esquece da clássica propaganda dos sabonetes Vinólia ao som de Quatro Estações, de Vivaldi? Ou da “música do gás”, originalmente chamada de Für Elise, de Beethoven?

Agora imagine o contato da música clássica entre crianças e jovens da periferia. Parece uma situação quase surreal quando suas referências são práticas sociais e culturais essencialmente descartáveis. Pois é nesse campo onde trabalha o violoncelista de renome internacional Fábio Presgrave. Meninos e meninas entre 8 e 18 anos, estudantes de escolas públicas de Macaíba são o alvo de um projeto sócio-pedagógico de cunho profissionalizante por meio da música.

O maior projeto social neste segmento no Rio Grande do Norte – parceria entre a UFRN e a Prefeitura de Macaíba – reúne, às 19h30 de hoje, 90 dos 500 alunos da Escola de Música de Macaíba (EMMA) para um concerto no Pax Clube. A entrada é franca. O repertório une música clássica e contemporânea – desde Luiz Gonzaga a John Lennon, passando por J. Strauss a Tom Jobim –, executadas pela Orquestra Municipal, a Banda Sinfônica, e o Coral da EMMA. Todos formados por alunos bolsistas do projeto.

A orquestra é regida pelo professor da UFRN Ronedilk Dantas. O evento também conta com a presença dos renomados artistas Carlos Zens e Sergio Farias, apadrinhando o Núcleo de Música Popular da escola. Os três grupos formam o centro do trabalho de música de concerto da Escola de Música de Macaíba. Um outro “braço” do projeto será implementado no assentamento agrário de Macaíba, José Coelho de Souza. Um dos alunos do projeto, bolsista do curso técnico da UFRN, ministrará as aulas para crianças e jovens do local, sob supervisão de Fábio Presgrave.

Fábio Presgrave destaca que 90% da música ensinada aos alunos é de compositores nascidos há mais de 200 anos – pura música erudita. Na rigorosa prova que exige alto conhecimento teórico e prático de música, promovida pela Escola de Música da UFRN – referência no Estado –, o índice de aprovação de alunos tem sido acima da média. No projeto, muitos alunos têm contato direto com alguns dos músicos mais renomados do mundo. “Alguns maestros se emocionam com o trabalho e com os meninos e enviam depois materiais, entre instrumentos e cordas”, destaca Fábio.

“O projeto é profissionalizante. Não é apenas uma escola de música para iniciar o aluno na área, ou mesmo, em nosso caso, tirar crianças em situação de risco. Mas mesmo quando algum aluno não se torna profissional, ele adquire disciplina e capacitação para outras atividades”. Ainda segundo o violoncelista, um dado obtido pela Secretaria de Educação de Macaíba também aponta melhor rendimento escolar entre os alunos atendidos pelo projeto.

Projeto pode ser replicado em outras cidades
O concerto de hoje marca a estréia da banda e do coral da EMMA. Mas a orquestra ainda é a principal ferramenta metodológica de ensino do projeto. Após a associação com a UFRN em 2008, através de convênio com a FUNPEC, a orquestra tem se apresentado com sucesso em eventos como o Festival Internacional de Musica de Câmara da UFRN e 20ª Semana da Música da UFRN e trabalhado com músicos como Fany Solter (Alemanha – Reitora da Hochschule de Karlsruhe), Renato Bandel (SP – coordenador do Festival de Campos do Jordão) e Maria Fernanda Krug (SP- concertino da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo).

Fábio Presgrave cita o exemplo da Venezuela para dimensionar a importância desse tipo de projeto social. “Lá é um número absurdo de jovens atendidos por projetos sociais relacionados à música. São mais de 700 mil. Eles modificaram o horário escolar para adequar todos ao projeto. Aqui atendemos 500 crianças e jovens em uma população de 50 mil habitantes. Agora imagine se o projeto fosse replicado em pelo menos mais três ou quatro municípios vizinhos. Teríamos outra situação na educação dos nossos jovens”, estima o professor.

Pregrave afirma que o projeto se deu por iniciativa da prefeitura de Macaíba (infraestrutura e pagamento dos bolsistas) graças também ao convênio firmado com a UFRN (administração e pedagogia). “Não basta o alto investimento. É preciso um corpo docente qualificado para tocar o projeto. Somos em quatro professores da UFRN na coordenação do projeto e mais 18 bolsistas – bacharel ou licenciado – da UFRN supervisionados de perto por nós. É um investimento razoável, mas de custo menor do que cuidar desses jovens em outras situações mais complicadas”, sugere o violoncelista.

O violoncelista Fabio Presgrave é doutor em música pela Unicamp. Pertence a uma nova geração de músicos brasileiros que vêm redefinindo o conceito da música de concerto. Trabalha o repertório clássico e contemporâneo, criando pontes sonoras entre diferentes épocas e estilos. Recebeu seus títulos de Bacharel e Mestre em Performance pela renomada Juilliard School of Music em Nova Iorque, onde estudou com Harvey Shapiro e Joel Krosnick. Ainda nos Estados Unidos recebeu os prêmios Eleanor Slatkin e Felix Salmond.

Programa
- Wave (Tom Jobim)
- Samba de Verão (Marcos Valle)
- O barquinho (Roberto Menescal)
Pamela Araújo (voz e violão)
Jeferson Xavier (guitarra)
Allan Simplicio (baixo elétrco)
Kleiton Rodrigo (bateria)
- Canone
Coral da Escola de Música de Macaíba
- Asa Branca (Luiz Gonzaga)
- Imagine (John Lennon)
Banda da Escola de Música de Macaíba
- Pizzicato Polka (J. Strauss)
- Lamento Nordestino (Marcos Araújo)
Orquestra da Escola de Música de Macaíba

Concerto da Escola de Música de Macaíba
Data e hora: hoje, às 19h30
Onde: Pax Clube, em Macaíba
Contato: 8861-2027
Entrada franca

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

terça-feira, 22 de junho de 2010

Foto oficial de Tropa de Elite 2


Tropa de Elite 2 estreará em 8 de outubro no Brasil. Esta é das poucas fotos oficiais de divulgação do novo longa de José Padilha. Emilio Orciollo Netto, que interpretará Valmir, um agente administrativo que trabalhará lado a lado com o Capitão Nascimento (Wagner Moura) com o foco investigativo em suas missões.

Comentário inútil 14

Minha colocação no bolão não está lá das melhores, embora acredite que os entendidos da coisa também estão se dando mal com tamanhas zebras e gols perdidos de quem se espera mais. Mas olhem aí o que eu escrevi em 11 de junho, precisamente às 9h57: "Barreira... ops, Parreira está prestes a quebrar duas marcas nesta Copa: a de técnico com maior participação em partidas do evento e a de primeira seleção anfitriã eliminada na primeira fase. Nessa chave, podem apostar em Uruguai e México para as oitavas". Na mosca!

Atrito de Dunga com Globo envolvia negociata


O UOL Esporte apurou que a Globo negociou diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção, entre os quais Luis Fabiano. As entrevistas iriam ser exibidas durante o programa “Fantástico”, no domingo, horas depois da partida contra Costa do Marfim, vencida pelo Brasil por 3 a 1. Dunga vetou o acerto.

O incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”

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África para além do futebol


Mostra gratuita de cinema exibe 37 filmes do cineasta-antropólogo Jean Rouch no auditório do Sebrae

Antes de Glauber Rocha empunhar uma câmera na mão a partir de uma ideia na cabeça para criar o Cinema Novo, o francês Jean Rouch já adotava o formato dos equipamentos leves e equipe de produção cinematográfica reduzida para produzir seus filmes. Foram mais de 100 ao longo do século 20. Todos amparados na antropologia, sobretudo da cultura dos povos africanos. Jean Rouch pintou uma África real, longe das belezas ficcionistas exibidas nas últimas semanas em razão da Copa do Mundo de futebol promovida no continente de tantas mazelas, cores e contrastes.

Desde ontem o auditório do Sebrae é palco para exibição de 37 filmes de Jean Rouch – o mais importante cineasta de filmes etnográficos. São longas e curtas-metragens, a maioria inédita no Brasil. Ao fim de cada filme, o curador da mostra, o professor de cinema e filósofo Mateus Araújo Silva, debate com o público a obra do documentarista francês, seu legado, sua relação com a antropologia e com a linguagem cinematográfica. A entrada é gratuita e a programação é continuada, a partir das 15h até às 20h.

Mateus delimitou um recorte conciso, mas não menos representativo da obra e do itinerário de Jean Rouch (1917-2004) nos aspectos temáticos, geográficos e nos valores estéticos. “Se muitos sabiam que Rouch é um cineasta fundamental e um africanista importante, pouquíssimos haviam tido um contato direto e efetivo com o conjunto de sua obra. Sua vasta filmografia, que aguardava uma retrospectiva ampla, agora é devidamente resgatada”, afirmou o curador da Mostra.

A professora de cinema e pós-colonialismo do Núcleo de Antropologia Visual da UFRN, Lisabete Coradini diz que o legado do trabalho antropológico de Rouch encontrou no cinema uma forma de interagir com o sujeito da obra. “O resultado das pesquisas antropológicas são publicações em livro ou relatórios entregues ao CNPQ, inacessíveis aos pesquisados, muitas vezes analfabetos. Rouch fez de seus documentários formas de interação com os povos africanos os quais pesquisou”.

Jean Rouch elegeu como objeto privilegiado do seu trabalho alguns países da África Ocidental (sobretudo Níger e Mali, mas também Costa do Marfim e Gana), dos quais deixou um acervo de imagens e sons sem paralelo. Também filmou muito na França e noutros países, revelando sempre, por onde tenha andado, curiosidade pelas diversas culturas e vontade de compreendê-las. Seus filmes influenciaram a geração de cineastas da Nouvelle Vague.

Nos anos 60, ele fez parte de uma vertente do documentário que ficou conhecida como “cinema verdade”. A essência desta escola questionava qual a verdade produzida no cinema, na eterna dicotomia entre a pesquisa histórica do documentário e a realidade ficcional. “Ele conviveu com os sujeitos pesquisados. Discutia e aperfeiçoava o filme junto à comunidade antes de concluí-la. Rouch dizia que, primeiro, produzia filmes para os africanos; segundo, para seus amigos; por último, para a Academia. Ele rejeitava a grande indústria cinematográfica”, disse Lisabete Coradini.

E foi a partir da forma simples de produção cinematográfica e a amizade com o cineasta Glauber Rocha, nos anos 60, a influência direta de Rouch ao Cinema Novo. Para o curador Mateus, Rouch inovou técnica, ética e esteticamente o cinema. Procurou tratar seus personagens como sujeitos e não apenas objetos do discurso fílmico. Na sua visão, o desejo de investigação do filme etnográfico oferece um ponto de convergência entre a subjetividade do criador e a objetividade do pesquisador – ou, de outro modo, entre arte e ciência.

“Em oposição a mestres da antropologia como Claude Lévi-Strauss (para quem o registro cinematográfico era ‘como um caderno de notas, que não deveria ser publicado’), Rouch entendia o documentário etnográfico como uma forma de estabelecer um diálogo com o sujeito do seu estudo, em vez de apenas descrevê-lo. Esta mudança de paradigma seria, para Rouch, uma maneira de contribuir para que a antropologia deixasse de ser ‘a filha mais velha do colonialismo’”, Mateus.

A Associação Balafon (responsável pelo projeto), conta com o patrocínio da Secretaria do Audiovisual e o Ministério da Cultura. A mostra foi estendida a mais seis capitais brasileiras, dentre elas Natal. A versão potiguar da mostra conta com a organização local do Navis (Núcleo de Antropologia Visual da UFRN), da Zoon e do Cineclube Natal, e com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), do Departamento de Antropologia (DAN) e do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN (CCLHA).

Mostra Jean Rouch em Natal
Quando: até sábado
Onde: Auditório do Sebrae (Av. Lima e Silva, 76, Lagoa Nova - em frente ao Estádio Machadão)
Hora: sessões a partir de 15h, com cópias em DVD legendadas
Entrada franca

PROGRAMAÇÃO DE HOJE
15h
Programa 2: Incursões noutros países da África negra: Gana e Burkina Faso (1953-57) 100’
- Mammy Water (Gana, 1953-1956) 18’
- Les maitres fous (Gana, 1955) 28’
- Baby Gana (Gana, 1957) 26’
- Moro Naba (Burkina Faso, 1957) 28’

17h
Programa 3: Primeiro ciclo de improvisações etnoficcionais I: migrações 92’
- Jaguar (Níger & Gana, 1954-1967) 92’

19h
Programa 4: Primeiro ciclo de improvisações etnoficcionais II: labirintos da identidade 73’
- Moi, un noir (Costa do Marfim, 1958-9) 73’

* Matéria publicada nesta terça-feira no Diário de Natal

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Iolanda de Chico Buarque ainda chateia


O cantor Chico Buarque - que completou 66 anos no sábado - continua bem executado nas rádios. De todo o seu vasto repertório, a canção Iolanda, gravada em 1984, continua a mais pedida pelas fãs. Segundo levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), o ranking das músicas do compositor mais tocadas nas rádios AM/FM é, em ordem decrescente, depois da canção consagrada por Simone, composto por Cotidiano, Tanto Mar, Folhetim e Roda Viva.

OBRAS MAIS EXECUTADAS CHICO BUARQUE - RÁDIOS 2005/2009

Título da Obra

IOLANDA
COTIDIANO
TANTO AMAR
FOLHETIM
RODA VIVA
PARTIDO ALTO
MEU CARO AMIGO
ANOS DOURADOS
OLHOS NOS OLHOS
BYE BYE BRASIL
O QUE SERA
VAI PASSAR
TANTA SAUDADE
JOAO E MARIA
MEU GURI
FUTUROS AMANTES
ESSA MOCA TA DIFERENTE
ELA FAZ CINEMA
ATE O FIM
AS VITRINES

Segura na cauda desse foguete!

Feira do Livro de Mossoró

Luiz Alberto Mendes vai participar de um bate-papo com o tema “A Literatura como Salvação Pessoal”. A apresentação será no dia 4 de agosto, no Circo da Luz. Luiz Alberto Mendes Junior (58) é natural de São Paulo. Permaneceu preso por 31 anos e 10 meses corridos, dos quais passou cerca de uma década alfabetizando e lecionando aulas de História e Geografia em todas as penitenciárias que viveu. Publicou três livros, dentre eles “Às Cegas”, que foi finalista do Prêmio Jabuti 2006, e tem uma coluna na revista TRIP há mais de sete anos. Idealizou e participou da produção do Guia Dicas junto à Secretaria dos Assuntos Penitenciários, produção que já teve três edições e distribuiu 200 mil guias para serem distribuídas aos ex-presidiários. Mendes ingressou em 1984 na PUC/SP como o primeiro detento a freqüentar uma faculdade no Estado.

Rosa de Pedra no Som Brasil


Vocês que estão conhecendo este humilde blog por uma entrevista leve e descompromissada com o excelente humorista Danilo Gentili, em vez de comentar as mesmas palavras de outras 200 e tantas pessoas, esqueçam essa entrevista sem muito a acrescentar na vida de vocês, tão exigentes, tão fãs do polêmico CQC e escutem esse som aí abaixo. É a banda Rosa de Pedra, que se apresentou semana passada na Globo, em um especial dedicado a Dominguinhos. Coisa boa de se ver e ouvir. Melhor do que pintarem de analistas do humor ou onbudsman do jornalismo brasileiro. É só clicar no link.

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À Dona Militana

Por Gláucio Câmara
artista da banda Pedubreu

A D. MILITANA

AO MORRER D. MILITANA
A ROMANCEIRA DO BRASIL
CHORAM MESTRES E A CULTURA
PELAS EXCELÊNCIAS QUE OUVIU.

SUA VOZ FORTE E ELOQÜENTE
A TODO CANTO CHEGOU
QUEBRANDO AS BARREIRAS
PORTUGAL ROMANCIOU.

SEU JEITO SIMPLES, DIRETO
SEM ARRUDEIOS,
SEM MEIO TERMO PARA DIZER

FEZ DELA UM SÍMBOLO
CULTURAL, PATRIMÔNIO
IMATERIAL DE UMA MAESTRIA
SE TORNANDO UM NOBRE SER.

MORREU DONA MILITANA, A ROMANCEIRA DO BRASIL!

SEU CANTO AINDA ECOARÁ
NAS VOZES DAQUELES
QUE IRÃO PROPAGAR
A HISTORIA DE UMA CABOCLA

QUE COM SUA VOZ ROUCA
POR ENTRE AS MATAS E O FACÃO,
CANTAVA SE DISTRAINDO
ENQUANTO O SOL IA SUMINDO
OS PÁSSAROS CANTAVAM SUA CANÇÃO.

OS MESTRES ESTÃO CHORANDO
POR MILITANA SALUSTINO
A ROMANCEIRA DO BRASIL.

QUEM NUNCA A OUVIU
SABERÁ IDENTIFICAR
NOS VERSOS E MELODIAS
A FORMA E SIMPATIA

O JEITO SIMPLES DE CANTAR....

* O grupo Pedubreu é de São Gonçalo do Amarante e tem como base de trabalho e pesquisa os romances e cantos de excelência que Dona Militana aprendera e recitava ao longo de sua vida.

Da suja politicagem jornalística

O jornalista Alex de Souza escreveu um lúcido texto publicado no Substantivo Plural para criticar políticos e jornalistas corruptos. Diria que um texto 95% perfeito. Minhas pobres observações estão lá nos comentários.

Queria abordar outro assunto, com alguma relação. É que imaginei quem são os leitores das tais matérias vendidas ou dos blogs comprados; quem alimenta a prática infame da informação deturpada segundo interesses financeiros particulares.

Pesquisas mostram o estrito percentual de internautas na grande rede. A internet ainda é campo restrito; diria que elitizado. Ou seja: quem acessa esses blogs vendidos são pessoas instruídas, interessados em política.

A entrevista de Rubinho Lemos à revista Palumbo fala algo a respeito. É mais vantajoso para um político reservar espaço em horário nobre de televisão. É a grande massa que os elege. Internet não lhe rende 5% do eleitorado.

Ora, então por que acessar essas páginas já cientes de que tudo ali é notícia comprada? A facilidade do clique, a gratuidade do acesso parece levar o internauta aos tais blogs e portais de notícias sem um mínimo crivo.

Outro dia publiquei por aqui um texto que criticava o "emburrecimento" causado pela internet. Duvido que essas mesmas pessoas comprem um livro fajuto. Mas acessam blogs e portais sem a mínima credibilidade, engordando o bolso desses "jornalistas".

Quais os blogs e sites mais acessados do Estado? Você que está lendo deve enumerar pelo menos cinco. Qual a credibilidade desses sites? Eles são comprados por quem? Que tipo de elogio político é publicado? E as críticas são bem construídas ou pelo menos existem?

Há também os sites anônimos-engraçadinhos ou os que vivem dos esculachos a quem lhe parecer ideologica e politicamente contrário. Já ouvi um roqueiro dizer que acessa um desses blogs só pra ver em quem o cara está batendo naquele dia porque os assuntos do site - até relevantes, algumas vezes - não lhe interessam.

Por aqui mesmo noto que quando teço minhas críticas - geralmente à Fundação José Gugu ou à Capitania das Artes - a "audiência" do blog aumenta. E se amenizo as reclamações, parece que fui comprado. E me chegam acusações, como se fosse parcial a tomada de posição favorável a qualquer iniciativa do poder público.

Em resumo quero dizer o seguinte: aquela galera que joga lixo pela janela do carro e culpa a prefeitura ou Caern pelas enchentes decorrentes dos bueiros entupidos, são também os leitores que engordam o bolo dos milhares de acessos dos blogs comprados e até disputados pelos políticos, tamanha a badalação e repercussão das "notícias".

Dia desses Jean Valério, assessor da prefeitura, desabafou no twitter a respeito de jornalistas inescrupulosos que desciam o pau na prefeita quando lhes eram negados cargos ou salários "por fora". Eles teriam coragem de cobrar qualquer benesse caso seu blog fosse pouco acessado?

Nem precisa de Maquiavel para explicar mais nada. A hipocrisia reina neste mundo animal. Alguns vendem a alma ao "mais frio dos monstros" - o Estado - como disse Nietzsche. E o monstro devora tais presas sem pestanejar. Mas há também as hienas e urubus, que chegam depois da matança para comer a carniça podre e sair e bucho cheio.

BNB Cultural

Artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados em inscrever propostas na edição 2011 do Programa BNB de Cultura - Parceria BNDES poderão participar de oficinas de elaboração de projetos em seis cidades norte-rio-grandenses. O primeiro evento ocorrerá hoje, das 14h30 às 17h30, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP).

João Câmara, Apodi, Assú, Jardim do Seridó e Santo Antônio receberão as oficinas nos dias 22 e 30 de junho, e 1º, 7 e 8 de julho, respectivamente. A participação é gratuita e as inscrições serão feitas nos locais de realização dos encontros 30 minutos antes do início das oficinas.

Ao todo, a iniciativa contemplará 54 cidades na área de atuação do BNB (Nordeste, mais norte de Minas Gerais e Espírito Santo). Com essa ação, o Banco visa oferecer maiores oportunidades de acesso aos recursos financeiros do Programa, que, desde a edição passada, conta com a parceria do BNDES.

Inscrições já começam
O período de inscrição dos projetos para o Programa BNB de Cultura será de 19 de julho a 13 de agosto deste ano, mediante entrega de seis vias impressas do formulário de inscrição. Ele deve estar devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário. O formulário e todas as informações necessárias aos proponentes estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste (www.bnb.gov.br/cultura).

No Rio Grande do Norte, a entrega deverá ser feita na Superintendência Estadual do BNB (Av. Antônio Basílio, 3006 – Ed. Lagoa Center, loja 35C – Lagoa Nova, Natal-RN), de segunda à sexta-feira, no período de 10h às 16h, ou pelos Correios, com remessa para o mesmo endereço, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento – AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.

No período de 16 a 29 de agosto, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, para verificar quais estão habilitados para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital. O resultado deverá ser divulgado no dia 30 de novembro.

Patrocínio cultural
O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com a parceria do BNDES, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa já patrocinou mais de 130 iniciativas no Rio Grande do Norte, com recursos superiores a R$ 2,1 milhões.
Em 2011, BNB e BNDES destinarão o montante de R$ 6 milhões para pelo menos 225 propostas nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,25 milhão), literatura (R$ 800 mil), artes cênicas (R$ 1,1 milhão), artes visuais (R$ 800 mil), audiovisual (R$ 800 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).

Calendário de Oficinas no Rio Grande do Norte:

Natal
Data: Segunda-feira, 21/06/2010
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel – TCP (Rua Jundiaí, 641 – Tirol)

João Câmara
Data: Terça-feira, 22/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura (Praça Monsenhor Freitas, Centro. Ao lado da Igreja Matriz)

Apodi
Data: Quarta-feira, 30/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura - (Praça Francisco Pinto. Ao lado da Prefeitura)

Assú
Data: Quinta-feira, 01/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Rua 24 de junho, S/N, em frente ao SESC)

Jardim do Seridó
Data: Quarta-feira, 07/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Agência do BNB (Rua Dr. Otávio Lamartine, 400, Ed. J. Medeiros, Centro)

Santo Antônio
Data: Quinta-feira, 08/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Centro de Convivência dos Idosos (Rua Cecílio Clemente Costa, S/N, São Domingos)

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 728 3030 e no portal www.bnb.gov.br/cultura

Novo CD do Radiohead


O Radiohead revelou estar terminando de gravar o seu novo álbum de estúdio. A banda inglesa não conta detalhes sobre o trabalho, mas garante que ele está diferente dos seus discos anteriores. Em entrevista à rádio "BBC6", o guitarrista Ed O'Brien defende o trabalho como a melhor coisa que o Radiohead já fez. "Fazer música com essa banda é tão bom quanto sempre foi", diz. Segundo o site "NME", os ingleses podem estar envolvidos novamente com Nigel Godrich, produtor que já trabalhou com o Radiohead em seus álbuns anteriores.

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Entrevista - Danilo Gentili


Humorista do CQC, Danilo Gentili responde com deboche às perguntas feitas pelo Diário de Natal

Imagine um pastor da igreja Batista entediado. Em outra cena, um humorista debochado de perguntas ferinas e vítima de safanões dos seguranças de políticos como José Sarney. O primeiro cenário quase vira realidade até que Danilo Gentili decidiu pelo humor. A religião foi buscada em razão de um “vazio” sentido na adolescência. O repórter mais polêmico do programa televisivo CQC explicou toda a história, da infância à nova fase de humorista celebrity à revista Rolling Stone, em 2009. Nas perguntas enviadas por email pelo Diário de Natal, as respostas foram desleixadas, mal escritas e sarcásticas, típicas de Danilo Gentili – um cara sem papas na língua.

Em seu blog cujos comentários ultrapassam os 300, o humorista é mais detalhista e não menos polêmico. Sobretudo quando o assunto é o humor praticado no Brasil, as celebridades ou a seriedade dos políticos do nosso congresso brasileiro. “Você consegue imaginar alguma celebridade brasileira com a inteligência só um pouquinho acima da média para embarcar numa piada que faz uma alusão óbvia e até agressiva sobre sua fraqueza, seus escândalos, sua má fama ou até mesmo sobre o seu peso ou escolhas erradas? Conhece alguém por aqui com bom senso o suficiente para não se ofender ou levar a sério quando um comediante pisa no seu mais dolorido calo?”, escreveu.

E fala sobre a padronização da comédia brasileira: “Mas aqui no Brasil não se admira o comediante de verdade. Porque a verdade não é admirável. Nossa cultura nos ensina a lucrar com a mentira. Rir com a verdade é algo que não entra na cabeça de ninguém por aqui. Aqui a verdade é feita para ser maquiada. A verdade não diverte ninguém. Assusta. Fiquemos então com os imitadores de Silvio Santos, os burros que falam palavras erradas, os trocadilhos, os contadores de anedotas, a gostosa semi-nua que faz biquinho e mostra a coxa e o cara em traje caricato que fala um bordão. Eles não incomodam ninguém. O comediante não é uma adorável companhia. Ele é um adorável Filho da puta! Isso é ser comediante de verdade!”.

Entrevista – Danilo Gentili

Todos os outros CQC's já vieram a Natal. Qual o diferencial do seu show que será apresentado próximo domingo?
O grande diferencial do meu show é que o meu não tem a mínima graça.

Dá para unir a rotina do Programa aos shows de Stand Up “sem perder a ternura”?
Não dá não, por isso eu falsifico atestados médicos pra chefia do CQC.

O CQC inaugurou novo tipo de humor, mesclado com jornalismo, ou jornalismo mesclado com humor. Qual a fórmula usada para que nem um nem outro sejam deturpados? Jornalismo e humor se encontram em que ponto da estrada?
Eu não posso falar a forma certa para que as coisas não sejam deturpadas porque o que tenho buscado a vida toda é deturpar tudo.

O CQC pode ser considerado uma versão evoluída do Casseta e Planeta?
Você está chamando os Cassetas de Macacos?

As pautas do CQC são decididas pelo Tas? Vocês têm liberdade de criação e sugestão? Como é a rotina dos cinco repórteres?
As pautas são decididas pelo momento e pelas oportunidades. E eu sempre tento abrandar isso porque não gosto de trabalhar muito.

Seu contrato com a Band é anual. E você deixa transparecer a figura de um repórter independente, que até já teve sugestão de quadros rejeitados. Até quando pretende renovar com o CQC?
Meu contrato com a Band reza que em 2011 trabalharei como âncora do Jornal da Band, por isso eu renovei.

O humor – ou anteriormente, a religião – foi uma válvula de escape buscada por você para amenizar a dor das perdas de seu pai e sua irmã?
Não, ele é uma válvula de escape pra eu ganhar dinheiro sem precisar trabalhar ou aguentar chefe chato.

Perguntar ofende? Qual o político mais simpático do Congresso?
Perguntar não ofende, por isso te faço uma pergunta: Sua irmã é piranha? hahaha! hooo... O congresso é a representação exata do povo brasileiro: 10% de pessoas com bom senso e o os outros 90% só Deus sabe...

Pra fechar, uma sessão “Caras”:
* Um filme? Cicciolina e o Ponei
* Um diretor de cinema? Ed Wood
* Uma música? Macho Man
* Um intérprete ou compositor? Preta Gil
* Um livro? Qualquer um do Lair Ribeiro
* Um escritor? Vicente Mateus

OBS: Após suportar 390 comentários criticando a entrevista, o humorista ou o entrevitador, me sinto no direito de, a partir de agora, rejeitar qualquer comentário. Cansei das mesmas palavras. Isso toma meu tempo e minha paciência. Talvez não tenham percebido porque o Gentili colocou um link apenas para este post, mas este blog é cultural, tem mais o que ler e comentar. Grato pela visita.

domingo, 20 de junho de 2010

Preá em ritmo de tartaruga


Revista cultural patrocinada pela Fundação José Augusto tem seu terceiro número em três anos

O preá é aquele bichinho veloz e até parecido com um coelho, muito encontrado em terras rurais. Não é o caso da celeridade burocrática dos projetos culturais promovidos pela Fundação José Augusto. A Revista Preá é um exemplo. Após mais de um ano e meio da última publicação, uma nova edição será lançada hoje à noite em Arez. O município é tema da reportagem principal da revista.

A editora da publicação, a jornalista Mary Land Brito afirma que a licitação que envolveu um complicado processo jurídico prevê mais três edições. Segundo a sua estimativa, mais dois números serão lançados ainda este ano. Além do editorial, a revista manteve a tradicional diversidade cultural de temáticas e projeto gráfico mais moderno, visto nas últimas edições da Preá.

Segundo Mary Land, o motivo do intervalo incomum entre as duas publicações foi causado pela insistência do Governo em contratar um diagramador do quadro funcional do Estado, mesmo sem qualificação ou tempo disponível para esse tipo de trabalho gráfico. “Foi muito tempo para convencer do contrário, que precisaríamos de alguém com melhor condição para esse projeto”, lamenta a editora.

Mary Land disse que resolvido esse imbróglio com abertura de uma espécie de concurso informal onde vários diagramadores enviaram seus trabalhos para uma seleção, o processo licitatório foi “complicado”. Além da demora comum desse tipo de procedimento, como foi aberto para o Brasil inteiro por pregão eletrônico, houve muitos questionamentos e travou a celeridade do processo”, ressaltou Mary Land.

Além do mapeamento cultural do município de Arez, feito por Sílvio Santiago, outro destaque é a entrevista com o poeta, membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins e personagem folclórico do Centro da Cidade, Pedro Grilo. A entrevista foi elaborada pela editora Mary Land Brito, que deixa a revista e entrega o leme ao novo comandante e atual assessor da FJA, o jornalista Carlos Alberto Barbosa.

O teatro vem bem representado nesta nova edição, com texto assinado pelo dramaturgo Racine Santos a respeito da ligação da família Wanderley com o universo teatral. A temática do cinema ficou sob responsabilidade de um dos diretores do Cineclube Natal, Nelson Marques, que aborda a ficção científica na sétima arte. A romanceira Dona Militana é tema de matéria do jornalista Ledson França.

A música vem representada pelo grupo Delicatto, nas letras de Michele Ferret, além do rapper Preto Bronx, em texto de Juliana Manzano. O mundo circense aparece em crônica de Norton Ferreira e matéria de Luiz Nepomuceno sobre a história do circo. O tradicional ensaio fotográfico da revista é assinado por vários fotógrafos partícipes do projeto Nas Pegadas de Lampião, promovido pelo Sebrae-RN.

A poesia que também marcou presença em todas as edições da Preá é pintada sob as letras e cores da dupla Yasmine Lemos e Venâncio Pinheiro, na sessão ArtePoesia, além da mostra do trabalho do poeta vencedor do último concurso de poesia Luís Carlos Guimarães, João Andrade. O poeta popular Bob Motta desta vez virou tema de matéria de José Augusto Costa Júnior.

O jornalista e cronista Vicente Serejo assina matéria sobre gastronomia em curiosa história sobre a origem do pirão – matéria já publicada em outra revista literária. Ainda matéria sobre os negros do RN, assinada por Camila Rodrigues, e os trabalhos realizados em prol da “cultura do bem”, do jornalista Flávio Rezende. E texto sobre galerias, do presidente da Associação dos Artistas Plásticos, Vitor Hugo.

3 x 3 = pouco
Esta edição de número 22 é a terceira publicada na atual gestão da FJA em quase quatro anos de gestão. As outras duas foram lançadas em 2008, além de uma edição promocional das ações da instituição, publicada no início de 2009. O primeiro número da revista foi editado em 2003. Naquele ano, foram quatro publicações editadas. No ano seguinte, em 2004, cinco números. Em 2005, outras seis. E em 2006, mais três.

A iniciativa do projeto, que figurou como um dos destaques na cultura em propagandas do Governo do Estado na primeira eleição, foi do ex-diretor geral da FJA, François Silvestre. Em sua gestão foram lançados 16 números da Preá. A professora Isaura Rosado publicou, em um ano, duas publicações em 2006 – já com visível desqualificação gráfica –, quando assumiu a Fundação.

O ano de 2007 passou em branco para a atual gestão, que decidiu pelo modelo da licitação para publicação das revistas. A demora do processo resultou nas três publicações em quase quatro anos, com novo modelo gráfico mais moderno e opção pelo mapeamento cultural de um, em vez de dois municípios potiguar por edição.

Exemplar
O lançamento da edição de número 22 da Preá, em Arez, contou com apresentação dos grupos populares Cangaço do Nordeste, de Luiz Carlos, o Pastoril de Maria Lúcia, o sanfoneiro Rosalvo da Silva e o cantor Galvão Filho, na praça da cidade, dentro das comemorações juninas. Para adquirir um exemplar gratuito da revista, basta passar na Fundação José Augusto (Rua Jundiaí, 641 – Tirol), das 9h às 13h.